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18 de mai. de 2012

Quer um ditador? Tem um app para isso


Sabe aquele momento do dia em que você sente aquela vontade de ouvir um discurso de Mussolini ou ler sobre as mulheres que passaram pela vida de Hitler? Pois é, se você tem um iPhone, seus problemas acabaram. 


A jornalista Lea Zeltserman, da Tablet Magazine, comenta sobre aplicativos disponíveis na loja da Apple que apresentam biografias, discursos, hinos e legado de ditadores. A jornalista chama a atenção para o fato de que o iPhone tem status "cult" para a geração da Web 2.0 e do Facebook, portanto "não são velhos nostálgicos e historiadores" que estão baixando os aplicativos; "são adolescentes e jovens adultos que gastam tempo e dinheiro na internet, e é por aí que eles se informam". 


O interessante é que três destes aplicativos foram criados pelo mesmo desenvolvedor, o italiano Luigi Marino. O primeiro a ser lançado, em 2010, foi o iMussolini, que causou grande polêmica na Itália e chegou a ser o segundo app mais popular no país, chegando a mil downloads por dia. Para aplacar os ânimos, o programador em seguida desenvolveu o iGandhi, para depois atacar com Hitler (assim mesmo, sem "i", já que o nome sugerido pelo autor não foi aprovado pela Apple) e iStalin. Seu produto mais recente é o app iSilvio!, que tira um sarro com o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. 


Além destes, há também Muamar Kadafi e seu Livro Verde no aplicativo The Green Book by Gaddafi, uma versão interativa da obra que condensa as ideias do ex-ditador líbio morto em 2011. 

27 de abr. de 2011

Porque existem bocas que nunca falarão a verdade

Fantástica a nova série de anúncios lançada pela Repórteres Sem Fronteiras, visando defender a liberdade de imprensa no mundo.


Utilizando imagens de grandes ditadores e QR Codes, os anúncios convidam as pessoas a colocarem o seu iPhone na boca de alguns do grandes líderes mundiais e ouvirem 'algumas verdades' sobre seus governos.


A mensagem é bem direta: “Because there are mouths that will never speak the truth”


A campanha conta ainda com um site dedicado com textos, imagens e vídeos, onde é possível conhecer a verdade por trás dos maiores ditadores da história. Confira abaixo o vídeo-teaser:



(via Y2)

16 de ago. de 2010

¿Hasta cuándo?

A Associação para a Recuperação da Memória Histórica (ARMH), uma ONG espanhola que recolhe informações sobre os desaparecidos durante a ditadura do general Francisco Franco, acaba de lançar o curta-metragem "Cultura contra a Impunidade", que retrata histórias reais, na primeira pessoa, de vítimas assassinadas, interpretadas por astros como Pedro Almodóvar e Javier Bardem.

No final de cada história, é repetido que as vítimas não tiveram direito a um julgamento ou sentença. O debate contra a impunidade ganhou força depois que, em maio deste ano, o Conselho Geral do Poder Judiciário Espanhol suspendeu o juiz Baltasar Garzón (ele ficou célebre por ter determinado a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet em Londres em 1998). Ele foi indiciado por querer investigar crimes anistiados da época franquista. Segundo a acusação, o juiz sabia que não tinha competência para isso e ignorou a lei de Anistia decretada em 1977 para os crimes.

Estima-se em pelo menos 50 mil o número de desaparecidos na ditadura franquista (1939-1975).