10 de fev de 2009

"Parecia um parque comum: seis crianças caindo de seus skates e rindo umas das outras. Mas há pouco tempo, o corpo de um homem-bomba estava deitado naquele mesmo local sobre uma poça de sangue".

Com esse tom meio sensacionalista, porém não tão distante do real, o New York Times inicia uma reportagem, publicada recentemente, sobre a Skateistan, a primeira escola de skate do Afeganistão.


A bem da verdade, a iniciativa do australiano Oliver Percovich, 34 anos, acontece hoje duas vezes por semana em um decrépito chamariz da era soviética com profundas rachaduras localizado na cidade de Cabul, onde ele vive há algum tempo. Mas ele já arrecadou o dinheiro necessário para construir um complexo de 796 km² que sediará a Skateistan e a Autoridade de Parques de Cabul doou o terreno. Ele ainda espera a permissão oficial para dar início ao projeto.


Percovich chegou ao Afeganistão de maneira impulsiva no começo de 2007 porque sua namorada na época havia aceitado um emprego em Cabul. Ele desistiu de sua padaria, colocou algumas roupas (e skates) em uma mala e deixou a Austrália. Sem conseguir achar emprego, fazia o que gostava desde seus seis anos de idade: andava de skate, inabalado pelos comboios militares, burricos, barracas, poeira e algumas explosões.

Ele acredita no poder de transformação que o skate tem, e vê a possibilidade de tornar, por meio do esporte, o futuro das crianças afegãs menos sangrento, unindo diversos grupos étnicos sob um mesmo objetivo: se divertir.

Clique aqui se quiser ajudar Percovich em sua empreitada, diga-se de passagem, pra lá de mosca branca!

Confira abaixo o vídeo gravado pela equipe do NYT em Cabul.



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