28 de mai de 2013

Vai aí um mangá no prato no capricho?

Imagine se deparar com uma mão pronta para socar seu bolinho de feijão?! Essa proposta de impacto visual, que une traços de mangá com comida de verdade, constitui o propósito do trabalho da japonesa Mika Tsutai.



Segundo ela, a intenção é fazer com que os alimentos se transformem em elemento gráfico das estampas das louças. Em alguns casos, a artista consegue até montar pequenas cenas, como uma página de desenhos em quadrinhos.



A ideia surgiu depois que Mika passou a se interessar por marmitas decoradas – algo bastante popular no Japão, onde grande parte da população prepara ou compra marmitas para levar ao trabalho, à escola ou a parques.




"No entanto, percebi que no caso da marmita a arte estava só na comida. Não existia um recipiente especial, por isso tive a ideia de criar os pratos", explica a artista.




(via Lost at E Minor)

24 de mai de 2013

SolarKiosK - Uma grande ideia para acabar com a escuridão na África

SolarKiosK é o primeiro quiosque do mundo 'alimentado' inteiramente por meio de energia solar ou, como chamam seus criadores, a empresa alemã SolarKiosk GmbH, uma “unidade de negócios autônoma”. 


Instalado no ano passado num vilarejo da Etiópia, um dos países mais pobres do mundo, ele vende de tudo: alimentos, pilhas, lanternas, bebidas, medicamentos, cartões para celular, entre outros produtos típicos de um posto comercial convencional. Seu diferencial, no entanto, reside da oferta de energia, limpa e renovável, produzida pelos painéis solares no teto. O sistema fornece eletricidade para uma geladeira que funciona como frigorífico comunitário e também para recarga de aparelhos celulares ou computadores.


Dependendo das condições do local, dá até para oferecer TV, internet e música. As luzes também fornecem uma alternativa mais segura e mais barata para as lâmpadas de querosene, que são frequentemente usadas por famílias da região e emitem gases perigosos.

O próximo passo é expandir o projeto para as regiões mais remotas de toda a África, onde 800 milhões de pessoas não têm acesso à energia. Cada um desses quiosques vai ser operado por um membro da comunidade local, que receberá treinamento específico.


22 de mai de 2013

Isso sim é saber fazer uso das redes sociais em prol de uma causa!

A diferença entre simplesmente falar sobre um tema e fazer com que você sinta na pele ou mergulhe com a própria cabeça nesse universo tem uma referência e tanto nessa ação da Anistia Internacional. 


Eles criaram um site chamado Trial By Timeline que revela, através de uma análise automática da sua conta de Facebook, quantas vezes, com quais punições, em que crimes e países você seria acusado, perseguido e/ou condenado pelos mais absurdos motivos. Aliás, é assustador descobrir que há locais no mundo em que a pessoa seria punida, simplesmente, por ter uma conta em uma rede social, por exemplo.

Eis o site, caso você queira arriscar a sorte: http://www.trialbytimeline.org.nz/

21 de mai de 2013

O eterno dejà-vu de Erdal Inci

Já ouviu falar em dejà-vu? O termo é uma expressão da língua francesa que significa, literalmente, "já visto". Você tem aquela sensação de que já passou por aquilo ou que vivenciou aquele fato que ocorre naquele exato momento, mas quando? Como? Onde?


Pois é, toda essa elocubração vem à mente ao se deparar com o trabalho de Erdal Inci, vídeo artista, grafiteiro e fotógrafo turco.

Ele usa sequências de vídeo para criar efeitos de movimento em gif, como se clonasse o próprio corpo em movimento no tempo e no espaço. Hipnotizante, não?







14 de mai de 2013

Kubrick em uma ação de marketing para crianças há 50 anos atrás... Isso sim é um case, senhores!


O ano é 1968. A marca é a famosa rede de hotéis Howard Johnson, nos Estados Unidos. O produto é um menu infantil promocional. O filme é “2001: Uma Odisséia no Espaço”, dirigido por Stanley Kubrick, considerado até hoje uma das mais importantes referências do cinema.

Opa! Tem alguma coisa que não está batendo aí, não? Kubrick para crianças?! E ainda mais em um cardápio promocional de quase cinquenta anos atrás?


Pois é, um dos primeiros filmes a fazer uso proeminente de marcas reconhecidas na tela foi “2001: Uma Odisséia no Espaço”. Para mostrar como seria o mundo trinta e poucos anos depois, Kubrick contatou cerca de cinquenta empresas e pediu que pensassem em projetos que poderiam estar disponíveis no mercado no futuro.

O modelo de product placement praticado no filme foi em essência a exposição das logomarcas dessas empresas em determinadas situações para incrementar a verossimilhança da obra. Além da Howard Johnson, cuja marca aparece na estação espacial, ‘participam’ da obra de Kubkick companhias como IBM, Pan AM e American Express.



O menu infantil da Howard Johnson em formato de HQ parte do ponto de vista de duas crianças, Robin e Debbie, na premiére do filme. 

