31 de ago de 2010

Endorse for a Cause - O valor de uma indicação revertido para uma causa

Simples e admirável a proposta do Endorse for a Cause. Lançada ontem, a plataforma permite direcionar um percentual pré-definido do valor investido em compras em alguns dos maiores varejistas online dos Estados Unidos para ONGs e/ou atividades sociais.


Target, Old Navy, eBags, eToys, Crocs e Adobe são algumas das marcas que já aderiram à proposta, que conta com parcerias já firmadas com Kiva, The Humane Society Of The U.S., The American Cancer Society e American Red Cross, entre outras. É possível sugerir livremente outras entidades para integrar a plataforma.

Funciona assim: o usuário cadastrado compartilha via Twitter ou Facebook ítens de varejo de alguma das lojas cadastradas na plataforma para amigos e conhecidos que, se comprados, automaticamente têm um percentual, que varia de 0,7% a 8%, direcionado para as instituições de caridade escolhidas.

Vale replicar por aqui imediatamente. Veja abaixo um vídeo explicativo:



(via TechCrunch)

30 de ago de 2010

Pode um videoclipe ser totalmente personalizado? Pode.

Com o recente lançamento do álbum "The Suburbs", a banda canadense Arcade Fire parece ter voltado mesmo todas as suas atenções para a Internet. Depois da transmissão ao vivo do show do Madison Square Garden via YouTube com direção do cineasta Terry Gilliam, o grupo lançou "The Wilderness Downtown" (algo como 'a selva no meio da cidade'), videoclipe interativo da canção "We Used to Wait".


Feito em parceria com Chris Milk e "uma turminha do Google", o site roda em navegadores compatíveis com HTML5 - naturalmente, promovendo o Chrome, e requer que o visitante do site preencha o endereço no qual viveu sua infância. Usando recursos como o Google Street View e o Google Maps, o site abrirá então diversas novas abas no navegador e em cada uma exibirá um vídeo diferente. A vista aérea da rua escolhida, a escola que o usuário frequentava…tudo isso como fundo para as passadas rápidas do personagem central, até o gran finale: uma rua arborizada 'como todas deveriam ser'.


A ação ainda contempla a possibilidade do visitante escrever uma carta para si mesmo em sua juventude, que será encaminhada como um postal ao endereço registrado contendo a semente de uma árvore.

Se você não tem o Chrome, assista abaixo uma gravação da tela do computador de alguém que “fez” o filme em Tokyo.



Obs:  Como no Brasil ainda não temos imagens do Street View e algumas do Maps só em baixa resolução, vale a pena digitar NY no campo de busca e ver o vídeo feito com imagens de lá mesmo.

(via Fast Company)

República Popular do Corinthians

Sem palavras...

A receita de divulgação online do Belle and Sebastian

Write About Love, novo álbum da banda escocesa Belle and Sebastian, sai apenas em outubro, mas o barulho já é intenso, sobretudo na Internet.


Os músicos convocaram seus fãs a escrever “Write about Love” em lugares públicos ou privados, tirarem uma foto e mandarem para o Flickr da banda. A condição é que o texto seja escrito com algum material não permanente, como giz ou carvão. “Vamos escolher as melhores criações para usá-las no nosso programa de TV online - outra maneira inteligente de promover o trabalho - e premiar as contribuições mais originais”, escreveram os escoceses em e-mail enviado às pessoas cadastradas em seu site oficial.

Gravado em Los Angeles, Write About Love é o oitavo álbum da banda, e sucede The Life Pursuit, de 2006.Veja abaixo algumas fotos enviadas pelos fãs já inscritas nessa exemplar iniciativa de buzz marketing:

29 de ago de 2010

Social Media Guru... Oi?!

Bacana a ideia por trás do Unsuck-it: ser uma tábua de salvação dos terríveis jargões corporativos que viram moeda corrente do dia para a noite.

Você coloca qualquer jargão  no campo de busca, e pronto, lá vem uma explicação simples do termo - e com exemplos de uso no dia a dia.


