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9 de ago. de 2013

SEATRAC, mais um milagre da tecnologia em prol do bem comum

No primeiro semestre deste ano, a mídia repercutiu bastante o projeto Praia para Todos lançado no Rio de Janeiro. O projeto fez várias experiências com medidas de acessibilidade à areia da praia, como a construção de rampas, o rebaixamento de calçadas e alinhamento do entorno para circulação de cadeirantes e deficientes visuais, além de sinalização sonora e piso tátil.


É um primeiro e louvável passo, e é justamente por isso que vale muito a pena conhecer propostas mais avançadas nesses sentido. É o caso do SEATRAC, criado por uma equipe de cientistas gregos em 2008, que é na verdade uma espécie de trilho movido por energia solar, cujo propósito é transportar até 30 cadeirantes por dia da areia para o mar. Nas praias onde foi instalado, os cadeirantes podem entrar e sair da água sozinhos, quando bem entenderem.



 
Atualmente, 11 dispositivos operam na Grécia e há planos para expandir a rede. Fica a dica para os nossos governantes e mesmo empresários que de fato se preocupam com o bem comum.
 

 
O belíssimo vídeo abaixo  mostra passo a passo como funciona esse milagre da tecnologia:
 

SEATRAC | Nikos Logothetis from Focus Forward Films on Vimeo.

3 de jul. de 2013

25 coisas com as quais deveríamos estar preocupados. Ou não???

Com o que deveríamos estar preocupados?”Eis a pergunta anual lançada por esse fantástico repositório de conhecimento que é o site americano The Edge.

Dedicado à memória do cientista Heinz Pagels, autor de O Código Cósmico e A Simetria Perfeita, o site lança todos os anos uma pergunta que desencadeia um fantástico debate de ideias entre pessoas do mundo inteiro provenientes de diversas áreas do conhecimento. Ao final de todo ano, o The Edge publica, sob a coordenação do ensaísta e agente literário John Brockman, um livro com  os principais ensaios e reflexões ali produzidas.
 
Esse ano, a ideia era identificar novos problemas que surgem na ciência, na tecnologia e na cultura que ainda não foram amplamente reconhecidos. As pessoas que responderam a pergunta foram ex-presidentes da Royal Society, vencedores do prêmio Nobel, autores famosos de ficção científica e um monte de físicos teóricos, psicólogos e biólogos renomados.

Confira uma breve lista de algun trechos de preocupações de alguns dos maiores cérebros do planeta - selecionados pela Revista Vice - e veja se você compartilha dos mesmos temores ou se tem alguma preocupação diferente e/ou complementar:

1)      Que as tecnologias digitais estejam minando nossa paciência e mudando nossa percepção de tempo. – Nicholas G. Carr, escritor

2)      Me preocupo que, com o aumento do poder de resolução de problemas da nossa tecnologia, diminua nossa habilidade de distinguir entre problemas importantes, triviais e não-existentes. – Evgeny Morozov, editor colaborador do Foreign Policy.

3)      Que pseudociências vão ganhar terreno. – Helena Cronin, escritora, filósofa.

4)      Estresse. – Arianna Huffington, publisher do Huffington Post.

5)      Deveríamos nos preocupar em perder o desejo como principal elemento de orientação da reprodução da nossa espécie. – Tor Norretranders, jornalista científico.

6)      O declínio da cobertura científica nos jornais. – Barbara Strauch, editora de ciências do New York Times.

7)      Que a internet está arruinando a escrita. – David Gelernter, cientista da computação de Yale.

8)      Que os mecanismos de busca se tornem os árbitros da verdade. – W. Daniel Hillis, físico.

9)      A futura luta entre engenheiros e druidas. – Paul Saffo, meteorologista.

10)   A escassez dos recursos hídricos. – Giulio Boccaletti, físico.

11)   A morte da matemática. – Keith Devlin, matemático.
 

12)   Que o cérebro é incapaz de conceber nossos problemas mais sérios. – Daniel Goleman, psicólogo.

13)   A falta de companheiros desejáveis é algo com que devemos nos preocupar, pois “é isso está por trás de muito da traição e da brutalidade humanas. – David M. Buss, professor de psicologia da Universidade de Toronto.

14)   Me preocupa que a nossa tecnologia esteja ajudando a acabar com o longo consenso do pós-guerra contra o fascismo. – David Bodanis, escritor e futurista.
 

15)   A ascensão do anti-intelectualismo e o fim do progresso. Conseguimos agora, pela primeira vez, formar uma única civilização global. Se ela falhar, todos falharemos com ela. – Tim O’Reilly, CEO e fundador da O'Reilly Media.

16)   A homogeneização da experiência humana. – Scott Atran, antropólogo.

17)   Que a big data e a nova mídia vão significar o fim dos fatos. – Victoria Stodden, jurista computacional e professora de estatística.

18)   Deveríamos nos preocupar com vários Estados “modernos” que, na prática, são moldados pelo crime; Estados onde as leis são promulgadas por criminosos e, pior ainda, legitimadas através da democracia formal e “legal”. – Eduardo Salcedo-Albarán, filósofo colombiano.

