Lendo a Folha nesse feriado, me deparei em um artigo do genial Ruy Castro, com uma profissão que jamais imaginei existir, ainda mais hoje em dia, onde muita gente só sabe o que é caligrafia ao se deparar com o verbete por acaso no Wikipedia.
Cartunista conceituado, sobretudo por conta da série “Get Your War On” do Huffington Post, em que satirizava o governo George Bush, David Rees decidiu abandonar o desenho e
enveredar por uma carreira, digamos assim, inusitada. Virou um apontador de lápis profissional!
O novo empreendimento levou algum tempo para ser colocado em prática.
David estudou, especializou-se em várias técnicas para apontar lápis.
Quando colocou no ar o seu novo site, muita gente achou que fosse brincadeira.
Seus primeiro clientes foram amigos que trouxeram outros amigos
e, assim, a troca de informações rápida das redes sociais foi
fundamental para o apontador de lápis. Mas, se a tecnologia foi
necessária para divulgar o trabalho (e não é assim para todo mundo,
hoje?), a verdade é que David trabalha com ferramentas que já existiam muito antes do surgimento do primeiro PC: uma maleta repleta de apontadores, estiletes, lâminas,
apontadores a manivela, chaves de fenda, lixas, uma tesourinha e, claro,
muitos lápis — a maioria desses são os amarelos número 2.
Mostrando postagens com marcador trabalho artesanal. Mostrar todas as postagens
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3 de jun. de 2013
6 de mar. de 2013
Dá para acreditar que esse cara faz arte com cascas de amendoim?!
O artista Steve Casino teve a ideia - a princípio, maluca - de pintar celebridades e personagens da cultura pop americana em amendoins.
O amendoim é removido da casca e o produto final é preservado com um revestimento de poliuretano para resistência e longevidade, além de ser coberto com uma moldura de vidro. Para cada trabalho, Casino cobra US$ 500 e demora de 4 a 6 semanas para entregar a obra pronta. Genial, não?!
O amendoim é removido da casca e o produto final é preservado com um revestimento de poliuretano para resistência e longevidade, além de ser coberto com uma moldura de vidro. Para cada trabalho, Casino cobra US$ 500 e demora de 4 a 6 semanas para entregar a obra pronta. Genial, não?!
29 de nov. de 2012
O incrível playgroud de crochê de Toshiko Horiuchi
Woods of Net é um playground inteiramente feito de crochê. Levou cerca de um ano para ser concluído e se tornou uma exposição permanente da artista Toshiko Horiuchi Macadam dentro do Hakone Open Air Museum, no Japão.
A ideia do playground surgiu meio que sem querer, quando duas crianças, em uma de suas exibições em uma galeria, perguntaram se podiam brincar nas estruturas criadas. Ela não negou, mas ficou observando receosa as crianças subirem na estrutura. Eis que o insight lhe permitiu vislumbrar uma nova dimensão para sua arte.
Almofadas, balanços e bolsas fazem parte da instalação que os pequenos podem mexer e puxar à vontade.
Toshiko Horiuchi é especialista em criar grandes ambientes têxteis, interativos, e com cores vibrantes.
Formada na Tama Art University, começou sua carreira têxtil em 1966 como designer de uma das mais importantes tecelagens do mundo, a Boris Kroll de Nova York.
Hoje, a artista plástica conta com diversos “plays” ao redor do Japão.
A ideia do playground surgiu meio que sem querer, quando duas crianças, em uma de suas exibições em uma galeria, perguntaram se podiam brincar nas estruturas criadas. Ela não negou, mas ficou observando receosa as crianças subirem na estrutura. Eis que o insight lhe permitiu vislumbrar uma nova dimensão para sua arte.
Almofadas, balanços e bolsas fazem parte da instalação que os pequenos podem mexer e puxar à vontade.
Toshiko Horiuchi é especialista em criar grandes ambientes têxteis, interativos, e com cores vibrantes.
Formada na Tama Art University, começou sua carreira têxtil em 1966 como designer de uma das mais importantes tecelagens do mundo, a Boris Kroll de Nova York.
Hoje, a artista plástica conta com diversos “plays” ao redor do Japão.
26 de nov. de 2012
Junk Culture
Donald Edwards coleta todo o material para suas esculturas em lixos, brechós e garage sales de Baltimore. Não há um briefing inicial, ou seja, os achados é que determinam a direção que ele seguirá.
