26 de jun de 2012

O Picasso do Harlem

Quando Martin Luther King foi assassinado, em abril de 1968, os comerciantes do Harlem temiam a reação de uma multidão segregada e enfurecida. A solução encontrada foi adotar portões de aço.

"Eu os achava tristes. Eram um símbolo da opressão e da violência. Decidi suavizá-los com a pintura", afirma o grafiteiro panamenho Franco Gaskin, também conhecido como 'Franco The Great' ou 'The Harlem's Picasso', perfilado em uma matéria publicada neste final de semana na revista Serafina.


Mohammed Ali, Nat King Cole, James Brown e Isaac Heyes são algumas das personalidades que reverenciaram seu trabalho. No Japão, por onde já esteve mais de 20 vezes, ele próprio é tido como uma celebridade.



Estima-se que, em 85 anos de vida, Franco tenha pintado 200 portões de aço no Harlem, embora não mais do que 25 permaneçam imunes ao atual processo de revitalização do bairro - quase todos na 125th Street.



Por ali, nas proximidades do Apollo Theater, ele segue sendo uma figura carimbada todas as manhãs de domingo... "Há um grupo de moradores que quer comprar todos os portões que restam, sempre que as lojas trocarem de donos. Meu sonho é ter uma exposição permanente".





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