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5 de abr. de 2012

Um zine inteiramente dedicado ao José Mayer???

Isso mesmo. Não é brincadeira, não! Foi criado pela Mitsu > Sometimes Always. Tem 32 páginas no formato 148x210mm (A5) e pode ser adquirido aqui por $ 5. Achei a sacada genial para gerar buzz!












(via URBe)

21 de jan. de 2010

"Eu não sou artista plástico"

O paraibano Francisco Leite, mais conhecido como Shiko, é um cara simples, direto, preguiçoso, segundo ele mesmo, gosta muito de se divertir e tem um talento que impressiona.

Quadros, capas de discos, caricaturas, HQ, esculturas, fanzines, storyboards, desenhos para tatuagem, campanhas publicitárias, grafitagem, flyers, cartazes… nada escapa à sua arte, embora ele sempre afirme em alto e bom som que não é artista plástico.

“É algo que não diz nada sobre o que você faz. Quer dizer que você pode enfiar uns pregos num sabonete, sei lá. E minha vida como artista plástico seria como? Produzir um material que seria exposto, colocado à venda? Isso é o que eu menos faço, nunca foi o foco que eu quis dar”, explica.
Com a cabeça em Taxi Driver, ouvidos em John Coltrane e o coração nas pin-ups, o artista plástico Shiko tornou-se uma das melhores referências em pop art do Nordeste. Já expôs em mais de dez feiras de arte e incontáveis exposições coletivas ou individuais. Teve seu Marginal Zine publicado como coletânea pela editora independente Marca de Fantasia. Blue Note, por sua vez, seu HQ mais famoso, foi patrocinado pelo Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos, mantido pelo governo da Paraíba.

Vale a pena se debruçar na galeria de arte que é o seu endereço no Flickr, sob o pseudônimo de Derby Blue.

No vídeo abaixo, gravado para um trabalho acadêmico, uma breve entrevista e um portfolio virtual de tirar o fôlego:


(Referência: O Grito)

25 de nov. de 2009

O Novo Fanzine de Alan Moore

Voltando às origens, o mago das HQs Alan Moore acaba de lançar um novo fanzine, o Dodgem Logic, com direito a papel de baixa qualidade, impressão ruim e baixa tiragem.

O release de lançamento da publicação diz: "Linda e barata como uma prostituta adolescente, Dodgem Logic tem o preço de capa de £2,50, e seu conteúdo é similarmente adequado ao atoleiro no qual estamos todos afundando. Colunistas regulares dão receitas deliciosas e de preço módico, conselhos médicos gerais, instruções simples para criar roupas e acessórios estilosos quase do nada, guias para cultivar seu próprio jantar sendo um jardineiro de guerrilha... Esta mesma abordagem de auxílio aos leitores que tem que lidar com o cataclisma sócio-econômico também estará em matérias vindouras sobre o ressurgimento do movimento dos squatters e nas cartas do povo steampunk/pós-civilização sobre a reconstrução da nossa cultura e sociedade antes que elas se percam por completo e nossos filhos se resumam a esmurrar-se com seus X-Boxes inutilizados numa disputa pelo último pacote de miojo".

Dá pra perceber que com este projeto, Moore não pretende apenas escrever quadrinhos e falar sobre sua amada cidade natal, Northampton, mas opinar sobre política, economia, religião e todo e qualquer assunto que vier a mente de seus colaboradores. Em entrevista recente para a revista de humor inglesa Mustard, Moore disse que a Dodgem seria como uma imprensa alternativa e comunitária, para manter as pessoas informadas dos tempos malucos e insanos em que todos estamos vivendo, sem depender dos jornais locais, ou mesmo os nacionais.

O plano de Moore e seus companheiros, não é parar por aqui, eles pretendem tranformar o fanzine em uma verdadeira fonte de informação alternativa/underground e ainda querem incentivar a produção de revistas semelhantes em outras cidades da Inglaterra. Como a distribuição é apenas local, resta torcer para que saia em breve uma versão online...