Em uma noite recente, Adam Leibsohn pediu seu jantar no Mikey’s Burger de Nova York e depois passou um tempo navegando na Zappos. É possível ter acesso a essas informações porque ele tornou público seu histórico de navegação e quer que você também o faça. Essa, na verdade, é a proposta da rede social que ele acaba de criar: a Voyurl (sim, referência explícita a voyeurismo). O serviço permite compartilhar todos os dados pessoais que sites de e-commerce, buscadores, indexadores de conteúdo, entre muitos outros serviços virtuais acumulam sobre nosotros.
O título desse post remete diretamente ao slogan da companhia: 'It's ok to look'. Daí, você me pergunta: por que alguém compartilharia esse tipo de informação? O próprio Leibsohn responde: "É essencialmente um cookie visível. Com o Voyurl, pretendo mostrar que você está sendo rastreado sim, mas que pode tirar proveito disso. A proposta é tornar as pessoas mais inteligentes em sua navegação na web".
Mas e a privacidade? "A privacidade é uma consequência do controle. Se você não tem controle, você não tem privacidade. Houve uma pesquisa feita em 2005-2007 na qual as pessoas foram questionadas sobre as políticas de privacidade na web. Elas acreditavam que a presença de uma política de privacidade teria o propósito de proteger os seus dados, mas na verdade a política de privacidade estava lá para proteger o serviço. Eu não quero ser um comerciante de dados, um data warehouse ou um leiloeiro de dados, só quero permitir que as pessoas tenham acesso, assim como as empresas o tem, a esse manancial de informações pessoais que está já na web - é bom que se diga - e que possam tirar algum proveito disso".
Você pode até torcer o nariz, mas imagine ter acesso em tempo real ao clickstream do Sr. Zuckerberg, como a Wired simulou em sua última edição! Tentador, não?
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25 de mai. de 2011
16 de mai. de 2011
Por que comprar se você pode pegar emprestado?
Seguindo um pouco a linha do post anterior, saiba que a onda do compartilhamento virtual está chegando ao seu quartinho da bagunça e que você pode começar a fazer dinheiro com o que antes só servia para juntar pó.
No próximo mês, entrará no ar o serviço mais abrangente de consumo colaborativo do Brasil: o DescolaAí. Trata-se de uma rede social na qual você pode alugar um objeto de que precisa, mas que não vale a pena comprar.
O DescolaAí vai funcionar assim: o consumidor cadastra seus dados pessoais e seus interesses. Na outra ponta, alguém (também cadastrado) faz uma relação de coisas que pretende alugar. Um sistema de geomarketing cruza as informações de quem procura um objeto com o perfil de quem tem esse objeto. A ideia é apresentar pessoas próximas, num raio de até 1 quilômetro. Ambos se encontram na rede, conversam e fecham o negócio.
Para ter certeza de que quem bate em sua porta não é um ladrão, mas sim um pretendente para sua máquina de costura, o DescolaAí gera uma senha idêntica para o locatário e o locador. Ambos devem anunciar o código logo no primeiro encontro. Há um minicontrato para garantir o uso correto. Se houver qualquer problema, o portal faz a intermediação. O pagamento só ocorre depois que o produto é devolvido e checado. Na última etapa, cada um dos negociadores dá uma nota para o processo.
Os negócios de compartilhamento nos Estados Unidos vêm se expandindo rapidamente. Na mesma linha do DescolaAí, há pelo menos três grandes empresas americanas: o NeighborGoods, o SnapGoods e o ShareSomeSugar. Todos promovem o aluguel de objetos na vizinhança.
Há também os sites especializados. O ThredUp é um deles. O portal americano visa à troca de roupas. Nasceu com o foco nos adultos, mas logo descobriu outro filão de mercado, as crianças. Pelo ThredUp, são negociadas cerca de 14 mil peças infantis todo mês. Aquelas roupinhas que ficaram pequenas para os filhos.
Essas empresas buscaram inspiração na mesma fonte, a Zipcar. A americana não fabrica, não conserta nem vende automóveis. Ela os distribui por diferentes pontos da cidade, para atender aquele que precisa de um carro naquele momento. É diferente das companhias convencionais de aluguel, principalmente porque você pode ter o automóvel só por algumas horas. O crescimento da Zipcar na última década é surpreendente: uma média de 30% ao ano. Poucas empresas alcançaram essa taxa. Em nove anos, ela expandiu 674%. Estima-se que os usuários do serviço economizem uma média de US$ 400 a US$ 600 por mês com seguro, manutenção e combustível.
(Publicado originalmente na última edição da Revista Época)
No próximo mês, entrará no ar o serviço mais abrangente de consumo colaborativo do Brasil: o DescolaAí. Trata-se de uma rede social na qual você pode alugar um objeto de que precisa, mas que não vale a pena comprar.
O DescolaAí vai funcionar assim: o consumidor cadastra seus dados pessoais e seus interesses. Na outra ponta, alguém (também cadastrado) faz uma relação de coisas que pretende alugar. Um sistema de geomarketing cruza as informações de quem procura um objeto com o perfil de quem tem esse objeto. A ideia é apresentar pessoas próximas, num raio de até 1 quilômetro. Ambos se encontram na rede, conversam e fecham o negócio.
