11 de out de 2011

A arte de re-contar histórias de Taryn Simon

Para a norte-americana Taryn Simon, a fotografia é uma arte que permite re-contar histórias, explorar novas perspectivas e, acima de tudo, marcar posição. Seus ensaios são o resultado de um laborioso processo de investigação, que permitiram a ela, com apenas 35 anos, já ter se exibido em todos os grandes museus do mundo.


Em 'A Living Man Declared Dead and Other Chronicles', atualmente em exposição na Neue National Gallery, em Berlim, após retumbante sucesso na Tate Gallery, em Londres, ela narra dezoito histórias que se desenrolam por gerações através de uma coleção de imagens e textos.



Cada história tem um grupo de personagens ligados por sangue. E no centro desse grupo há sempre um acontecimento estranho e perturbador. Uma guerra entre famílias brasileiras, um iraquiano forçado a servir de “double” do filho de Sadam Hussein, um homem indiano declarado morto enquanto vivo, irmãs trigêmeas deformadas por conta de um remédio ingerido por sua mãe durante a gravidez. O vídeo acima conta tudo em detalhes.


Em 'Contraband', por sua vez, série que acabou virando livro, ela catalogou mais de mil itens apreendidos no aeroporto JFK, em Nova York, uma das principais portas de entrada para os Estados Unidos. Para conseguir as fotos, Simon morou no aeroporto durante cinco dias, em 2010. Destaque acima para o corpo de um pássaro, etiquetado como decoração doméstica, que veio da Indonésia.


Já 'The Innocents', a minha preferida, documenta a vida de pessoas que cumpriram pena por crimes que não cometeram. O trabalho foi feito em 2000 para o New York Times Magazine.

Taryn parte da leitura dos processos, dos perfis dos suspeitos e de suas entrevistas e recoloca os ex-condenados, já inocentados e soltos, em localizações que foram fundamentais na investigação criminal - o local do crime, da detenção, do álibi até a errada identificação.



Mosca branca, não?!

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