Seu portfolio inclui esferas, réplicas de animais, peças de tapeçaria e instalações. Donald rotulou sua arte de 'junk culture'. Confira:
Seu portfolio inclui esferas, réplicas de animais, peças de tapeçaria e instalações. Donald rotulou sua arte de 'junk culture'. Confira:
5 de nov. de 2012
Horrorgami
Em exibição desde o final da semana passada na Gallery One And A Half em Londres, a exposição Horrorgami do designer inglês Marc Hagan-Guirey reproduz casas de filmes de terror famosos em papercraft.
Para criar a devida atmosfera, suas peças foram expostas em caixas iluminadas - ao serem vistas de dia as casas parecem apenas construções feitas em papel branco; quando escurece, contudo, a luz colorida projeta sombras que dão o ar sombrio e assustador visto nos filmes.
Confira alguns dos trabalhos expostos:
O Overlook Hotel de O Iluminado
A casa de Amityville
A residência dos MacNeill em O Exorcista
O Bates Motel de Psicose
A mansão dos Addams
(via Boing Boing)
Para criar a devida atmosfera, suas peças foram expostas em caixas iluminadas - ao serem vistas de dia as casas parecem apenas construções feitas em papel branco; quando escurece, contudo, a luz colorida projeta sombras que dão o ar sombrio e assustador visto nos filmes.
Confira alguns dos trabalhos expostos:
O Overlook Hotel de O Iluminado
A casa de Amityville
A residência dos MacNeill em O Exorcista
O Bates Motel de Psicose
A mansão dos Addams
(via Boing Boing)
30 de out. de 2012
Wood be nice
Wood be nice é um projeto criado há cerca de dez anos na Romênia por Daniel Loagăr e Andrei Cornea que transpõe para a madeira retratos antigos ou perdidos - boa parte deles de conotação artística - que já não existem mais no mundo concreto e só podem ser rastreados na web.
O projeto traz as imagens para o mundo tangível - a madeira - como uma espécie de transmutação para que possam novamente ou plenamente ser admiradas, tocadas, penduradas em uma parede ou oferecidas de presente.
Graças ao sucesso e repercussão obtidos, outros artistas se uniram recentemente a Daniel e Andrei e criaram extensões naturais da proposta inicial - Bucharest on wood e Killed by the sound - onde além das fotos, colagens de figuras e objetos na madeira procuram materializar ambientes, características e situações da capital, Bucareste. Mosca branca!
O projeto traz as imagens para o mundo tangível - a madeira - como uma espécie de transmutação para que possam novamente ou plenamente ser admiradas, tocadas, penduradas em uma parede ou oferecidas de presente.
Graças ao sucesso e repercussão obtidos, outros artistas se uniram recentemente a Daniel e Andrei e criaram extensões naturais da proposta inicial - Bucharest on wood e Killed by the sound - onde além das fotos, colagens de figuras e objetos na madeira procuram materializar ambientes, características e situações da capital, Bucareste. Mosca branca!
23 de out. de 2012
E se Kafka fosse designer de casinhas de bonecas?!
Marc Giai-Miniet, o artista francês com carinha de bom velhinho, passou boa parte da sua vida empenhado em construir minaturas de dollhouses (casas de bonecas) meticulosamente complexas - algumas com apenas 36 centímetros de comprimento e 35 centímetros de largura.
Vale ressaltar, contudo, que não se tratam aqui de inocentes e angelicais 'residências' de bonecos de crianças. Muito pelo contrário! A impressão inicial ao se confrontar com sua arte remete imediatamente à atmosfera de um romance de Kafka - daqueles, sabe?! São ambientes lúgrubes atolados até o teto de livros empoeirados, escaninhos e banheiras pra lá do que se pode considerar um artigo digno da alcunha de 'pé sujo', um submarino embolorado jogado aqui, uma estátua da Virgem Maria cheia de rachaduras ali...
Ele mesmo explica o propósito do seu trabalho em entrevista concedida à Fast Company: "A ideia essencial, mas não é a única leitura que se pode fazer do tema que atravessa o meu trabalho, é a relação entre a sombra e a luz, entre o bem e o mal . A grande questão é: o que o ser humano é e porquê ele é assim e, finalmente, essa condição de vida tem chances de atrapalhar sua felicidade?"
Chocante, não?! A pergunta que fica: devemos agradecer ou não o fato de esse cara não trabalhar na Mattel???
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