(via swiss-miss)

Ironias Pefeitas

Genial campanha da Anistia Internacional mostrando os nomes de algumas tradicionais regiões latinas transformados em perfeitas ironias, graças à pobreza e à indiferença dos governantes.



(via Osocio)

O Ritual Botequeiro em Câmera Lenta

Para inspirar esse domingo de sol, registro aqui uma genial propaganda da cerveja autraliana Carlton Draught, que usa e abusa do slow motion para ilustrar o que para muita gente hoje será uma tarde no bar...  Atenção extra na letra alterada da música Nessun Dorma, de Puccini.

27 de ago de 2010

Por um design humanitário

Aconteceu esse mês em Nova York e acontecerá no mês de setembro em Washington uma mostra bem pertinente para os dias atuais – a Design for the Other 90%, direcionada para as tendências de design na criação de objetos e produtos para as populações mais carentes. No site da exposição, criada em 2007, os dizeres mais do que contundentes: "A maioria dos designers é focada em criar produtos para apenas 10% da população mundial [a parte mais rica e favorecida]".


As criações são divididas em seis áreas de interesse: água, abrigo, saúde e saneamento, educação, energia e transporte. "Ao mostrar o trabalho de designers que usam suas habilidades e capacidade de invenção para produzir soluções arquitetônicas e de design que realmente afetam problemas de qualidade de vida, o Cooper-Hewitt alerta para a necessidade de um design humanitário", disse o diretor do museu que abrigou a exposição em Nova York, Paul Warwick Thompson.


Projetar produtos para 90% da população [menos favorecida] inclui desenvolver o Q Drum, uma roda/reservatório usada para carregar altas quantidades de água por grandes distâncias na África. Ou ainda o LifeStraw, uma espécie de canudo com filtro usado em regiões carentes, onde as pessoas são obrigadas a tomar água diretamente em poços e rios.


Abaixo, o Big Boda load-carrying bycicle, um projeto de bicicleta de garupa ampliada, que pode suportar o transporte de carga pesada; e o Inclusive Edge Canopy, criado pela Associação de Arquitetônica de Londres em cooperação com a Universidade Federal de Recife, que consiste basicamente uma cobertura de lycra, sobre cabos de aço, que cria uma ampla sombra em áreas de calor intenso.



24 de ago de 2010

Ele pensou em 'tudo aquilo' antes...

Dominic Wilcox é um inglês cheio de idéias para produtinhos malucos que tornariam nosso dia a dia incrívelmente mais simples…


Seu blog, chamado Variantions on Normal, nos presenteia com invencionices pra lá de criativas. Além da pasta de dente com duas saídas (exposta acima), que certamente resolveria um problemão de muitos casais que eu conheço, vale destacar a campainha estatística (logo abaixo), que mostra a quantidade de visitas e ‘visitantes únicos’ que se recebe em casa, o tempo médio que as pessoas ficam, peso, idade, e por aí vai…


O conceito do iBookend, por sua vez, usa um suporte para fazer do iPad... a divisória de estante ideal para deixar sua biblioteca sã e salva da ameaça dos e-books.


Outra invenção bacana é a série de adesivos 'anti-furto'. Com super-realisticos "arranhões" e "ferrugens" ela torna seu carro, moto ou bicicleta a 'última opção' para potenciais larápios.


E, para não dizer que Wilcox não pensou em tudo, até no formato do ovo ele deu um jeito...

Vende, troca, conserta bicicletas... e é arte!


Não, essas imagens não são de nenhum projeto exclusivamente artístico, mas sim de uma loja de bicicletas na Alemanha (em Altlandsberg , perto de Berlim). A ideia de pendurar 120 bikes na parede foi de um dos donos do estabelecimento, Christian Petersen (olha ele aí na janela).


Algumas pessoas podem achar que ele exagerou, outras, como eu,  podem gostar e até achar que ele fez uma genial intervenção artística, mesmo que a única intenção tenha sido mostrar que sim, aquele espaço vende, troca e conserta bicicletas.

