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15 de jul. de 2011

Piano Preparado

Primeiro, vale uma apresentação daquilo que ficou conhecido como 'prepared piano': trata-se de um instrumento conhecido pelo conservadorismo dos seus praticantes, equipado com pregadores de roupas nas cordas, colares de conchas, pele, borracha, fita adesiva, bolinhas de ping pong e até caixinhas de Tic Tac cheias, para expandir consideravelmente o som.

Agora, com vocês, o genial Volker Bertelmann ou Hauschka, como ele prefere ser chamado. Mosca branca!




7 de jul. de 2011

Partituras Ilustradas

Você não precisa ser músico para conseguir ler as partituras inventadas pelo estúdio russo People Too. Especializado na criação de trabalhos em papel, o escritório transformou completamente esse rigorosos documentos, inserindo diversas ilustrações entre as notas ali representadas.


Graças à intervenção, os papéis ganharam uma cara nova, mostrando minúsculos personagens que dançam, cozinham e se divertem enquanto a música é composta. Confira esse belíssimo trabalho, batizado de Etude 6.






(via Zupi)

27 de jun. de 2010

Os Novos Maestros de Hamburgo

Se você mora em algum grande centro urbano, deixe de lado por um momento as buzinas, apitos e palavrões, pois foi justamente pensando que as cidades podem ter um som totalmente diferente que nasceu o projeto The Sounds of Hamburg.


Respirando o conceito de “Internet das coisas”, no qual objetos, pessoas e ambientes são integrados por meio de camadas de informações virtuais, a ação criada  na Alemanha pela Jung von Matt  para a Orquestra Filarmônica de Hamburgo funciona da seguinte forma: as pessoas selecionam câmeras que filmam o movimento das ruas de Hamburgo em tempo real. Depois atribuem a cada objeto (carros, trens, bicicletas e até mesmo pessoas) diferentes sons pré-gravados pela Orquestra.


Quando alguém ou algo passa ou se movimenta neste ponto marcado no ambiente,  o som do instrumento sugerido é automaticamente disparado criando uma dinâmica espontânea para a música clássica.


Interatividade em escala máxima por uma causa mais do que nobre! Confiram o vídeo de apresentação deste genial projeto logo abaixo:

5 de nov. de 2009

re-RITE: be the Orchestra

A união da tecnologia digital com a visão do maestro finlandês Esa-Pekka Salonen fará com que o público londrino possa, pela primeira vez, ouvir um concerto como se estivesse dentro do fosso da orquestra.

Até o próximo dia 15, a Bargehouse, um velho armazém junto ao rio Tâmisa, oferecerá uma experiência revolucionária do ponto de vista musical. Graças ao som e a projeções de vídeo, o público poderá participar diretamente do concerto.

A orquestra é a prestigiada Filarmônica de Londres, da qual Salonen é maestro principal e assessor artístico, e o projeto, batizado re-RITE: be the Orchestra, foi gravado no início de setembro com 29 câmeras de alta definição que acompanharam cada movimento dos 101 músicos.

A filmagem e a gravação do concerto sob sua condução permitirão que o público possa acompanhar cada uma das seções da orquestra como se estivesse sentado entre os músicos. Na sala de percussão, por exemplo, haverá instrumentos disponíveis para que as pessoas acompanhem os músicos quando o maestro der o sinal correspondente. A chamada sala de controle, correspondente ao maestro, por sua vez, terá vários telões, onde será possível regular o volume das diferentes seções da orquestra e ver os músicos, filmados pelas câmeras a partir de diferentes ângulos, de perto ou de longe.

No vídeo abaixo, Esa-Pekka Salonnen apresenta o projeto:

13 de jul. de 2009

Ouça a música dos negócios

A agenda do pianista e regente francês Dominic Alldis é lotada com apresentações para executivos da Unilever, General Electric, Pfizer, WPP, LVMH, Barclays, Oracle e Siemens. O intuito da platéia, contudo, não é apreciar Mozart ou Beethoven. Bem vindo a um novo filão do mundo empresarial: o da música.

