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27 de mar. de 2012

6Stories - Um belo exercício de criatividade

6Stories é um projeto de LocLit (Locative Literature), conceito no qual a história é vivida no local onde é ambientada. Promovido pelo escritor e diretor de cinema Matt Blackwood em um café em Melbourne, na Austrália, com alguns criativos da região, o projeto se baseia em QR Codes dispostos em seis mesas distintas. Cada um permite baixar em smartphones depoimentos narrados que servem de inspiração para um speed dating ficcional.


Comunicação, literatura, teatro, diversão e, acima de tudo, criatividade a flor da pele! Taí um belo formato para ser explorado por aqui pelas oficinas de storytelling, não?! 


28 de mar. de 2010

Teatro em Casa


Acaba de estrear na web o Cennarium, um inovador projeto digital que oferecerá acesso online e irrestrito às peças em cartaz no eixo Rio-São Paulo. As filmagens foram iniciadas há sete meses e o acervo já conta com mais de 40 títulos. A expectativa é ter de duas a quatro estréias por semana.

Os vídeos são gravados durante as apresentações ao vivo, e depois de acessados pela primeira vez, podem ser vistos por um número ilimitado de vezes, dentro de um prazo de 24 horas. A estrutura de captação de som e imagens chega a envolver 40 pessoas, 12 câmeras e quatro microfones do mesmo tipo usado para transmissão de partidas de futebol. O acesso custa a partir de 10 créditos, o equivalente a R$ 10.

A iniciativa envolve também um novo modelo de negócio, através do qual as companhias de teatro ganham metade da bilheteria, descontados os impostos, e também podem vender espaços publicitários e produtos como camisetas e pôsteres em uma loja virtual.

O portal agrega ainda uma web tv, batizada de TV Cennarium, com informações, bastidores, entrevistas, making of e tudo mais o que diga respeito ao universo teatral. Confiram abaixo um trailer-demo do projeto:

23 de ago. de 2009

Teatro dentro de casa

Entrar na casa de alguém desconhecido e presenciar uma intervenção artística - uma mini-peça de teatro, uma performance, uma instalação ou a documentação do cotidiano real dos próprios moradores. Essa é a premissa do projeto X Homes, criado por Matthias Lilienthal, diretor artístico do teatro Hebbel am Ufer, na Alemanha.

Realizado desde 2002 com sucesso na Alemanha (em Duisburgo e Berlim), na Turquia (Istambul) e na Venezuela (Caracas), o projeto passou em junho pelo SESC Consolação, em São Paulo, com o nome de X Moradias, e seguirá em outubro para Viena, na Áustria. Para 2010 já está prevista uma visita a Joanesburgo, na África do Sul, e Varsóvia, na Polônia.

A ideia é levar o público à casa de alguém desconhecido para presenciar uma intervenção artística que tenha a ver com o cotidiano dos próprios moradores. Cada espectador escolhe um horário e um percurso, e a pé, normalmente junto com outro espectador, segue um roteiro pré-estabelecido visitando moradias.

Enfim, ficção e realidade, teatro e cotidiano misturam-se numa missão de descoberta de outros ângulos da cidade, seu dia a dia e seus pormenores. Bela iniciativa!

4 de ago. de 2009

Que tal ser orientando de Martin Scorsese, Youssou N’Dour ou Wole Soyinka?!

Desde 2002, a suíça Rolex mantém um dos mais interessantes programas filantrópicos de incentivo à cultura do mundo, cuja proposta é levar a artistas promissores, mas sem fama ou acesso às grandes corporações, a chance de burilar seu talento, tendo todas as suas despesas custeadas por um ano.

O melhor de tudo, no entanto, é a possibilidade que os contemplados tem de manter contato diretamente com pesos pesados do cinema, da literatura, da música, do teatro, das artes visuais e da dança.


Chamado Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative, o projeto oferece ao participante US$25 mil, além de recursos para cobrir passagens aéreas e aluguel – tudo para que o aluno dedique atenção exclusiva ao programa e desenvolva um trabalho autoral, sob orientação do mestre em sua área específica.

Atualmente, a sétima arte está a cargo de ninguém menos do que Martin Scorsese, a música está sob a batuta do senegalês Youssou N’Dour, a literatura cabe ao escritor nigeriano Wole Soyinka (Prêmio Nobel em 1986), a dança está sob a responsabilidade do coreógrafo Jiří Kylián, artes visuais cabe à artista Rebecca Horn, e teatro está a cargo de Kate Valk.

Desde o lançamento, 179 artistas de 39 países participaram do programa. O critério de participação é bastante restrito - a cada dois anos, seis comissões indicam possíveis protegidos e selecionam os três melhores nomes para, então, o mestre pinçar seu futuro aluno notável. As comissões são formadas por experts, que permanecem anônimos durante o processo para garantir uma escolha imparcial. A temporada atual acaba no início de dezembro com um grande evento em Londres, reunindo os mestres e seus pupilos.