(Vi no Follow the Colours)

Palavras

Mais um belo curta produzido pela Everynone


Monteiro Lobato no iPad

A Menina do Narizinho Arrebitado“, de Monteiro Lobato, ganhou uma versão interativa para iPad, lançada pela Globo Livros em parceria com a produtora brasileira Lab 360. O livro-aplicativo estará disponível na App Store até o final do ano.



(via Tiago Dória)

Com a 'barriga' doendo de tanto rir...

Difícil conter o riso ao ver essa propaganda do parque temático Fugi-Q, exibida recentemente no Japão...

23 de ago de 2010

Para quem busca inspiração

O recém lançado SittingO funciona como uma genial base de dados do circuito global de conferências — apresenta listas de palestrantes e videos das respectivas palestras em grandes eventos, como TED, IdeaCity, PopTech, entre outros, mostrando quem falou, onde, e sobre quê.



A plataforma foi criada e lançada este ano por Mark Hurst, fundador e presidente da Creative Good, uma empresa especializada na avaliação de serviços oferecidos pela Internet. 

22 de ago de 2010

iPad Music Video

Este clipe traz um remix da música Eye of the Tiger, trilha de Rocky. A inovação é que ela é toda tocada em iPads, utilizando diferentes aplicativos com sons de guitarra, bateria e piano.

A garota do muro do outro lado da rua

Adorei esse curta grego postado originalmente no Caligraffiti

Charme literário

Basicamente, o Alikewise  cruza os gostos literários de seus usuários para encontrar parceiros que tenham gostos semelhantes.


No perfil virtual, é possível listar seus livros e autores preferidos, mandar mensagens para outros usuários e, claro, contar um pouco mais de você e suas atividades preferidas.

Que bom saber que ainda há pessoas que vêem um certo charme em ler...

Compras conscientes

Você está no supermercado e quer comprar um saco de granola. Saca o seu iPhone, aponta para o código de barras do produto e fica sabendo, num instante, que ele contem óleo de soja hidrogenado, xarope de milho e aspartame. Leia-se: alto teor de gorduras trans e açúcares. Rolando a tela, você descobre que a fábrica não tem política de reuso de água e a ética no ambiente de trabalho é controversa. No fim das contas, a granola ganha nota 3,8. Não, isso não é uma cena da versão ecológica dos Jetsons, é o presente: o site de pesquisa GoodGuide organiza informações de 75 mil produtos e suas companhias e os classifica com notas de 0 a 10, avaliados por sua performance em saúde, meio ambiente e sociedade.


A iniciativa é do professor Dara O’Rourke, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que num belo dia de sol resolveu investigar os componentes do filtro solar que espalhava na pele de sua filha. Encontrou substâncias cancerígenas e começou a levar o assunto a sério.

O vídeo abaixo detalha o funcionamento do aplicativo, infelizmente ainda restrito  à classificação de produtos comercializados nos Estados Unidos:

21 de ago de 2010

Insights do segundo dia do Digital Age 2.0

Duas citações, uma logo na primeira apresentação e outra em um debate no final do segundo dia do Digital Age 2.0, sintetizam de maneira bastante conclusiva os desafios da comunicação nos dias atuais:

"O propósito de todo e qualquer negócio é criar clientes... que cria clientes" - Shiv Signh, Diretor de Mídias Sociais da PepsiCo Americas, parafraseando Peter Drucker.

"O grande desafio que se coloca é a conquista do tempo das pessoas. O que os donos dos jornais deveriam se perguntar é 'como vou fazer para que as pessoas dediquem mais tempo para ler o meu jornal?" - Rodrigo Velloso, diretor de desenvolvimento do Google.



O trabalho que a PepsiCo vem fazendo em mídias sociais exposto por Shiv mostra modelos interessantes de engajamento, a palavra da moda. O carro chefe é o consagrado Refresh Project, no qual os consumidores escolhem as causas que a marca deve apoiar e se mobilizam para angariar votos. O programa de US$ 20 milhões foi considerado uma das cinco principais campanhas de social media de 2010 pela revista Forbes, e acumula números expressivos:

- 120 mil ideias sugeridas em 7 meses;
- 3,2 milhões de usuários cadastrados;
- 41 milhões de votos.

