4 de ago de 2009

Que tal ser orientando de Martin Scorsese, Youssou N’Dour ou Wole Soyinka?!

Desde 2002, a suíça Rolex mantém um dos mais interessantes programas filantrópicos de incentivo à cultura do mundo, cuja proposta é levar a artistas promissores, mas sem fama ou acesso às grandes corporações, a chance de burilar seu talento, tendo todas as suas despesas custeadas por um ano.

O melhor de tudo, no entanto, é a possibilidade que os contemplados tem de manter contato diretamente com pesos pesados do cinema, da literatura, da música, do teatro, das artes visuais e da dança.


Chamado Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative, o projeto oferece ao participante US$25 mil, além de recursos para cobrir passagens aéreas e aluguel – tudo para que o aluno dedique atenção exclusiva ao programa e desenvolva um trabalho autoral, sob orientação do mestre em sua área específica.

Atualmente, a sétima arte está a cargo de ninguém menos do que Martin Scorsese, a música está sob a batuta do senegalês Youssou N’Dour, a literatura cabe ao escritor nigeriano Wole Soyinka (Prêmio Nobel em 1986), a dança está sob a responsabilidade do coreógrafo Jiří Kylián, artes visuais cabe à artista Rebecca Horn, e teatro está a cargo de Kate Valk.

Desde o lançamento, 179 artistas de 39 países participaram do programa. O critério de participação é bastante restrito - a cada dois anos, seis comissões indicam possíveis protegidos e selecionam os três melhores nomes para, então, o mestre pinçar seu futuro aluno notável. As comissões são formadas por experts, que permanecem anônimos durante o processo para garantir uma escolha imparcial. A temporada atual acaba no início de dezembro com um grande evento em Londres, reunindo os mestres e seus pupilos.

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