Para ter certeza de que quem bate em sua porta não é um ladrão, mas sim um pretendente para sua máquina de costura, o DescolaAí gera uma senha idêntica para o locatário e o locador. Ambos devem anunciar o código logo no primeiro encontro. Há um minicontrato para garantir o uso correto. Se houver qualquer problema, o portal faz a intermediação. O pagamento só ocorre depois que o produto é devolvido e checado. Na última etapa, cada um dos negociadores dá uma nota para o processo.
Os negócios de compartilhamento nos Estados Unidos vêm se expandindo rapidamente. Na mesma linha do DescolaAí, há pelo menos três grandes empresas americanas: o NeighborGoods, o SnapGoods e o ShareSomeSugar. Todos promovem o aluguel de objetos na vizinhança.
Há também os sites especializados. O ThredUp é um deles. O portal americano visa à troca de roupas. Nasceu com o foco nos adultos, mas logo descobriu outro filão de mercado, as crianças. Pelo ThredUp, são negociadas cerca de 14 mil peças infantis todo mês. Aquelas roupinhas que ficaram pequenas para os filhos.
Essas empresas buscaram inspiração na mesma fonte, a Zipcar. A americana não fabrica, não conserta nem vende automóveis. Ela os distribui por diferentes pontos da cidade, para atender aquele que precisa de um carro naquele momento. É diferente das companhias convencionais de aluguel, principalmente porque você pode ter o automóvel só por algumas horas. O crescimento da Zipcar na última década é surpreendente: uma média de 30% ao ano. Poucas empresas alcançaram essa taxa. Em nove anos, ela expandiu 674%. Estima-se que os usuários do serviço economizem uma média de US$ 400 a US$ 600 por mês com seguro, manutenção e combustível.
(Publicado originalmente na última edição da Revista Época)
22 de set. de 2010
Zeitgeist Minds - O TED do Google
O projeto Zeitgeist | Great Minds of Our Time (Grandes Mentes de Nosso Tempo) é um apanhado com os melhores vídeos dos eventos Google Zeitgeist, realizados anualmente.
Listinha básica de speakers que já passaram por lá: Alex Bogusky, Carlos Slim, Clay Shirky, Don Tapscott, Forest Whitaker, Howard Schultz, John Battelle, Jeffrey Immelt, Richard Branson, Ted Turner e Tim O'Reilly.
Listinha básica de speakers que já passaram por lá: Alex Bogusky, Carlos Slim, Clay Shirky, Don Tapscott, Forest Whitaker, Howard Schultz, John Battelle, Jeffrey Immelt, Richard Branson, Ted Turner e Tim O'Reilly.
7 de jan. de 2010
B-Movie Classics
Lançado na metade do ano passado, BMC (B-Movie Classics) é um site especializado em filmes B criado pelo canal a cabo AMC, responsável pela premiadíssima série Mad Men.
Lançado na metade do ano passado, BMC (B-Movie Classics) é um site especializado em filmes B criado pelo canal a cabo AMC, responsável pela premiadíssima série Mad Men.
Talvez não passe de uma tímida tentativa de fazer frente aos compartilhadores de vídeos online. Seja como for, o endereço remete a várias preciosidades, como as primeiras incursões cinematográficas de John Carpenter, diretor de clássicos como 'Fuga de Nova York ' e 'Memórias de um Homem Invisível'; 'Asylum', obra dirigida pelo roteirista de 'Psicose', Robert Block; e mesmo 'The Ruthless Four', um spaghetti western com ninguém menos do que Klaus Kinski, astro de Nosferatu e Fitzcarraldo, obras primas de Werner Herzog.
Estão disponíveis títulos de vários países e épocas divididas nas categorias comédia, sci-fi, thriller, western e horror. O acervo ainda é pequeno, mas vale a visita!
(Dica do blog Desculpe a Poeira)
19 de set. de 2009
Sua mixagem para o mundo
Mugasha é o Hulu da música eletrônica. Ou pelo menos se propõe a ser. O novo portal permite aos DJs de todo o mundo compartilhar seu set list. É possível navegar por categorias, artistas ou apenas escolher os últimos line-ups e curtir o som. Alguns famosos já fazem parte da rede como Tiësto, Markus Schulz, Andy Moor e Matt Darey.
Há ainda a possibilidade de compartilhamento com outras redes sociais e um blog com atualizações sobre a cena e entrevistas com novos artistas.
Mugasha é o Hulu da música eletrônica. Ou pelo menos se propõe a ser. O novo portal permite aos DJs de todo o mundo compartilhar seu set list. É possível navegar por categorias, artistas ou apenas escolher os últimos line-ups e curtir o som. Alguns famosos já fazem parte da rede como Tiësto, Markus Schulz, Andy Moor e Matt Darey.Há ainda a possibilidade de compartilhamento com outras redes sociais e um blog com atualizações sobre a cena e entrevistas com novos artistas.
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