Em uma noite recente, Adam Leibsohn pediu seu jantar no Mikey’s Burger de Nova York e depois passou um tempo navegando na Zappos. É possível ter acesso a essas informações porque ele tornou público seu histórico de navegação e quer que você também o faça. Essa, na verdade, é a proposta da rede social que ele acaba de criar: a Voyurl (sim, referência explícita a voyeurismo). O serviço permite compartilhar todos os dados pessoais que sites de e-commerce, buscadores, indexadores de conteúdo, entre muitos outros serviços virtuais acumulam sobre nosotros.
O título desse post remete diretamente ao slogan da companhia: 'It's ok to look'. Daí, você me pergunta: por que alguém compartilharia esse tipo de informação? O próprio Leibsohn responde: "É essencialmente um cookie visível. Com o Voyurl, pretendo mostrar que você está sendo rastreado sim, mas que pode tirar proveito disso. A proposta é tornar as pessoas mais inteligentes em sua navegação na web".
Mas e a privacidade? "A privacidade é uma consequência do controle. Se você não tem controle, você não tem privacidade. Houve uma pesquisa feita em 2005-2007 na qual as pessoas foram questionadas sobre as políticas de privacidade na web. Elas acreditavam que a presença de uma política de privacidade teria o propósito de proteger os seus dados, mas na verdade a política de privacidade estava lá para proteger o serviço. Eu não quero ser um comerciante de dados, um data warehouse ou um leiloeiro de dados, só quero permitir que as pessoas tenham acesso, assim como as empresas o tem, a esse manancial de informações pessoais que está já na web - é bom que se diga - e que possam tirar algum proveito disso".
Você pode até torcer o nariz, mas imagine ter acesso em tempo real ao clickstream do Sr. Zuckerberg, como a Wired simulou em sua última edição! Tentador, não?
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25 de mai. de 2011
3 de nov. de 2010
JustSpotted - O Paparazzi Colaborativo
Há seis horas e doze minutos, Julio Iglesias foi visto no Haiti. Há três horas e quarenta e cinco minutos, Christina Aguilera esteve em uma estréia cinematográfica em Londres. Há cinquenta e três minutos, Cristiano Ronaldo passeou com o filho por Madrid. Há dois minutos, Justin Bieber beijou uma jovem à porta de um hotel em Pequim.
Os locais, datas e situações são todos fictícios, mas ilustram com perfeição as potencialidades do site JustSpotted. Em funcionamento desde meados de outubro, o 'serviço' é exclusivamente dedicado à localização de celebridades em qualquer parte do mundo.
Trata-se de um portal com dados de mais de sete mil personalidades, que convida os visitantes a soltarem o paparazzi que há dentro de si, sendo eles próprios os responsáveis por enviar flagrantes de rostos famosos.
A ideia é que os internautas publiquem, sempre em forma de imagens, os encontros fortuitos com estrelas de cinema, músicos, esportistas, políticos, gente da televisão e afins. Além disso, inserindo o nome de uma figura pública, é possível listar todos os seus passos nos últimos dias, desde o hotel onde dormiu, o restaurante onde jantou ou a balada na qual compareceu.
O projeto já despertou duras críticas em Hollywood precisamente devido a esta súbita democratização do 'ofício' de paparazzi. Há quem tema que, além da devassa na vida privada, esteja aqui em risco a própria integridade física das figuras públicas.
A.J. Asver, diretor executivo deste polêmico projeto, se defende: "Não estamos pedindo às pessoas que mudem o seu comportamento. Todos estes encontros já se produziam de forma natural"
Vale ressaltar que o JustSpotted não é o primeiro site dedicado a rastrear famosos. O Gawker criou já há um tempo um serviço chamado "Stalker Gawker", para localizar famosos em um mapa, mas fracassou depois de os próprios famosos e usuários reportarem locais falsos.
Os locais, datas e situações são todos fictícios, mas ilustram com perfeição as potencialidades do site JustSpotted. Em funcionamento desde meados de outubro, o 'serviço' é exclusivamente dedicado à localização de celebridades em qualquer parte do mundo.
Trata-se de um portal com dados de mais de sete mil personalidades, que convida os visitantes a soltarem o paparazzi que há dentro de si, sendo eles próprios os responsáveis por enviar flagrantes de rostos famosos.
A ideia é que os internautas publiquem, sempre em forma de imagens, os encontros fortuitos com estrelas de cinema, músicos, esportistas, políticos, gente da televisão e afins. Além disso, inserindo o nome de uma figura pública, é possível listar todos os seus passos nos últimos dias, desde o hotel onde dormiu, o restaurante onde jantou ou a balada na qual compareceu.
O projeto já despertou duras críticas em Hollywood precisamente devido a esta súbita democratização do 'ofício' de paparazzi. Há quem tema que, além da devassa na vida privada, esteja aqui em risco a própria integridade física das figuras públicas.
A.J. Asver, diretor executivo deste polêmico projeto, se defende: "Não estamos pedindo às pessoas que mudem o seu comportamento. Todos estes encontros já se produziam de forma natural"
Vale ressaltar que o JustSpotted não é o primeiro site dedicado a rastrear famosos. O Gawker criou já há um tempo um serviço chamado "Stalker Gawker", para localizar famosos em um mapa, mas fracassou depois de os próprios famosos e usuários reportarem locais falsos.
13 de ago. de 2010
A paranóia da privacidade online
A União de Consumidores da Alemanha lançou um vídeo hilário dramatizando a paranóia da privacidade online. Não é preciso entender uma palavra de alemão para entender...