À medida que a trama avança, cresce nos dois o sonho de um dia - em 2001 - se tornarem um piloto de espaço e uma aeromoça. Um sonho promovido por quem mesmo? Ora, ora, Howard Johnson, senhores! 


E uma ação de branding dessa envergadura, vale ressaltar, pensada e produzida há 50 anos atrás, hem???







(Referência: io9)



13 de mai de 2013

A melhor abordagem, segundo Seth Godin


"A melhor abordagem é a de não tentar escrever coisas que vão se tornar virais. Não, a melhor abordagem é escrever para apenas uma pessoa. Promover um impacto em apenas uma pessoa. Melhor ainda, fazê-lo de modo que essa pessoa não consiga dormir à noite, a menos que ela escolha fazer a diferença para uma outra pessoa, compartilhando a sua mensagem. Daí o resto caminhará por conta própria"

(traduzido do blog do Seth Godin)

9 de mai de 2013

E se você alugasse os brinquedos dos seus filhos ao invés de compra-los?

Quantas vezes as crianças não enjoam do brinquedo que acabaram de ganhar e já pedem uma novidade? Baseadas nesse diagnóstico, as sócias Alessandra Piu e Anna Fauaz  criaram a Joanninha, uma loja especializada no aluguel de brinquedos para crianças de até 7 anos.



O diferencial da proposta começa na escolha dos brinquedos disponíveis (de madeira de reflorestamento e tintas atóxicas), passa pela não existência de filtro por sexo e termina na devolução do material na mesma sacola em que ele foi enviado (ensinando que faz parte do consumo consciente o reúso das embalagens).

Cada brinquedo tem seu próprio diário, e as famílias são encorajadas a escrever histórias e lugares em que o brinquedo esteve. Se a criança realmente gostar do brinquedo, os pais podem comprá-lo da empresa.


Os planos de aluguéis são mensais, trimestrais ou semestrais e quem os adquire recebe uma cota de  moedas imaginárias chamadas de “Joaninhas”, que são utilizadas para a troca os brinquedos. A loja atende São Paulo e Belo Horizonte.

Genial, não?

7 de mai de 2013

Seu trabalho artístico vale uma diária em um hotel na Suécia

Que tal se hospedar em um hotel e pagar a diária com uma obra de arte de sua autoria? Na Suécia, o hotel Clarion lançou no ano passado a campanha Room For Art, que tem sido um grande sucesso desde então.


A ideia veio do gerente do hotel, que tinha um avô artista, cujos trabalhos decoravam o lobby de um outro hotel da rede localizado em Nova York..

Para reservar um quarto, basta preencher um formulário pela internet e cadastrar a sua obra de arte. Ela deve obrigatoriamente ter o formato A4 e estar assinada por você. Isso lhe garante uma noite gratuita em um dos quartos do hotel. Em contrapartida, o estabelecimento fica com todos os direitos de propriedade da sua obra.

A vantagem, além da hospedagem gratuita, é que muitas pessoas que passarem pelo mesmo hotel poderão conferir seu talento.Veja abaixo o video case com os fantásticos resultados de buzz que a marca obteve:


Room For Art from WhiteWork on Vimeo.

2 de mai de 2013

Clive Wearing esqueceu de tudo, menos da música

Quando o maestro britânico Clive Wearing contraiu uma infecção no cérebro em 1985 – uma encefalite por herpes – ficou com uma capacidade de recordar apenas os eventos ocorridos 10 segundos antes. A infecção danificou uma parte do seu cérebro conhecida como lobo temporal médio. Embora apresentasse um dos casos mais graves de amnésia conhecido pelos cientistas, sua habilidade musical permaneceu intacta.


Neurocientistas dizem que a memória musical fica armazenada num local diferente do lobo temporal médio do cérebro, afetado pela doença e, de fato, fundamental para eventos que exigem lembranças do tipo ‘como’, ‘quando’, ‘onde’, mas, aparentemente, menos importante para lembranças de melodias, harmonias e ritmos.

A esposa de Clive, Deborah, é autora de um livro, Forever Today, que relata como a vida do casal mudou desde a amnésia do marido. "Mesmo tendo um piano no quarto há 26 anos, ele não sabe disso até que o instrumento seja mostrado para ele", contou Deborah à BBC.


Entretanto, diz, "se você der para ele uma música nova, a visão dele percebe a partitura e ele toca a música no piano, mas sem aprendê-la". "Clive não sabe que tocava piano, nem que ainda sabe como tocar."

A esposa diz que, mesmo sem saber, o ex-maestro melhora sua apresentação cada vez que toca uma determinada música, e que ele ainda é capaz de tocar, instintivamente, canções que sabia de cor no passado.
"Ele aprendeu Messias de Handel quando era criança e ainda sabe cantá-la."

Deborah diz que a música "é o único lugar onde podemos estar juntos, porque enquanto a música está tocando ele é completamente si mesmo".

"Quando a música para, ele volta a cair do abismo. Não sabe nada sobre sua vida. Não sabe nada do que aconteceu com ele em toda sua vida."

Vale muito assistir o documentário que a BBC fez sobre o caso (abaixo a versão editada liberada no YouTube):



(Dica do Tiago Maranhão)