3 de jul de 2013

25 coisas com as quais deveríamos estar preocupados. Ou não???

Com o que deveríamos estar preocupados?”Eis a pergunta anual lançada por esse fantástico repositório de conhecimento que é o site americano The Edge.

Dedicado à memória do cientista Heinz Pagels, autor de O Código Cósmico e A Simetria Perfeita, o site lança todos os anos uma pergunta que desencadeia um fantástico debate de ideias entre pessoas do mundo inteiro provenientes de diversas áreas do conhecimento. Ao final de todo ano, o The Edge publica, sob a coordenação do ensaísta e agente literário John Brockman, um livro com  os principais ensaios e reflexões ali produzidas.
 
Esse ano, a ideia era identificar novos problemas que surgem na ciência, na tecnologia e na cultura que ainda não foram amplamente reconhecidos. As pessoas que responderam a pergunta foram ex-presidentes da Royal Society, vencedores do prêmio Nobel, autores famosos de ficção científica e um monte de físicos teóricos, psicólogos e biólogos renomados.

Confira uma breve lista de algun trechos de preocupações de alguns dos maiores cérebros do planeta - selecionados pela Revista Vice - e veja se você compartilha dos mesmos temores ou se tem alguma preocupação diferente e/ou complementar:

1)      Que as tecnologias digitais estejam minando nossa paciência e mudando nossa percepção de tempo. – Nicholas G. Carr, escritor

2)      Me preocupo que, com o aumento do poder de resolução de problemas da nossa tecnologia, diminua nossa habilidade de distinguir entre problemas importantes, triviais e não-existentes. – Evgeny Morozov, editor colaborador do Foreign Policy.

3)      Que pseudociências vão ganhar terreno. – Helena Cronin, escritora, filósofa.

4)      Estresse. – Arianna Huffington, publisher do Huffington Post.

5)      Deveríamos nos preocupar em perder o desejo como principal elemento de orientação da reprodução da nossa espécie. – Tor Norretranders, jornalista científico.

6)      O declínio da cobertura científica nos jornais. – Barbara Strauch, editora de ciências do New York Times.

7)      Que a internet está arruinando a escrita. – David Gelernter, cientista da computação de Yale.

8)      Que os mecanismos de busca se tornem os árbitros da verdade. – W. Daniel Hillis, físico.

9)      A futura luta entre engenheiros e druidas. – Paul Saffo, meteorologista.

10)   A escassez dos recursos hídricos. – Giulio Boccaletti, físico.

11)   A morte da matemática. – Keith Devlin, matemático.
 

12)   Que o cérebro é incapaz de conceber nossos problemas mais sérios. – Daniel Goleman, psicólogo.

13)   A falta de companheiros desejáveis é algo com que devemos nos preocupar, pois “é isso está por trás de muito da traição e da brutalidade humanas. – David M. Buss, professor de psicologia da Universidade de Toronto.

14)   Me preocupa que a nossa tecnologia esteja ajudando a acabar com o longo consenso do pós-guerra contra o fascismo. – David Bodanis, escritor e futurista.
 

15)   A ascensão do anti-intelectualismo e o fim do progresso. Conseguimos agora, pela primeira vez, formar uma única civilização global. Se ela falhar, todos falharemos com ela. – Tim O’Reilly, CEO e fundador da O'Reilly Media.

16)   A homogeneização da experiência humana. – Scott Atran, antropólogo.

17)   Que a big data e a nova mídia vão significar o fim dos fatos. – Victoria Stodden, jurista computacional e professora de estatística.

18)   Deveríamos nos preocupar com vários Estados “modernos” que, na prática, são moldados pelo crime; Estados onde as leis são promulgadas por criminosos e, pior ainda, legitimadas através da democracia formal e “legal”. – Eduardo Salcedo-Albarán, filósofo colombiano.

19)   É possível que sejamos apenas raras manchas de consciência flutuando num insensível deserto cósmico, as únicas testemunhas de suas maravilhas. Também é possível que vivamos num oceano senciente universal, rodeados por êxtase e conflito, e que isso esteja aberto à nossa influência. Como seres sensíveis, ambas as possibilidades deveriam nos preocupar. – Timo Hannay, editor.

20)   Que seremos incapazes de derrotar vírus aprendendo como empurrá-los para além de seu limiar de erro catastrófico. – William McEwan, biólogo e pesquisador molecular.

21)   Que vamos parar de morrer. – Kate Jeffery, professora de neurociência comportamental.

22)   Que vamos literalmente perder o contato com o mundo físico. – Christine Finn, arqueóloga.

23)   A negação do direito ao acesso a dados para os cidadãos. – David Rowan, editor da Wired do Reino Unido.

24)   Que as pessoas inteligentes, como estas que contribuem com a Edge, não farão política. – Brian Eno, músico.
 

25)   Desisti de responder perguntas. Meramente flutuo num tsunami de aceitação de qualquer coisa que a vida jogue em mim... E me maravilho estupidamente. – Terry Gilliam.

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