Um desdobramento do projeto envolveu o desastre ecológico causado pelo vazamento de petróleo no Golfo do México no primeiro semestre deste ano. Ao perceber a dimensão social do problema, a empresa abraçou a causa. Criou a campanha Do Good for the Gulf para recebimento e votação de projetos de apoio às comunidades afetadas pelo incidente.


Além de profetizar o surgimento do CMTO (Chief Marketing and Technology Officer), já que as duas áreas não teriam mais como ser vistas de maneira dissociada, Shiv trouxe à tona uma discussão sobre a reinvenção do modelo de recrutamento de agências: "criar ideias para a televisão e utilizá-las em mídia digital não funciona". Segundo sua proposta, a mesma campanha seria pensada por todas as agências contratadas, cada uma na sua especialidade, e a mais bem idealizada ganharia o fee. Polêmico, mas ao mesmo tempo, tentador!



A importância do monitoramento das redes sociais foi outro tema recorrente nas palestras do evento. Andrea Harrison, VP de Social Influence Marketing (SIM) da agência Razorfish, ilustrou sua apresentação com o case da operadora de TV a cabo Comcast (alvo do vídeo acima, visto por 2,5 milhões de usuários, e precursor do blog Comcast must Die) que reverteu a situação com o perfil ComcastCares no Twitter, que oferece atendimento online personalizado para o cliente. Detalhe: o perfil é mantido pelo gerente de atendimento da empresa, que estampa lá sua foto, e não o logo da empresa, e, literalmente, dá seu e-mail pessoal à tapa, e não o endereço do SAC. Ele comanda uma equipe de mais de dez pessoas, que respondem diariamente qualquer crítica ou dúvida.

As ideias da Razorfish a respeito do futuro do SIM (Social Influence Marketing) estão resumidas no documento Fluent. Vale dar uma espiada.

Mas, afinal de contas, quem paga a conta do conteúdo online? Com essa pergunta mais do que inquietante, o VP de Criação da OgilvyInteractive Brasil, Michel Lent, abriu seu painel no Digital Age 2.0. Sim, as prateleiras virtuais são infinitas, os nichos prevalecerão e o tamanho da cauda não vai parar de crescer, mas até quando os bolsos permanecerão vazios?



A saída é singela: faça coisas incríveis! Estão aí marcas que se perpetuaram ao longo dos anos com ou sem esforço de mídia, como a Budweiser, do genial comercial acima, e a própria Fender (quem se lembra de alguma propaganda da Fender?)... mas não precisa ir muito longe: o que dizer da Threadless, da Yogoberry?


E o jornalismo? Rodrigo Velloso do Google, no debate que sucedeu a apresentação de Lent, trouxe à tona uma comparação provocativa: "Se as pessoas pagam para baixar uma música no iTunes - música que se poderia obter gratuitamente, diga-se de passagem - por quê não pagariam por um artigo ou uma notícia realmente relevante? O próprio Lent fecha a questão: "Há preocupação demais com o conteúdo, e pouca com os produtos, que deveriam ser o foco das organizações de mídia. "O melhor modelo de negócios é o mais simples: crie coisas relevantes".

Resumo da ópera: O negócio da comunicação é criar boas histórias... também e inclusive na Internet.

19 de ago de 2010

Insights do primeiro dia do Digital Age 2.0

"Every company is a media company". Com essa citação emprestada do jornalista Tom Foremski do Silicon Valley Watcher, o especialista em PR (com grande vocação para celebrity, diga-se de passagem) Brian Solis, autor do recém lançado Engage, prefaciado pelo queridinho do Twitter Ashton Kutcher, abriu o primeiro dia do Digital Age 2.0.


'Como influência não é popularidade, e sim persuasão', ninguém mais apropriado para tocar essas 'novas empresas midiáticas' do que um chief editorial officer, o novo CEO. Jornalista? Marqueteiro? Não se sabe. Fato é que essa pessoa tem como missão dar às pessoas um assunto para conversarem. Conteúdo? Não. Contexto. "Context is the king". Os trending topics vão e vem e nessa seara ganha mais quem consegue pular na garupa primeiro!