Em workshops, Alldis traça paralelos entre as organizações e orquestras, trios de jazz e até mesmo quartetos de cordas.


As orquestras representam melhor o desafio dos gestores que, como maestros, tem que transformar performances comuns em desempenhos extraordinários; já os trios de jazz representam o desafio de conseguir se desenvolver em um ambiente turbulento; e, finalmente, os quartetos de cordas exemplificam o papel da sinergia e da colaboração.

A proposta de treinar organizações através da música também faz parte do Sinfonia Empresarial, um projeto da Orquestra Filarmônica Nacional, idealizado e coordenado pelo maestro Walter Lourenção. Marketing e compassos de jazz, vendas e o Bolero de Ravel, recursos humanos e operetas de Strauss - é através da experiência musical que o público atenta a questões fundamentais no cotidiano corporativo.


As apresentações da Sinfonia Empresarial são interativas. Em determinado momento do espetáculo, o maestro, inesperadamente, escolhe alguém da platéia para subir ao palco. Esta pessoa tem, então, uma grande e emocionante surpresa: estará à frente dos 60 músicos da Orquestra e deverá regê-los em "New York, New York", de Frank Sinatra!

2 de fev. de 2009


É certo que a Internet nunca substituirá uma visita pessoal, mas não dá para ficar de fora. Essa foi a conclusão da Filarmônica de Berlim, uma das mais prestigiadas orquestras do mundo, ao colocar em operação de maneira pioneira uma plataforma online que permite a entusiastas da música clássica, em qualquer parte do mundo, acompanhar ao vivo suas apresentações.

A orquestra oferece aos interessados três pacotes básicos. O mais simples deles custa 9,90 euros (cerca de 30 reais) e dá direito a um concerto ao vivo. Por 48 horas, o interessado terá acesso ao arquivo digital da apresentação. O segundo pacote, por sua vez, oferece os concertos do restante da temporada 2008-2009, e sai por 89 euros, ou cerca de 270 reais. E o terceiro, que custa 149 euros (cerca de 450 reais), vale para os 30 concertos da temporada 2009-2010, que começa em agosto. As transmissões são feitas por câmeras comandadas por controle remoto.



Se a música clássica começa a dar seus primeiros passos na web, os museus há muito tempo já voltaram os olhos para ela. Uma das últimas iniciativas anunciadas foi a do Museu do Prado (foto acima), de Madri, que acaba de firmar uma parceria com o Google para disponibilizar uma ferramenta por meio da qual é possível analisar as 15 maiores obras-primas de sua coleção - em altíssima resolução, 1.400 vezes maior do que a de uma foto digital.

O Museu Metropolitano de Nova York já disponibiliza todo o seu acervo para visitação online; e o Louvre, por sua vez, oferece passeios virtuais pelos seus suntuosos corredores. O Museu Arqueológico Penn, da Universidade da Pensilvânia, considerado o principal em sua especialidade no mundo, também já está no processo de digitalização de seu acervo, constituído por mais 1 milhão de objetos. Por aqui, o Museu de Arte Contemporânea da USP é a melhor opção existente de acervo virtual. Outros museus, no entanto, já estão estudando a possibilidade de futuras incursões na web.

E, por falar em museu, caso você ainda não conheça, não deixe de visitar o Museu da Internet. Atualmente, o conteúdo armazenado ocupa 100 terabytes contanto com aproximadamente 10 bilhões de web pages arquivadas. Na primeira página você preenche uma URL e aperta um botão com o título "Take me Back" para poder visualizar como era um determinado endereço eletrônico no passado (como o UOl de 1993, representado abaixo).

No site, ainda existem algumas coleções temáticas, que abordam a história de fatos marcantes dos EUA. Uma das coleções interessante trata dos 'Pioneiros da Web', ou seja, as primeiras empresas a usar a Internet como meio de divulgação e os respectivos sites criados naquela época. Nesta coleção é possível encontrar algumas páginas que foram criadas em 1993 e 1994.