17 de fev de 2010

Hyperphotos

Combinando arte e tecnologia, o fotógrafo francês Jean François Rauzier cria hyperphotos, um termo cunhado por ele mesmo, que basicamente significa “costurar” centenas ou milhares de grandes imagens em alta resolução em uma única colagem que leva ao extremo tanto os detalhes como a perspectiva.

Cada colagem leva entre 600 e 3400 fotografias individuais que posteriormente são trabalhadas no Photoshop. A costura entre as imagens é tão precisa que mal dá para perceber.
Neste link, por exemplo, Rauzier nos leva para flanar pela Paris noturna, vasculhando como um voyeur os pequenos quadradinhos das janelas iluminadas. Nos são reveladas então cenas íntimas, montagens com peças publicitárias do passado, fotos de época, ou outras que poderiam bem se encaixar nos dias de hoje da metrópole iluminada.

E porquê esse tipo de fotografia? Rauzier já foi pintor, escultor e fotógrafo ao longo de 30 anos de trabalho e, a partir de 2001, descobriu que era esta a técnica que mais o completava, pelo menos ideologicamente, por juntar um pouco de tudo. Nas suas palavras "como fotógrafo uso esta arte poderosa para capturar a realidade. Como pintor, posso controlar a minha imagem de forma exata e colocá-la onde quero. Como escultor, passo muito tempo a meditar acerca do meu trabalho, a tocar e a sentir a sua textura. Hiper-fotografia é uma combinação desses três meios".
Para conhecer melhor o trabalho de Rauzier, acesse o site e clique com o mouse em algum ponto da fotografia escolhida até atingir o máximo de proximidade. Para voltar ao formato original, basta clicar na tecla CTRL.

(Referência: Obvious)

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