Uma das ferramentas interessantes mencionadas por Brian em sua apresentação foi o PeerIndex, índice criado por ninguém menos do que Bill Emmott, editor da Economist de 1993 a 2006,  que mede o grau de autoridade, atividade e audiência com base no perfil das pessoas existente em blogs, no Twitter, Facebook e no Linkedin. 

Clara Shih, eleita pela Fast Company uma das mulheres mais influentes do mundo da tecnologia e autora do best seller The Facebook Era, veio logo na sequência. Ela fez um apanhado geral do crescimento da utilização do Facebook no mundo, cujo destaque fica por conta da audiência crescente entre pessoas de 33 a 49 anos. O vídeo abaixo, exibido por Clara, faz uma bela paródia do Facebook trazido para o mundo offline:



Um caso bastante interessante mencionado por ela foi o da jovem Kimberly, dona de um pequeno spa e salão de beleza, que gastou 800 dólares para fazer um site pra lá de rudimentar e que não lhe trouxe qualquer tipo de retorno, até porque ela mal conseguia atualizá-lo. Aconselhada por amigos, Kimberly trocou o site estático por um perfil no Facebook, a custo zero, que hoje tem mais de mil seguidores. Taí uma alternativa bastante interessante para micro e pequenas empresas, que permite maior interação com os consumidores e eficiência na divulgação.

No período da tarde, uma ótima palestra de Marcelo Tripoli da iThink trouxe à tona a mitificação do termo digital. "Digital não é adjetivo!"


Dois cases singulares mostraram que o digital pode sim ser uma excelente maneira de agregar valor à experiência do consumidor. O primeiro, o Pizza Tracker da Domino's Pizza, premiado em Cannes, que consiste em um aplicativo que permite acompanhar em tempo real o estágio que está o pedido, e ainda mais, saber quem colocou a pizza no forno, que horas e quem a embalou, além de todo o trajeto até a entrega. O outro case é 'mosca branca' desde a raiz: trata-se do Hyundai Assurance,  um programa criado para  mostrar que, mesmo em tempos de crise, é possível comprar um carro, até porque, caso você não consiga pagar o seu financiamento, é possível devolvê-lo?!



Próximo tema: Direitos autorais na Era da Internet. Chato? Muito pelo contrário, graças à fantástica apresentação do advogado e professor da FGV-RJ, Sergio Branco. O mote: a incongruência da legislação vigente diante das novas formas de interação via web.

Eis um caso que eu não conhecia que resume a história toda - A americana Stephanie Lenz teve problemas com a gravadora Universal Music Group em 2007 por conta de um vídeo no YouTube. Naquele ano, Lenz filmou, durante 30 segundos, seu filho de 18 meses dançando a música “Let’s Go Crazy” do Prince. A gravadora enviou uma solicitação ao YouTube pedindo para que o vídeo fosse removido porque este violava os direitos autorais do artista. A gravadora foi atendida e o vídeo deixou de ser veiculado.


Depois de ter seu vídeo retirado do site, Lenz procurou a EFF (Eletronic Frontier Foundation), uma organização de especialistas em “free-speech” para a Internet, a fim de conseguir provar que estava usando de maneira adequada a música do cantor e que não violava seus direitos autorais. Ela também entrou com pedido de indenização contra a Universal, alegando que o pedido de retirada do vídeo, feito pela gravadora tinha sido um ato desnecessário e sem méritos. Por fim, a gravadora foi obrigada a pagar os honorários dos advogados de Lenz.


Um último insight de Sergio Branco: Se o Prince lá ou o Caetano aqui tem direitos autorais, o protagonista do video chupado do YouTube e exibido na TV aberta no domingo à noite também não deveria ter?

A mais esperada apresentação do dia coube ao consultor, empreendedor e investidor americano Guy Kawasaki, ex-evangelizador da Apple na década de 80, fundador da Garage Technology Ventures e autor de nove livros. O tema divulgado: "Inovação em Comunicação Digital: Run, Mad Men, Run". O tema apresentado: "Usos e aplicações para o Twitter".


