3 de abr. de 2012

20 doses de inspiração

O blog 1 Design Per Day publicou uma belíssima seleção de 110 rótulos de vinhos que se destacam pela criatividade e robustez do trabalho gráfico. Mesmo que você não seja muito afeito a uma taça, vale a inspiração!

























2 de abr. de 2012

Sgt. Pepper's Revisitado

Para festejar seu aniversário de 80 anos, o artista Peter Blake, que fez a famosa capa do disco "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles, recriou a imagem com novos rostos.


A colagem clássica, de 1967, reunia algumas das personalidades favoritas do quarteto britânico, como Marilyn Monroe, Marlene Dietrich, Sigmund Freud, Marlon Brando e Karl Marx.


A atual, chamada de "Vintage Blake", inclui apenas britânicos escolhidos pelo artista. Aparecem, por exemplo, os músicos Noel Gallagher, Amy Winehouse e Mick Jagger; as modelos Kate Moss e Twiggy; a escritora J.K. Rowling e o estilista Alexander McQueen.

Para tristeza de muitos os Beatles estão ausentes na nova versão. ''Não possuo os direitos de imagem. Em parte isso ocorreu porque cometemos um erro na ocasião. Eu e meu agente assinamos um acordo abrindo mão de quaisquer royalties ou copyrights. Por isso, pedimos permissão à Apple Corps --a empresa de gerenciamento dos Beatles--, mas eles não querem ser associados ao que consideram propaganda. É deprimente ainda não poder usar uma imagem que eu criei", comentou Blake.

(via BBC)

A Dieta da Informação

Segue abaixo resenha que fiz do livro 'The Information Diet', de Clay Johnson, que foi publicada hoje pelo MidiaBoom.

A Dieta da Informação


Com que tipo de informação você anda se alimentando ultimamente? Qual a procedência das informações que constituem a sua dieta alimentar? Tem atentado para o teor calórico das informações que ingere? E, a propósito, você come informação sempre nos mesmos lugares ou costuma variar.

À primeira vista, as questões levantadas acima podem parecer meio fora de propósito, mas fazem todo o sentido após ler ‘The Information Diet’, obra assinada por Clay Johnson, mais conhecido como fundador da Blue State Digital, empresa que criou e gerenciou a campanha online de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos em 2008.


Para Clay, todo o debate em torno daquilo que muitos vem chamando de obesidade de informação é um grande equívoco. As pessoas não são obesas, por exemplo, por conta da abundância de comida, ou seja, o doce não chega voando até a boca delas; o mesmo paralelo pode ser construído no caso da informação. “Sempre houve mais conhecimento e experiência humana do que qualquer humano pode absorver. Não é a quantidade total de informações existentes, mas sim seu hábito de absorver informações que está lhe empurrando para um extremo em que você se sente desconfortável.”
Toda a tese de Clay está justamente amparada na comparação entre comida e informação. “As coisas que sabemos sobre nossa alimentação tem muito a nos ensinar sobre como podemos ter um relacionamento mais sadio com as notícias que chegam até nós.”

O diagnóstico está centrado na seguinte equação: sede por audiência das empresas de mídia (lucros) + enxugamento das redações + profissionais despreparados = informações mais calóricas (sensacionalismo). Não se engane, contudo, em achar que a metralhadora de Clay está apontada para a chamada ‘imprensa marrom’. Seu foco maior é o que ele chama de ‘cultura da afirmação’. “As companhias de mídia aprenderam que afirmação vende muito mais fácil e melhor do que informação. Quem quer ouvir a ‘verdade’ quando pode ouvir que está certo?”

Cada vez mais, lemos, assistimos, ouvimos, seguimos pessoas nas redes sociais que tem pontos de vista similares aos nossos. O resultado disso é uma visão maniqueísta do mundo – o verde e o vermelho, o direito e o esquerdo, o bom e o mal – e, como tal, o esmorecimento do racional em prol do emocional. Para ter a prova cabal disso, o Twitter talvez seja o espelho mais sintomático. Dê uma olhada na sua timeline e veja como o seu universo é repleto de comentários que parecem estar dizendo o tempo todo: “Você está certo!”

A Fox News merece um capítulo inteiro do livro de Clay Johnson. O império capitaneado por Roger Ailes seria o principal ícone desse modelo de jornalismo conciliatório, se é que podemos dizer assim.  A estratégia  não me parece muito diferente daquilo que temos visto por aqui: ‘é mais rentável pagar 2 milhões de dólares de salário para uma grande personalidade da mídia do que contratar 100 jornalistas e analistas com rendimentos de 40 mil dólares por ano’. A receita tem dado certo. A Fox News, líder absoluto de audiência entre os canais de notícias nos Estados Unidos, hoje emprega 1272 pessoas em 17 escritórios, contra 4000 pessoas e 47 escritórios da CNN, a terceira no ranking, superada recentemente pela MSNBC, que vem seguindo a mesma fórmula da Fox.

Decorrência dessa cultura da afirmação é a ascensão da profissão de relações públicas em detrimento do jornalismo. Segundo o Bureau of Labor Statistics, em 2008 havia 69.300 profissionais de imprensa nos Estados Unidos, ganhando em média $ 34.850/ano. A expectativa é de um declínio de 4% nos próximos dez anos. O universo de PR, como eles chamam lá, parece caminhar no sentido oposto. Em 2008, havia 275.200 profissionais da área no país ganhando em média $ 51.280/ano. A expectativa para os próximos dez anos, nesse caso, é de um incremento de 25%.

Não tenho informações sobre o mercado brasileiro, mas imagino que caminhe na mesma direção. Nossas fontes de informação, não por acaso, se assemelham cada vez mais a statements de coletivas de imprensa, quando não ao copy & paste de press releases.

Em última instância, nós somos o que consumimos e temos urgentemente que estabelecer uma dieta. O primeiro passo, de acordo com Clay, é gerenciar melhor seu tempo entre consumo e produção. “Cada e-mail que recebemos, cada sms ou notificação, vem acompanhados de uma boa dose de dopamina. Esse neurotransmissor não tem apenas como função a atividade estimulante do sistema nervoso central, mas também distorce o nosso senso temporal. Nós podemos passar uma hora vendo nossos e-mails e ter a sensação de que foram apenas alguns minutos.”

Pergunte a qualquer nutricionista e você será informado que uma dieta não é sobre não comer – é sobre a mudança de seus hábitos. Para começar a ‘perder peso informacional’, portanto, assine feeds, use filtros, crie listas e diretórios para se organizar.  Feito isso, priorize as fontes locais de informação – seu jornal de bairro, sua rádio comunitária, tende a cobrir com muito mais assertividade o que acontece nas suas redondezas do que a Rede Globo de Televisão. Para enriquecer seu conteúdo, procure se abastecer de pontos de vista contraditórios, opiniões divergentes – política, religião e futebol se discutem sim. Finalmente, já que estamos falando de uma dieta, evite num primeiro momento rodízios e pizzarias, se é que você me entende…

A parte final de The Information Diet, nomeada Dear Programmer, poderia resultar, na verdade, em um novo livro. Clay começa falando da importância dos escribas há mil anos atrás, quando poucos sabiam ler ou escrever, e desemboca no papel importante que os jornalistas ‘tiveram’ a partir do desenvolvimento da imprensa escrita. Tiveram, porque para ele esse tempo acabou. É a hora e a vez dos programadores e desenvolvedores, desde que esses não se restrinjam a seguir na busca tresloucada de serem os próximos Mark Zuckerberg e Larry Page. O apelo que fica é: “Reservem um tempo do seu dia para desenvolverem aplicativos e soluções que permitam com que a comunidade ao seu redor possa resolver pequenos problemas. Digo, pequenos problemas, porque tem muita gente empacada com os grandes problemas. E esses, invariavelmente, não saem do lugar.”

30 de mar. de 2012

Quando a arte tem tudo a ver com o conteúdo


Acima, grande sacada na arte interna do DVD oficial do filme Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo, 2011).

Inusitada, a imagem, que emula um DVD pirata, não é apenas provocativa, mas tem tudo a ver com uma das protagonistas da história, Lisbeth Salander.

(vi lá no blog do Charles Cade)

28 de mar. de 2012

A morte de Millôr e da tartaruga

 


E lá se foi mais um gênio... Depois de Chico Anysio na semana passada, perdemos hoje Millôr Fernandes. Desenhista, escritor, humorista, tradutor e, acima de tudo, um pensador, uma referência. Coisa cada vez mais rara hoje em dia...

Fica aqui minha singela homenagem. Acho que diz muito sobre como ele encarava esse negócio de morte...

A morte da tartaruga

Millôr Fernandes

O menininho foi ao quintal e voltou chorando: a tartaruga tinha morrido. A mãe foi ao quintal com ele, mexeu na tartaruga com um pau (tinha nojo daquele bicho) e constatou que a tartaruga tinha morrido mesmo. Diante da confirmação da mãe, o garoto pôs-se a chorar ainda com mais força. A mãe a princípio ficou penalizada, mas logo começou a ficar aborrecida com o choro do menino. “Cuidado, senão você acorda o seu pai”. Mas o menino não se conformava. Pegou a tartaruga no colo e pôs-se a acariciar-lhe o casco duro. A mãe disse que comprava outra, mas ele respondeu que não queria, queria aquela, viva! A mãe lhe prometeu um carrinho, um velocípede, lhe prometeu uma surra, mas o pobre menino parecia estar mesmo profundamente abalado com a morte do seu animalzinho de estimação.

Afinal, com tanto choro, o pai acordou lá dentro, e veio, estremunhado, ver de que se tratava. O menino mostrou-lhe a tartaruga morta. A mãe disse: - “Está aí assim há meia hora, chorando que nem maluco. Não sei mais o que faço. Já lhe prometi tudo mas ele continua berrando desse jeito”. O pai examinou a situação e propôs: - “Olha, Henriquinho. Se a tartaruga está morta não adianta mesmo você chorar. Deixa ela aí e vem cá com o pai”. O garoto depôs cuidadosamente a tartaruga junto do tanque e seguiu o pai, pela mão. O pai sentou-se na poltrona, botou o garoto no colo e disse: - “Eu sei que você sente muito a morte da tartaruguinha. Eu também gostava muito dela. Mas nós vamos fazer pra ela um grande funeral”. (Empregou de propósito a palavra difícil). O menininho parou imediatamente de chorar. “Que é funeral?” O pai lhe explicou que era um enterro. “Olha, nós vamos à rua, compramos uma caixa bem bonita, bastante balas, bombons, doces e voltamos para casa. Depois botamos a tartaruga na caixa em cima da mesa da cozinha e rodeamos de velinhas de aniversário. Aí convidamos os meninos da vizinhança, acendemos as velinhas, cantamos o “Happy-Birth-Day-To-You” pra tartaruguinha morta e você assopra as velas. Depois pegamos a caixa, abrimos um buraco no fundo do quintal, enterramos a tartaruguinha e botamos uma pedra em cima com o nome dela e o dia em que ela morreu. Isso é que é funeral! Vamos fazer isso?” O garotinho estava com outra cara. “Vamos, papai, vamos! A tartaruguinha vai ficar contente lá no céu, não vai? Olha, eu vou apanhar ela”. Saiu correndo. Enquanto o pai se vestia, ouviu um grito no quintal. “Papai, papai, vem cá, ela está viva!” O pai correu pro quintal e constatou que era verdade. A tartaruga estava andando de novo, normalmente. “Que bom, hein?” - disse. - “Ela está viva! Não vamos ter que fazer o funeral!” “Vamos sim, papai” - disse o menino ansioso, pegando uma pedra bem grande. - “Eu mato ela”.

MORAL: O IMPORTANTE NÃO É A MORTE, É O QUE ELA NOS TIRA.

27 de mar. de 2012

6Stories - Um belo exercício de criatividade

6Stories é um projeto de LocLit (Locative Literature), conceito no qual a história é vivida no local onde é ambientada. Promovido pelo escritor e diretor de cinema Matt Blackwood em um café em Melbourne, na Austrália, com alguns criativos da região, o projeto se baseia em QR Codes dispostos em seis mesas distintas. Cada um permite baixar em smartphones depoimentos narrados que servem de inspiração para um speed dating ficcional.


Comunicação, literatura, teatro, diversão e, acima de tudo, criatividade a flor da pele! Taí um belo formato para ser explorado por aqui pelas oficinas de storytelling, não?! 


O app mais bizarro do ano e, por isso mesmo, genial!

Pode parecer inútil e de gosto duvidoso, mas só pelo buzz que já gerou e vai gerar ainda indiretamente para o grave problema do desperdício de água, já valeu e muito. Parabéns para a Akatu pelo Fake Shower App, o aplicativo mais bizarro do ano!

26 de mar. de 2012

The Icecreamists



Paredes pintadas de preto, uniforme fetichista, logotipo com caveira, poltronas vitorianas e neons podem cair muito bem em uma casa noturna, um bar mais alternativo, um clube sadomasoquista, um reduto gótico que seja, mas não em uma sorveteria, certo?





Errado! A The Icecreamists em Londres está aí para provar o contrário. Os sorvetes não deixam a desejar também na ousadia e têm sabores bem diferentes, com misturas com nomes tais como Sex Bomb (fior de latte com ginkgo biloba e guaraná, coberto com raspas de cítricos), Coquetel Molotoff (sorvete de doce de leite com licor de creme de banana e merengue) e Dark Side of the Spoon, que é sorvete, café expresso e rum.



O fundador da boutique de sorvetes, se é que assim podemos dizer, Matt O’Connor, é um especialista em polemizar e atrair os holofotes da mídia para seu empreendimento. Com um controverso sorvete de leite materno batizado de Baby Gaga - o leite era fornecido pelas mães que responderam a um anúncio no site Mumsnet - conseguiu todo o buzz necessário para tornar a The Icecreamists conhecida nos quatro cantos do planeta. Outra sacada foi o Sex Pistol, um sorvete que ele garantia produzir efeitos similares aos do Viagra e que tinha em sua composição além de vários energéticos naturais, nada mais nada menos do que Absyntho!



24 de mar. de 2012

Meat America

Vi lá no Obvious e não poderia deixar de replicar aqui esse maravilhoso ensaio fotográfico de Dominic Episcopo. Meat America retrata todas a ambiguidade da sociedade americana por meio de bifes e nacos de carne cortados ou amontoados em forma de estados e ícones como Elvis, Abraham Lincoln e a marca Nike.


Vale ressaltar que os Estados Unidos são líderes em produção de carne bovina como também em seu consumo, o que torna a matéria-prima escolhida por Dominic para seu sarcástico ensaio ainda mais pertinente.









21 de mar. de 2012

Reality Show não presta? Está certo disso?


Antes que você responda, conheça  a premissa do reality show Stars of Science, que caminha para a sua quarta edição como um sucesso de audiência no Oriente Médio, uma região que infelizmente acabou ficando estereotipada pelos seus incessantes conflitos políticos e religiosos. Dezesseis engenheiros árabes confinados em uma casa por três meses para saber qual é o melhor inventor. O prêmio: US$ 600 mil em investimentos no desenvolvimento do projeto.


Ao longo de cada temporada, jovens de países como Síria, Egito, Kuwait, Líbano, Tunísia e demais regiões dividem uma rotina de criação, testes, mentoria, avaliações e discussões políticas. De lá, já saíram invenções como o PowerWave, uma forma de recarregar, via wireless, robôs responsáveis pela inspeção de dutos de petróleo; o Vivifi, uma forma de tornar qualquer superfície interativa e touchscreen; além de um óculos de natação que controla e exibe os batimentos cardíacos de quem o utiliza, um colete que contém um ar condicionado portátil para trabalhadores do Sol do deserto, uma pulseira para medição de glicose sem necessidade de furos, e muitas outras ideias sensacionais.



Vale a pena ler uma matéria a respeito do programa publicada recentemente na Wired. Não deixe de curtir também a fan page do programa e acompanhar tudo pelo YouTube. Abaixo, um vídeo com maiores detalhes sobre o programa, que espero que faça você reavaliar seu conceito sobre reality shows...

20 de mar. de 2012

Mr. Happy Man


Johnny Barnes, 88 anos, dedica seis horas da sua vida, de segunda à sexta-feira, para desejar tudo de bom às pessoas que passam a sua volta em um movimentado cruzamento da cidade de Hamilton, nas Bermudas.

Mr. Happy Man, que já tem até estátua em sua homenagem na cidade, ganhou um belíssimo documentário dirigido por Matt Morris. Uma lição de vida!



19 de mar. de 2012

De volta à infância

Será que aquele velho baú de brinquedos ainda teria alguma serventia? Será que aquele telefone de mentirinha, aquela pistola de água, aqueles soldadinhos de chumbo teriam algum lugar no contexto de sua vida adulta?


Não. Pois deveriam. Pelo menos na visão do fotógrafo francês Julien Mauve, que criou a belíssima série ‘Back To Childhood', oferecendo uma boa dose de humor nostalgico para o 'nosso inferno cotidiano'.









16 de mar. de 2012

Qualquer conotação sexual não é mera coincidência...

New Condoms é um tumblr hilário criado pelo americano Max Wright que reutiliza slogans de marcas famosas como Pringles, Nike e McDonald's em embalagens de preservativos. Curioso perceber que, em matéria de marketing, qualquer conotação sexual não é mera coincidência...












15 de mar. de 2012

Uma ideia na cabeça, um computador com acesso à Internet


Glauber Rocha faria hoje 73 anos. Confesso que muitas vezes fico imaginando como ele encararia esse mundo com fronteiras escancaradas pela Internet, em que todo mundo palpita sobre tudo - ainda mais ele, um palpiteiro de marca maior, diga-se de passagem.

Me atrevo a revisitar sua frase mais célebre no título desse post. Acho que se ele estivesse vivo seria bem por aí...

Para quem só o conhece de nome ou pouco conhece dele, os cinco minutos abaixo servem como uma boa apresentação!

 

Bollywood para Iniciantes