19)   É possível que sejamos apenas raras manchas de consciência flutuando num insensível deserto cósmico, as únicas testemunhas de suas maravilhas. Também é possível que vivamos num oceano senciente universal, rodeados por êxtase e conflito, e que isso esteja aberto à nossa influência. Como seres sensíveis, ambas as possibilidades deveriam nos preocupar. – Timo Hannay, editor.

20)   Que seremos incapazes de derrotar vírus aprendendo como empurrá-los para além de seu limiar de erro catastrófico. – William McEwan, biólogo e pesquisador molecular.

21)   Que vamos parar de morrer. – Kate Jeffery, professora de neurociência comportamental.

22)   Que vamos literalmente perder o contato com o mundo físico. – Christine Finn, arqueóloga.

23)   A negação do direito ao acesso a dados para os cidadãos. – David Rowan, editor da Wired do Reino Unido.

24)   Que as pessoas inteligentes, como estas que contribuem com a Edge, não farão política. – Brian Eno, músico.
 

25)   Desisti de responder perguntas. Meramente flutuo num tsunami de aceitação de qualquer coisa que a vida jogue em mim... E me maravilho estupidamente. – Terry Gilliam.

21 de mar. de 2012

Reality Show não presta? Está certo disso?


Antes que você responda, conheça  a premissa do reality show Stars of Science, que caminha para a sua quarta edição como um sucesso de audiência no Oriente Médio, uma região que infelizmente acabou ficando estereotipada pelos seus incessantes conflitos políticos e religiosos. Dezesseis engenheiros árabes confinados em uma casa por três meses para saber qual é o melhor inventor. O prêmio: US$ 600 mil em investimentos no desenvolvimento do projeto.


Ao longo de cada temporada, jovens de países como Síria, Egito, Kuwait, Líbano, Tunísia e demais regiões dividem uma rotina de criação, testes, mentoria, avaliações e discussões políticas. De lá, já saíram invenções como o PowerWave, uma forma de recarregar, via wireless, robôs responsáveis pela inspeção de dutos de petróleo; o Vivifi, uma forma de tornar qualquer superfície interativa e touchscreen; além de um óculos de natação que controla e exibe os batimentos cardíacos de quem o utiliza, um colete que contém um ar condicionado portátil para trabalhadores do Sol do deserto, uma pulseira para medição de glicose sem necessidade de furos, e muitas outras ideias sensacionais.



Vale a pena ler uma matéria a respeito do programa publicada recentemente na Wired. Não deixe de curtir também a fan page do programa e acompanhar tudo pelo YouTube. Abaixo, um vídeo com maiores detalhes sobre o programa, que espero que faça você reavaliar seu conceito sobre reality shows...

2 de mar. de 2010

Futurity - Ciência sem Intermediários

O Futurity, um portal criado em setembro do ano passado por universidades americanas frustradas com a cobertura científica feita pelos meios de comunicação tradicionais, acaba de angariar novos adeptos, as universidades inglesas. Segundo o Journalism.co.uk, já são 66 instituições participantes, dentre as quais as renomadas Stanford, Berkeley, Duke, Princeton, Yale e Rochester.

Antes mesmo de ser interpretado como uma reação à má qualidade das notícias científicas, o Futurity, na verdade, nasceu da constatação de que há cada vez menos espaço para elas. Estima-se que em pouco mais de 20 anos, o número de revistas e jornais que tinham seções que divulgavam ciência nos Estados Unidos caiu de 150 para 20 e, mesmo essas, concentram suas notícias no campo de saúde e estilo de vida.

No portal, são reunidos e editados press releases feitos pelos departamentos de comunicação das universidades, mas o público-alvo já não são os repórteres, e sim o público-leitor. As universidades parceiras produzem os artigos que são enviados para a Universidade de Rochester, que após revisão, alimenta o portal e, esse por sua vez, já serve de fonte para o Google News, Yahoo, Associated Press, The New York Times, entre outros.

Ainda é cedo para saber se o Futurity é uma boa solução frente à crise econômica da imprensa tradicional ou, mais especificamente, das editorias de ciência, mas, à primeira vista, parece bastante uma alternativa atrativa.

22 de fev. de 2010

Cabeças Musicais

Chris Cairns, da Partizan Lab, ataca novamente, desta vez em uma performance ao vivo, com a continuação de Neurosonics Audiomedical Labs Inc. Beat box, ciência e tecnologia!

Se você não viu a primeira incursão da Partizan Lab nesse formato, clique aqui

13 de ago. de 2009

Don't worry, be happy

Já é fato conhecido da neurociência que a música é uma característica humana primitiva ao ponto de ser instintiva.

Durante a apresentação Notes & Neurons: In Search of the Common Chorus, no World Science Festival, Bobby McFerrin, aquele senhor 'que não se preocupa e é feliz', demonstra isso na prática, tranformando a platéia, de uma hora para outra, em um teclado improvisado. Genial!



(via Meio Bit)