25 de mai de 2011

Está tudo bem em bisbilhotar!

Em uma noite recente, Adam Leibsohn pediu seu jantar no Mikey’s Burger de Nova York e depois passou um tempo navegando na Zappos. É possível ter acesso a essas informações porque ele tornou público seu histórico de navegação e quer que você também o faça. Essa, na verdade, é a proposta da rede social que ele acaba de criar: a Voyurl (sim, referência explícita a voyeurismo). O serviço permite compartilhar todos os dados pessoais que sites de e-commerce, buscadores, indexadores de conteúdo, entre muitos outros serviços virtuais acumulam sobre nosotros. 




O título desse post remete diretamente ao slogan da companhia: 'It's ok to look'. Daí, você me pergunta: por que alguém compartilharia esse tipo de informação? O próprio Leibsohn responde: "É essencialmente um cookie visível. Com o Voyurl, pretendo mostrar que você está sendo rastreado sim, mas que pode tirar proveito disso. A proposta é tornar as pessoas mais inteligentes em sua navegação na web". 


Mas e a privacidade? "A privacidade é uma consequência do controle. Se você não tem controle, você não tem privacidade. Houve uma pesquisa feita em 2005-2007 na qual as pessoas foram questionadas sobre as políticas de privacidade na web. Elas acreditavam que a presença de uma política de privacidade teria o propósito de proteger os seus dados, mas na verdade a política de privacidade estava para proteger o serviço. Eu não quero ser um comerciante de dados, um data warehouse ou um leiloeiro de dados, só quero permitir que as pessoas tenham acesso, assim como as empresas o tem, a esse manancial de informações pessoais que está já na web - é bom que se diga - e que possam tirar algum proveito disso".

Você pode até torcer o nariz, mas imagine ter acesso em tempo real ao clickstream do Sr. Zuckerberg, como a Wired simulou em sua última edição! Tentador, não? 



 

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