11 de mar. de 2010
The Moth - A arte e o prazer de contar histórias
Considerado um dos projetos mais inovadores de mídia em 2009, segundo a revista Fast Company, o The Moth ( “A Mariposa”, em inglês) é uma organização sem fins lucrativos fundada em Nova York em 1997 pelo poeta e novelista George Dawes Green dedicada a promover a arte e o prazer de contar histórias.
Sim, como bem disse o Tiago Dória em seu blog, 'Não sei se isso é bom ou mau sinal, mas contar histórias virou algo inovador'. Os números são impressionantes: o repertório, composto por 85 apresentações por ano, já congrega 3 mil histórias e os ingressos para ouvi-las, seja em Nova York, Chicago, Los Angeles e Detroit se esgotam em menos de 48 horas, sem contar com qualquer tipo de ação publicitária
Além de escritores, atores e contadores de histórias por vocação, figuras importantes dos meios artístico e cultural apresentam seus “causos”, que não necessariamente são reais. Já passaram pelo palco do Moth personalidades como Candace Bushnell (autora do Sex and The City), Moby, Ethan Hawke, Malcom Gladwell, Suzane Vega, entre outros.No site você pode ouvir as histórias e, se gostar, assinar o podcast para recebê-las sempre - desde que passou a fazer parte do acervo do iTunes, o podcast do The Moth já foi baixado mais de 6,5 milhões de vezes, segundo reportagem do New York Times. É possível ainda se tornar membro do 'clube' a partir de uma taxa de US$ 100,00, que dá direito a alguns benefícios, como um CD duplo com algumas das melhores performances dos contadores de histórias.
Nesses tempos em que o privado se tornou público, o sucesso retumbante do The Moth, enfim, talvez não seja de todo inusitado...14 de jan. de 2010
Street with a view
Para alertar a comunidade sobre os possíveis perigos e violações de privacidade do Google Street View, os artistas Ben Kinsley e Robin Hewlett, convidados para participarem no evento Manipulating Reality em Florença, organizaram várias ações e performances para a chegada do carro que efetuava o recolhimento de imagens para o gigante da Internet.
A 'recepção calorosa' faz parte do projeto Street with a View, criado em 2008 e financiado, desde então, pela Carnegie Mellon University College.
(via Invisible Red)
3 de nov. de 2009
Internet Eyes
Um novo site que será lançado em dezembro na Grã-Bretanha permitirá aos internautas monitorar imagens de câmeras de circuito fechado de TV, usadas em sistemas de vigilância. O site Internet Eyes oferecerá prêmios em dinheiro de até mil libras (cerca de R$ 2,8 mil) para quem, por meio das câmeras, conseguir flagrar crimes sendo cometidos.
Cada usuário poderá se cadastrar gratuitamente no site e monitorar até quatro câmeras a partir de seu próprio computador, 24 horas por dia. Se perceber algo suspeito, o internauta poderá enviar notificações, que serão então mandadas por mensagem de texto com a imagem aos celulares dos donos das câmeras.
Os usuários receberão então pontos pelas imagens e pelos crimes detectados, que poderão depois ser trocados por dinheiro. Segundo o site, o sistema poderá ajudar lojas a reduzir furtos, além de auxiliar a detectar crimes de vandalismo, roubos e comportamentos antissociais. Os donos das câmeras, como empresas, prefeituras e até mesmo a polícia, poderão contratar o serviço por uma taxa semanal equivalente a R$ 50.
"Quando as pessoas virem o sinal de que o Internet Eyes patrulha uma câmera, saberão que alguém estará assistindo", disse o criador do site, Tony Morgan. Segundo ele, os usuários receberão imagens de quatro câmeras de locais diferentes, e não saberão onde elas são localizadas.
A ideia gerou críticas de grupos de defesa dos direitos humanos, que temem que o site possa criar uma nação de bisbilhoteiros e dar margem a abusos das liberdades civis.
Fato é que o Internet Eyes entra no ar no próximo mês e promete em breve chegar a outros países. Acesse o site oficial aqui e tire suas próprias conclusões.
Um novo site que será lançado em dezembro na Grã-Bretanha permitirá aos internautas monitorar imagens de câmeras de circuito fechado de TV, usadas em sistemas de vigilância. O site Internet Eyes oferecerá prêmios em dinheiro de até mil libras (cerca de R$ 2,8 mil) para quem, por meio das câmeras, conseguir flagrar crimes sendo cometidos.
Cada usuário poderá se cadastrar gratuitamente no site e monitorar até quatro câmeras a partir de seu próprio computador, 24 horas por dia. Se perceber algo suspeito, o internauta poderá enviar notificações, que serão então mandadas por mensagem de texto com a imagem aos celulares dos donos das câmeras.Os usuários receberão então pontos pelas imagens e pelos crimes detectados, que poderão depois ser trocados por dinheiro. Segundo o site, o sistema poderá ajudar lojas a reduzir furtos, além de auxiliar a detectar crimes de vandalismo, roubos e comportamentos antissociais. Os donos das câmeras, como empresas, prefeituras e até mesmo a polícia, poderão contratar o serviço por uma taxa semanal equivalente a R$ 50.
"Quando as pessoas virem o sinal de que o Internet Eyes patrulha uma câmera, saberão que alguém estará assistindo", disse o criador do site, Tony Morgan. Segundo ele, os usuários receberão imagens de quatro câmeras de locais diferentes, e não saberão onde elas são localizadas.A ideia gerou críticas de grupos de defesa dos direitos humanos, que temem que o site possa criar uma nação de bisbilhoteiros e dar margem a abusos das liberdades civis.
Fato é que o Internet Eyes entra no ar no próximo mês e promete em breve chegar a outros países. Acesse o site oficial aqui e tire suas próprias conclusões.
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