1 de nov de 2011

E tem gente que ainda acha que o jornalismo continua o mesmo...

Lançado em 2006 com o nome de Scooplive, o CitizenSide é uma plataforma que propõe aos usuários de smartphones vender seus vídeos e fotos de flagrantes da atualidade à imprensa, em troca de uma comissão.


Foi de lá, por exemplo, que veio o vídeo com insultos antissemitas publicado pelo The Sun que provocou a demissão do estilista John Galliano da Dior. Comissão: 100 mil euros.

Da mesma fonte, no início de 2008, vieram as fotos publicadas no Paris Match retratando Jérome Kerviel na prisão. Ele foi responsável por uma maracutaia de €4,9 milhões contra o banco Société Generale.


O funcionamento é simples: basta instalar a aplicação no smartphone (existem versões gratuitas para iPhone e Android), fazer o registo (algo muito simples e rápido, já que pode ser feito via Facebook ou Twitter) e fazer o upload do material que pretende vender. A plataforma tem sua própria equipe para recolher, classificar, validar e arquivar os conteúdos.


Quando se faz o upload das imagens, o usuário aceita que elas sejam vendidas com exclusividade via CitizenSide por um período de três meses. Se após 48 horas se confirmar que as fotos não tem assim tanta procura, perderão o seu carácter exclusivo e integrarão um banco de imagens acessível a todos. O pagamento é efetuado via PayPal 60 dias depois do material ser vendido.

O site, que tem como maiores clientes jornais e revistas francesas, conta com a participação acionária da AFP. Seu slogan dá o que falar e pensar sobre como a maneira de fazer jornalismo está mudando: "Ninguém é mais especialista do que as pessoas que realmente estão lá, no local, vivendo e respirando o fato todos os dias".

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