3 de jun de 2013

A incrível história de David Rees, um apontador de lápis profissional

Lendo a Folha nesse feriado, me deparei em um artigo do genial Ruy Castro, com uma profissão que jamais imaginei existir, ainda mais hoje em dia, onde muita gente só sabe o que é caligrafia ao se deparar com o verbete por acaso no Wikipedia.


Cartunista conceituado, sobretudo por conta da série “Get Your War On” do Huffington Post, em que satirizava o governo George Bush, David Rees decidiu abandonar o desenho e enveredar por uma carreira, digamos assim, inusitada. Virou um apontador de lápis profissional!

O novo empreendimento levou algum tempo para ser colocado em prática. David estudou, especializou-se em várias técnicas para apontar lápis. Quando colocou no ar o seu novo site, muita gente achou que fosse brincadeira.


Seus primeiro clientes foram amigos que trouxeram outros amigos e, assim, a troca de informações rápida das redes sociais foi fundamental para o apontador de lápis. Mas, se a tecnologia foi necessária para divulgar o trabalho (e não é assim para todo mundo, hoje?), a verdade é que David trabalha com ferramentas que já existiam muito antes do surgimento do primeiro PC: uma maleta repleta de apontadores, estiletes, lâminas, apontadores a manivela, chaves de fenda, lixas, uma tesourinha e, claro, muitos lápis — a maioria desses são os amarelos número 2.
 
"Um dos meus primeiros clientes foi um casal que vivia em uma fazenda no interior dos Estados Unidos. Fui convidado a participar de um evento beneficente organizado por eles. Fiquei para almoçar e apontei uma grande quantidade de lápis alemães que eles tinham guardados", afirma o apontador profissional.
 
"Às vezes chego a levar 45 minutos para apontar um só lápis", diz David, que utiliza somente os lápis amarelos número 2 da General Pencil, uma empresa familiar de Nova Jersey, que está no ramo há mais de 100 anos.
 
A fama de artesão se espalhou pelo país e, hoje, David aponta os lápis da escritora americana Elizabeth Gilbert, autora do best-seller “Comer, Rezar e Amar”, e do cineasta Spike Jonze, diretor de “Quero ser John Malkovich”, entre outros.
 
"Morasse no Rio, Rees seria disputado pelos últimos proprietários de botequim que ainda usam lápis atrás da orelha", satiriza Ruy Castro no artigo que deu ensejo a esse post. 
 
 
Em tempo, David cobra entre US$ 35 (EUA) e US$ 40 (exterior) para apontar lápis. E os entrega em tubinhos de plástico e com certificado de garantia.

Ele acaba de publicar um livro em que ensina os segredos de sua profissão, “How to sharpen pencils", à venda na Amazon.

(Referência: O Globo)

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