Sempre é bom ter contato com um dos grandes especialistas do mundo digital como Kawasaki, mesmo que seja via videoconferencia, e seu AllTop, exemplar agregador de RSS para blogs e mídias sociais, mas lamenta-se aqui uma grande oportunidade perdida. De Mad Men, apenas o gosto na boca de whisky amanhecido...

17 de ago de 2010

O Lixo que virou Souvenir

“Nova York produz todos os dias 11,8 toneladas de lixo. Recibos, copos de café, luvas, latas de refrigerantes. E eu recolho tudo isso”. 


A frase do designer Justin Gignac não teria sentido se o que ele fizesse com o lixo recolhido não tivesse virado febre entre nova-iorquinos e turistas que circulam pela Big Apple. Ele coloca tudo em uma caixa transparente e vende por até U$100. É o lixo, nu e cru, transformado em arte.


Justin percorre as lixeiras de Nova York diariamente e pega todo o tipo de lixo: tickets do metrô, embalagens de cigarro, pedaços de papel, garrafas de cerveja quebradas e o que mais aparecer. Depois ele leva tudo para o seu apartamento, reavalia o que vai e o que não vai ser utilizado e arruma o material cuidadosamente em caixas plásticas transparentes.


Os cubos são assinados, enumerados e datados como qualquer outra obra de arte. O sucesso da iniciativa é tal que, além das mais de 1200 peças já vendidas para 25 países diferentes, já rendeu edições especiais, onde o lixo vendido provém de locais específicos: dos jogos dos Yankees, da passagem de ano na Times Square ou da Convenção Nacional do Partido Republicano.


Para conhecer melhor o trabalho de Justin Gignac, clique aqui

16 de ago de 2010

¿Hasta cuándo?

A Associação para a Recuperação da Memória Histórica (ARMH), uma ONG espanhola que recolhe informações sobre os desaparecidos durante a ditadura do general Francisco Franco, acaba de lançar o curta-metragem "Cultura contra a Impunidade", que retrata histórias reais, na primeira pessoa, de vítimas assassinadas, interpretadas por astros como Pedro Almodóvar e Javier Bardem.

No final de cada história, é repetido que as vítimas não tiveram direito a um julgamento ou sentença. O debate contra a impunidade ganhou força depois que, em maio deste ano, o Conselho Geral do Poder Judiciário Espanhol suspendeu o juiz Baltasar Garzón (ele ficou célebre por ter determinado a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet em Londres em 1998). Ele foi indiciado por querer investigar crimes anistiados da época franquista. Segundo a acusação, o juiz sabia que não tinha competência para isso e ignorou a lei de Anistia decretada em 1977 para os crimes.

Estima-se em pelo menos 50 mil o número de desaparecidos na ditadura franquista (1939-1975).

Já assistiu aquele filme???

O fflick funciona como aquele amigo que sempre tem valiosas dicas de filmes para assistir ou fugir. O serviço é direcionado para os usuários do Twitter e filtra na timeline do usuário tudo o que está sendo dito sobre as produções em cartaz. Também é possível pesquisar pelo nome de filmes antigos e obter um histórico dos comentários feitos.

A plataforma é bem completa e inclui fichas técnicas, sinopses, trailers, fotos, rankings e tabelas com as pessoas mais influentes que assistiram a um determinado filme, bem como as menções mais populares.


Nos Estados Unidos, os usuários podem ainda checar os horários das sessões, comprar ingressos ou mesmo alugar os filmes via Netflix. Fica a dica!

15 de ago de 2010

Um balé em Nova York


O Ballerina Project, nasceu da idéia de Nova York como um ímã para a criatividade. Cada fotografia é um trabalho colaborativo de dança, design de moda e fotografia jogado contra a paisagem da metrópole, que resultou em fotos divinas de Dane Shitagi .


Os modelos são os alunos e bailarinos profissionais que Dane encontrou em grande parte através de recomendações. Estonteante!