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11 de out. de 2013

As aventuras de um explorador urbano serial

Você sabe o que é "place hacking"? Termo cunhado pelo professor da universidade de Oxford Bradley Garrett, "place hacking" é um novo estilo de exploração extrema, que envolve invadir espaços abandonados e vazios, além de construções temporárias - tudo sem permissão, geralmente na calada da noite.


Longe de ser um professor universitário típico, Garrett é um americano que adotou Londres como lar, e foi lá que montou um grupo de pesquisa. Os "infiltrantes" ou a "London Consolidation Crew", como são chamados, já descobriram bunkers desativados e ruínas do Leste Europeu, invadiram estações de metrô abandonadas e escalaram os mais altos prédios comerciais de Chicago, Londres, Paris e Las Vegas. Os espaços foram chamados de "urbex"; espaços para exploração urbana.


Quem quiser conhecer um pouco mais, pode encomendar na Amazon Explore Everything: Place-Hacking the City, que acaba de sair pela Verso Books. O livro se propõe ser um manifesto apaixonado das cidades, oferecendo uma nova forma de pertencer e compreender as metrópoles.

PS:. Ainda em tempo, Garrett foi preso e está aguardando julgamento em Londres.
















20 de ago. de 2013

Elin Aram, a curadora de souvenirs

Em A Box From, a designer Elin Aram propõe fazer uma espécie de curadoria das cidades que visita ao redor do mundo, reunindo em uma bela caixa estilizada uma dezena de pequenos fragmentos e/ou objetos que ajudem a sintetizar e ao mesmo tempo desmistificar cada lugar.


Aram evita aquelas 'lembrancinhas de viagem estereotipadas' e foca em 'coisas do cotidiano' que ajudem a contar um pouco da história e da cultura locais. Depois de uma edição temática sobre Seul, ela acaba de lançar uma caixa temática sobre o Teerã. "Eu tento lançar alguma luz sobre cidades que são vibrantes, mas raramente visitadas. Aquelas que não fazem parte dos roteiros tradicionais de lugares a serem visitados, mas que certamente mereceriam mais atenção"



Na caixa coreana, um dos itens presentes, por exemplo, é um colágeno que, segundo Aram, representa a história da busca desesperada por juventude e beleza que acontece no país.


Outro destaque da caixa, obviamente, é o tradicional saquinho de miojo. 


Já no caso da caixa iraniana, o chá desempenha um papel preponderante. "Nenhum convidado respeitado deixa a casa de alguém sem tomar uma pequena xícara de chá".


Outro item curioso é um saco plástico com o logotipo da Versace que, segundo ela, atesta o fascínio das pessoas daquela região por logos, mas não por admirarem seus produtos ou serviços, mas simplesmente por acharem bonitos. "Marca no Irã é um negócio completamente diferente do que em outros lugares...


... Primeiro, houve a febre da Adidas, depois da Apple, e agora se vê Versace em todos os lugares, desde toalhas, brinquedos de bebê até material de cozinha".

As caixas podem ser adquiridas no site de Aram e custam 40 euros.

Taí uma bela ideia a ser replicada num país de dimensões continentais e culturas tão particulares como o nosso, não? 

13 de ago. de 2013

SelvaSP resgata a arte da flanagem

Segundo João do Rio, no seu livro A alma encantadora das ruas: “Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e contar; ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite; meter-se nas rodas da populacha, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, seguir com os garotos o lutador do Cassino vestido de turco, gozar nas praças os ajuntamentos defronte das lanternas mágicas, conversar com os cantores de modinha da Saúde depois de ter ouvido, diletante de casaca, aplaudirem o maior tenor do lírico numa ópera velha e má; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até sua grande tela paga pelo Estado; é estar sem fazer nada e achar absolutamente necessário ir até um sítio lôbrego, para deixar de lá ir, levado pela primeira impressão, por um dito que faz sorrir, um perfil que interessa, um par jovem cujo riso de amor causa inveja".




A flanagem, pois, está mais do que reestabelecida na ordem do dia com o genial SelvaSP, grupo de fotógrafos criado em 2012, que acaba de inaugurar uma exposição no Alberta #3, que pode ser visitada até 25 de setembro, de terça a sábado, a partir das 19h.









7 de abr. de 2013

Por uma São Paulo menos cinzenta

Sensacional a proposta do projeto Color+City, site que une donos de imóveis dispostos a emprestar as paredes de suas casas para grafiteiros expressarem sua arte.


A dinâmica é bem simples:

- Tem um muro e quer oferecer para alguém pintar? Doe um espaço!
- É artista e quer um espaço para pintar na rua? Se escale aqui.

Assista ao vídeo abaixo para entender melhor a proposta, que conta com o apoio do Google Brasil:

3 de abr. de 2013

O estiloso senhor Ali e a jovem fotógrafa

Enquanto arrumava as mesas da calçada de um restaurante em Berlim onde fazia um bico, a fotógrafa australiana Zoe Spawton observava a passagem dos pedestres, até que um senhor de 83 anos começou a chamar sua atenção. Todo santo dia ele passava por ela com um visual caprichadíssimo!



Depois de puxar um papo e ficar mais íntima do senhorzinho, Zoe começou a registrar diariamente seu estilo como se de fato estivesse incumbida ali de fazer um ensaio de moda. Ali, um médico turco aposentado com nada menos do que 18 filhos, gostou de ser retratado e passou a arriscar figurinos mais ousados e poses diferentes.


Dias mais formais, de terno e gravata, e outros mais despojados, alguns com jaquetas esportivas, peças camufladas e até casacos de neve.

Zoe criou um site para o projeto que tem somente uma simples explicação: ”Este é Ali. Ele passa por mim todas as manhãs usando roupas bacanas”. Nas legendas de cada imagem, ela faz comentários sobre as combinações de roupas.








Para ver mais retratos do estiloso Ali, visite o tumblr do projeto What Ali Wore.

(via Der Spiegel)

21 de nov. de 2012

Madame Parking

Premiada arquiteta italiana radicada na Espanha, Teresa Sapey é conhecida como "Madame Parking" graças a seus projetos inovadores para estacionamentos. 


Sua fama se disseminou mundo afora por conta de um ousado projeto encomendado pelo Hotel Puerta América de Madri, em 2004 (fotos abaixo). O estacionamento do hotel chegou a ser alugado para uma festinha particular da popstar Madonna!




Desde então, sua meta pessoal tem sido transformar esses locais cinzas e apertados em ambientes coloridos e arejados, tornando-se consequentemente mais agradáveis e confortáveis.


A arquiteta está no Brasil esta semana participando do Congresso Brasileiro de Estacionamentos, promovido pela Abrapark. Confira algumas de suas engenhosas criações: