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4 de fev. de 2013

Com que roupa eu vou?

Você tem coisas interessantes para contar aos amigos ou colegas de trabalho, mas tem dúvidas sobre qual meio de comunicação seria mais apropriado utilizar?

A dupla Wendy MacNaughton e Caroline Paul criou um fluxograma para ajuda-lo.




26 de out. de 2012

Nada como uma boa música para melhorar a comunicação

Principal violinista da South Carolina Philharmonic, Jarrod Haning mostra nessa apresentação do 
TEDxColumbia o supreendente poder da música no nosso cérebro. 


Segundo ele, a música atua da mesma maneira que a linguagem em sua concepção e, sobretudo, na sua compreensão. Deleite-se!

2 de abr. de 2012

A Dieta da Informação

Segue abaixo resenha que fiz do livro 'The Information Diet', de Clay Johnson, que foi publicada hoje pelo MidiaBoom.

A Dieta da Informação


Com que tipo de informação você anda se alimentando ultimamente? Qual a procedência das informações que constituem a sua dieta alimentar? Tem atentado para o teor calórico das informações que ingere? E, a propósito, você come informação sempre nos mesmos lugares ou costuma variar.

À primeira vista, as questões levantadas acima podem parecer meio fora de propósito, mas fazem todo o sentido após ler ‘The Information Diet’, obra assinada por Clay Johnson, mais conhecido como fundador da Blue State Digital, empresa que criou e gerenciou a campanha online de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos em 2008.


Para Clay, todo o debate em torno daquilo que muitos vem chamando de obesidade de informação é um grande equívoco. As pessoas não são obesas, por exemplo, por conta da abundância de comida, ou seja, o doce não chega voando até a boca delas; o mesmo paralelo pode ser construído no caso da informação. “Sempre houve mais conhecimento e experiência humana do que qualquer humano pode absorver. Não é a quantidade total de informações existentes, mas sim seu hábito de absorver informações que está lhe empurrando para um extremo em que você se sente desconfortável.”
Toda a tese de Clay está justamente amparada na comparação entre comida e informação. “As coisas que sabemos sobre nossa alimentação tem muito a nos ensinar sobre como podemos ter um relacionamento mais sadio com as notícias que chegam até nós.”

O diagnóstico está centrado na seguinte equação: sede por audiência das empresas de mídia (lucros) + enxugamento das redações + profissionais despreparados = informações mais calóricas (sensacionalismo). Não se engane, contudo, em achar que a metralhadora de Clay está apontada para a chamada ‘imprensa marrom’. Seu foco maior é o que ele chama de ‘cultura da afirmação’. “As companhias de mídia aprenderam que afirmação vende muito mais fácil e melhor do que informação. Quem quer ouvir a ‘verdade’ quando pode ouvir que está certo?”

Cada vez mais, lemos, assistimos, ouvimos, seguimos pessoas nas redes sociais que tem pontos de vista similares aos nossos. O resultado disso é uma visão maniqueísta do mundo – o verde e o vermelho, o direito e o esquerdo, o bom e o mal – e, como tal, o esmorecimento do racional em prol do emocional. Para ter a prova cabal disso, o Twitter talvez seja o espelho mais sintomático. Dê uma olhada na sua timeline e veja como o seu universo é repleto de comentários que parecem estar dizendo o tempo todo: “Você está certo!”

A Fox News merece um capítulo inteiro do livro de Clay Johnson. O império capitaneado por Roger Ailes seria o principal ícone desse modelo de jornalismo conciliatório, se é que podemos dizer assim.  A estratégia  não me parece muito diferente daquilo que temos visto por aqui: ‘é mais rentável pagar 2 milhões de dólares de salário para uma grande personalidade da mídia do que contratar 100 jornalistas e analistas com rendimentos de 40 mil dólares por ano’. A receita tem dado certo. A Fox News, líder absoluto de audiência entre os canais de notícias nos Estados Unidos, hoje emprega 1272 pessoas em 17 escritórios, contra 4000 pessoas e 47 escritórios da CNN, a terceira no ranking, superada recentemente pela MSNBC, que vem seguindo a mesma fórmula da Fox.

Decorrência dessa cultura da afirmação é a ascensão da profissão de relações públicas em detrimento do jornalismo. Segundo o Bureau of Labor Statistics, em 2008 havia 69.300 profissionais de imprensa nos Estados Unidos, ganhando em média $ 34.850/ano. A expectativa é de um declínio de 4% nos próximos dez anos. O universo de PR, como eles chamam lá, parece caminhar no sentido oposto. Em 2008, havia 275.200 profissionais da área no país ganhando em média $ 51.280/ano. A expectativa para os próximos dez anos, nesse caso, é de um incremento de 25%.

Não tenho informações sobre o mercado brasileiro, mas imagino que caminhe na mesma direção. Nossas fontes de informação, não por acaso, se assemelham cada vez mais a statements de coletivas de imprensa, quando não ao copy & paste de press releases.

Em última instância, nós somos o que consumimos e temos urgentemente que estabelecer uma dieta. O primeiro passo, de acordo com Clay, é gerenciar melhor seu tempo entre consumo e produção. “Cada e-mail que recebemos, cada sms ou notificação, vem acompanhados de uma boa dose de dopamina. Esse neurotransmissor não tem apenas como função a atividade estimulante do sistema nervoso central, mas também distorce o nosso senso temporal. Nós podemos passar uma hora vendo nossos e-mails e ter a sensação de que foram apenas alguns minutos.”

Pergunte a qualquer nutricionista e você será informado que uma dieta não é sobre não comer – é sobre a mudança de seus hábitos. Para começar a ‘perder peso informacional’, portanto, assine feeds, use filtros, crie listas e diretórios para se organizar.  Feito isso, priorize as fontes locais de informação – seu jornal de bairro, sua rádio comunitária, tende a cobrir com muito mais assertividade o que acontece nas suas redondezas do que a Rede Globo de Televisão. Para enriquecer seu conteúdo, procure se abastecer de pontos de vista contraditórios, opiniões divergentes – política, religião e futebol se discutem sim. Finalmente, já que estamos falando de uma dieta, evite num primeiro momento rodízios e pizzarias, se é que você me entende…

A parte final de The Information Diet, nomeada Dear Programmer, poderia resultar, na verdade, em um novo livro. Clay começa falando da importância dos escribas há mil anos atrás, quando poucos sabiam ler ou escrever, e desemboca no papel importante que os jornalistas ‘tiveram’ a partir do desenvolvimento da imprensa escrita. Tiveram, porque para ele esse tempo acabou. É a hora e a vez dos programadores e desenvolvedores, desde que esses não se restrinjam a seguir na busca tresloucada de serem os próximos Mark Zuckerberg e Larry Page. O apelo que fica é: “Reservem um tempo do seu dia para desenvolverem aplicativos e soluções que permitam com que a comunidade ao seu redor possa resolver pequenos problemas. Digo, pequenos problemas, porque tem muita gente empacada com os grandes problemas. E esses, invariavelmente, não saem do lugar.”

28 de nov. de 2011

A Fantástica Casa de Doces

Já conhecida entre os australianos e popular na maioria das department stores espalhadas pelo mundo, a marca de doces e balas diet Sweet Enough acaba de brindar os habitantes de Melboune com uma loja que explora o universo infantil de maneira ímpar.



Desenhada pelo estúdio RED Design Group, o espaço vai além de uma simples loja e traz todo o conceito que a marca deseja transmitir de forma bem humorada e carismática.



Intitulado “The Candy Room”, o projeto incita o consumidor brincando com a comunicação visual, estimulando-o a levar um pedacinho da loja para casa.


(via Mistura Urbana)

16 de nov. de 2009

Insights do TEDxSP

Eu achava que quinze minutos era um tempo muito escasso para fazer uma apresentação, mas nesse final de semana tive a oportunidade de descobrir que estava completamente enganado. A primeira edição do TED no Brasil reuniu no Teatro da Mooca especialistas dos mais variados ramos de atividade, tendo como fio condutor a inovação, e mostrou que quinze minutos são mais do que suficientes para expor com brilhantismo qualquer tema.

O TED, sigla para Technology, Entertainment and Design, e cujo lema é Ideas worth spreading, começou com uma conferência nos idos de 1984, reunindo grandes pensadores com a premissa de disseminar conhecimento e expor idéias para mudar atitudes, comunidades e o mundo. Desde então o evento foi crescendo em escala exponencial. Ocorre anualmente na cidade de Long Beach, na Califórnia, durante quatro dias.

Bill Clinton, Bono Vox, JJ Abrams (criador da série Lost), Chris Anderson (editor chefe da revista Wired e autor do livro 'A cauda longa'), Jeff Bezos (fundador da Amazon), Al Gore, Stephen Hawking e Peter Gabriel são alguns dos colaboradores do evento.

A primeira edição do TED no Brasil que o blog Mosca Branca acompanhou nesse final de semana foi primorosa em todos os sentidos: palestrantes, conteúdo, diversidade de assuntos, organização, amplitude e grandiosidade do público que esteve presente. Em breve, todas as apresentações estarão disponíveis na íntegra aqui. Enquanto isso, confira abaixo alguns dos insights apresentados:

Bicicleta de Bambu

O bambu é uma uma planta que consegue ser versátil e eficiente ao mesmo tempo. Uma de suas principais vantagens é agregar, em um mesmo material, flexibilidade e resistência. Graças a essas características ele é aplicável nas mais diversas áreas, podendo ser usado para várias finalidades. Uma delas, bem original, é o transporte.

O designer brasileiro Flávio Deslandes pesquisou durante alguns anos as propriedades do bambu. Após esse tempo de estudo, ele projetou uma bicicleta cuja armação, ao invés do tradicional alumínio, é feita de, vejam só, bambu!

O modelo custa a partir de EUR $ 3.800,00 e já vem sendo produzido na Dinamarca. Para maiores informações, clique aqui

Os montadores de paredes

Valério Dornelles inventou uma nova forma de levantar paredes - e sua inspiração foi o filho de 7 anos brincando com Lego. Criado em 2000, o novo sistema de construção é baseado em tijolos de tamanhos diferentes, que podem ser encaixados da mesma forma que as peças do brinquedo. O novo sistema foi patenteado e deu vida ao que hoje é a Tecno Logys, que já conta com mais de 15 mil apartamentos montados no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Os blocos permitem erguer paredes com o dobro da velocidade tradicional, mas o manuseio do material é mais complexo e demanda treinamento. Para isso, foi criada uma escola de pedreiros que, de acordo com a proposta da empresa, passaram a ser chamados de 'montadores de parede'. O método foi incluído entre as 1001 maiores inovações brasileiras pela consultoria Monitor Group.

A água que vem do ar

O publicitário Danilo Mendes abandonou o universo das grandes empresas para participar da fundação de uma start-up em um segmento cada vez mais crucial para o mundo: água. A empresa que ele criou, a HNF Water, criou uma máquina que extrai a água da umidade do ar. A solução foi apresentada recentemente em Riad, capital da Arábia Saldita, que sofre terrívelmente com a escassez de água, e foi bastante elogiada. Outro uso que vem sendo estudado é nas sessões de hemodiálise.

Nós do Morro

Em 1986, Guti Fraga criou no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, um grupo de teatro com jovens da favela que ganhou o nome de 'Nós do Morro'. Em mais de duas décadas, foram encenadas 75 peças que mudaram a vida não só de quem assistiu, mas de quem atuou. Conheça um pouco mais sobre esse maravilhoso projeto, que emocionou a todos no TED, assistindo ao vídeo abaixo:



Já ouviu falar de Gabi Amarantos? Deveria.

Sabe qual foi a única exigência que Chris Anderson, editor chefe da cultuada revista americana Wired e autor dos best sellers 'A Cauda Longa' e 'Free', fez ao vir ao Brasil no final do ano passado? Conhecer Gabi Amarantos. Nunca ouviu falar? Tudo bem, eu também não a conhecia.

Fui apresentado a ela na palestra do genial Ronaldo Lemos, um dos maiores especialistas em direitos autorais do Brasil e autor do livro 'Tecnobrega - O Pará reinventando o negócio da música'. Gabi Amarantos é a vocalista da banda Tecnoshow, um dos maiores expoentes do tecnobrega. O ritmo é uma síntese da mistura da música eletrônica e da cultura de DJs com a canção romântica brasileira, o pop internacional, o calypso e outros ritmos tradicionais do norte do país.

O principal meio de divulgação do gênero são os bailes organizados pelas “aparelhagens”, equipes de som que competem pela atenção do público tanto por meio do áudio como com cenários de palco mirabolantes e shows de efeitos especiais e iluminação.

Além do Tecnoshow, as principais bandas e aparelhagens paraenses de tecnobrega são Tupinambá, AR-15, Companhia do Tecno, Beto Metralha, Poderoso Rubi, Banda Mega Pai-D'Égua e Príncipe Negro.

O funcionamento: as bandas e DJs gravam de uma a quatro músicas num estúdio (normalmente caseiro). Mandam as canções para rádios e aparelhagens. Os camelôs compilam as músicas de maior sucesso em um CD e vendem nas ruas. O CD custa entre R$ 3 e R$ 4; um DVD, R$ 10. São 400 cds e 100 dvds por ano em um mercado que movimenta cerca de R$ 2 milhões por mês.

Vote na Web

Lançado oficialmente no TED, Vote na Web é uma iniciativa bem bacana, ancorada em um site na Internet, onde você pode ver e votar nas leis em pauta na Câmara e no Senado e comparar suas posições com o resultado da votação dos políticos.

Pode também acompanhar o representante em quem votou e ainda ver o seu grau de afinidade com os políticos. Uma ferramenta incrível para favorecer um voto mais consciente e realmente capaz de representar os interesses de cada um. Vale conhecer

Many Eyes

A pesquisadora brasileira Fernanda Viégas, Ph.D pelo Media Lab, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), acredita que a forma como as pessoas vêem as informações e conseguem estabelecer relações entre elas faz a diferença para o debate público de ideias e para o engajamento dos cidadãos na realidade. Por isso, especializou-se em visualização de dados e fundou, com Martin Waterbarg, o site Many Eyes, mantido pela IBM dos Estados Unidos.
O site é uma experiência colaborativa que analisa os impactos das técnicas de divulgação de informações sobre o debate público. Além de acessar e comentar gráficos que apresentam de forma visual estatísticas tão distintas quanto o índice de desemprego americano por estado e os termos mais associados por homens e mulheres ao assunto suicídio no Google, qualquer pessoa pode criar seus próprios gráficos usando os data sets disponíveis. Na era da chamada 'obesidade da informação', um projeto mais do que pertinente.

NAVE

“A única coisa que pessoas enterradas há meio século no brasil achariam absolutamente normal se revivessem hoje seriam as escolas". Essa frase proferida por Silvio Meira em uma de suas palestras sobre tecnologia da informação reflete o quanto as nossas escolas ainda estão atrasadas em relação ao mundo e aos meios digitais em matéria de educação e modus operandi das dinâmicas escolares.

Pensando nisso, o Governo do Estado do Rio de Janeiro - através de sua Secretaria de Estado de Educação e de Cultura - em parceria com a Oi Futuro (núcleo de responsabilidade social da empresa Oi) iniciaram o projeto NAVE (Núcleo Avançado em Educação) que nada mais é do que o conceito de escola do Futuro.

O NAVE é o Colégio Estadual José Leite Lopes. Na parte da manhã o colégio segue a grade curricular normal do MEC como qualquer outro colégio. Mas à tarde os 600 alunos podem se deliciar com os ensinamentos do mundo digital. Nessa grade, há matérias variadas como Programação de games, Roteiros para Mídias Digitais, Geração Multimídia, TV Digital, etc. Este seguimento do NAVE é chamado de Fábrica de Cultura Digital.

A meta do NAVE é preparar jovens que, no futuro, possam ter facilidade para exercer profissões modernas como, por exemplo, roteiristas, programadores, designers e gestores para atuar em TV digital, internet, celular e jogos eletrônicos. Recentemente, a escola Cícero Dias no Recife também passou a adotar o modelo.

Pedalando e Educando

Em 2001, impulsionado por um desejo em viajar pelo mundo, o arquiteto mineiro Argus Caruso Saturnino desenvolveu um projeto educacional chamado "Pedalando e Educando", que consistia em passar às crianças de escolas públicas o conhecimento e a experiência adquirida nas localidades que percorria.

Através da Internet, as escolas receberam perodicamente um material didático inovador com fotos e textos relatando a aventura de volta ao mundo de bicicleta. Toda a viagem foi elaborada para utilizar-se de rotas que potencializam o interesse pela História, Geografia e o dia a dia dos locais visistados. O objetivo era que o material fosse utilizado em sala de aula para discussão com um profissional de ensino.

Durante três anos e meio, Caruso pedalou por 28 países, percorrendo 35 mil quilômetros pelas rotas tradicionais, como a Inca e a da Companhia das Índias Orientais, registrando em textos e imagens as peculiaridades e as culturas dos países que visitou. Sua aventura começou em dezembro de 2001, em Cordisburgo, no interior mineiro. De lá, a expedição solitária a bordo da "magrela" passou pela Bolívia, Peru, Tanzânia, Quênia, Egito, Jordânia, Síria, Turquia, Líbano, Irã, Grécia, Romênia, Hungria, Croácia, Eslovênia, Itália, França, Inglaterra, Índia, Nepal, Tailândia, Laos, Camboja, Malásia, Indonésia, Timor Leste e Austrália.

Em janeiro de 2010, Caruso inicia a nova fase do projeto, agora denominado "A Escola do Mundo", no qual vai percorrer cidades do Norte e do Nordeste do Brasil, levando esses relatos e fotos para crianças dessas localidades.

Farmácias Vivas

O uso de ervas medicinais, muitas delas cultivadas no fundo do quintal, é uma prática secular baseada no conhecimento popular e transmitido oralmente, na maior parte das situações. É difícil encontrar alguém que não curou a cólica infantil com camomila ou erva-doce ou o mal estar de uma ressaca com chá de folhas de boldo, sem qualquer receita médica.

Numa população com baixo acesso a medicamentos, como a brasileira, agregar garantias científicas a essa prática terapêutica traz variadas vantagens. Esse é o pressuposto que deu origem ao projeto “Farmácias Vivas” que apóia pessoas carentes que não tem condições de comprar medicamentos. Para eles, a única opção é utilizar remédios da natureza ou dos vendedores de ervas.

Nas farmácias vivas, os medicamentos são preparados em laboratório de fitoterápicos sob responsabilidade de um farmacêutico especialmente treinado. Para sua administração, o princípio ativo é mantido nas plantas (e não isolado como faz a indústria farmacêutica) na forma de chás, xaropes, tinturas e cápsulas gelatinosas.

O projeto foi criado no Ceará, mas hoje também está presente em Brasília, no Piauí e no Pará.

Central da Periferia

Para finalizar esse post, não poderia deixar de fora a provocante e entusiasmante palestra da atriz e apresentadora da TV Globo, Regina Casé. Ela trouxe ao palco do TED suas descobertas na produção do programa Central da Periferia, criado em 2006, em que pela primeira vez na história dos veículos de comunicação de massa, a cultura original das favelas e comunidades carentes pôde ser mostrada de fato como é, sem maquiagens ou juízos de valor.

Vale a pena assistir os dois vídeos abaixo que registram os melhores momentos do programa que, como a própria Regina Casé disse em sua apresentação, infelizmente ainda esbarra no nojinho da 'elite pseudo intelectual' pela autêntica produção cultural da periferia.



29 de out. de 2009

Transmedia

O mundo mudou radicalmente nos últimos anos. As novas mídias começam a fazer com que o público deixe de ser apenas receptor de informações, e passe também a transmitir conhecimento.

No vídeo abaixo, Henry Jenkins, professor e diretor do programa de Estudos de Mídia Comparada do MIT e autor do livro Cultura da Convergência, investiga o alvoroço em torno das novas mídias e expõe as importantes transformações culturais que ocorrem à medida que esses meios convergem.

12 de out. de 2009

Em alto e bom som

Quer enviar uma mensagem que será ouvida nos fiordes da Noruega? Ligue para o número indicado na imagem acima e, assim que for atendido, tudo o que falar será projetado por 3 megafones colocados a 7 metros de altura no topo da montanha Bergskletten.

A sua mensagem será projetada sobre os vales e a vila de Dale que se situa alguns metros mais abaixo. O Telemegaphone, genial estratégia de buzz marketing da Unsworn Telecom, é alimentado por energia eólica, por isso se não existir vento, ele não funcionará. Logo a sua chamada não será atendida.

Ligue e expresse seus sentimentos em alto e bom som. O valor da chamada será a do seu tarifário internacional.

Assista abaixo um vídeo demostrativo.

24 de ago. de 2009

O Twitter e a Evolução da Comunicação

Esse cartoon, feito por Mike Keefe, pode ser explicada pela afirmação do nobel de literatura José Saramago sobre o Twitter:

“Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.”
Concordam?

3 de ago. de 2009

Uma nova forma de utilizar
a mídia exterior

Enquanto alguns desprezam e ignoram o Twitter, outros enxergam oportunidades coerentes na hora de usar o microblog em campanhas de marketing. O diretor de assuntos digitais da norte-americana Clear Channel Outdoor pensou em uma estratégia inteligente que, via Twitter, pode permitir que as empresas atualizem suas promoções em tempo real.

Para testar a novidade, Ryan Frazier criou uma conta no Twitter e começou a enviar mensagens de 140 caracteres a partir do seu BlackBerry para uma dezena de outdoors espalhados em Tampa Bay, nos Estados Unidos.

As mensagens testes estão chamando a atenção de muita gente. De acordo com Frazier, desde que ele começou a enviar tweets para os outdoors, a Clear Channel já foi contatada por várias empresas.

A esperança é ver, daqui para frente, uma nova forma de utilizar a mídia exterior integrada com uma ferramenta que cresce e se populariza a cada dia.

Veja aqui uma reportagem exclusiva com Frazier.

(via ADivertido)

29 de jun. de 2009

Revistas on demand

Para todos que já sonharam em criar sua própria revista em cores lustrosas dedicada a um hobby, como fotografia ou viagem, os altos custos e a inconveniência da impressão representavam uma grande barreira. Gráficas tradicionais cobram milhares de dólares adiantados para ligar as máquinas e imprimir uma centena de cópias de uma revista.

Com um novo serviço na web chamado MagCloud, a Hewlett-Packard espera tornar a produção de uma revista mais fácil e barata do que fazer fotocópias em uma loja local. Aspirantes a editor precisam cuidar de sua própria redação e trabalho de design, enviando um arquivo em PDF de sua criação pela internet para os arquivos do MagCloud. A HP delega os serviços de impressão a parceiros espalhados pelo mundo e cuida da cobrança e da entrega para as pessoas que encomendam a revista.


O serviço já está produzindo mais de 300 revistas sobre os mais diversos assuntos, de fotografia e música a história aeroespacial. São publicações de nicho como a Alive Magazine, uma revista feminina cabeça que vende apenas 100 exemplares e a inglesa Film & Festivals, que fala sobre cinema independente.

O serviço custa o equivalente a R$ 0,44 por página.

23 de jun. de 2009

Newsgames - Veículos do mundo todo estão cada vez mais atentos a esse novo formato de comunicação digital


Salvar o mundo de terroristas, lançar tortas na cara de personalidades ou fazer o jogador Ronaldo, o 'Fenômeno', correr até perder peso. Esses são alguns exemplos de acontecimentos do cotidiano que viraram jogos para computador, os conhecidos newsgames ('jogos-notícias'). Entre os mais recentes estão o 'Shoes at Bush', em que o jogador deve tentar acertar o ex-presidente americano, como ocorreu no famoso episódio com o jornalista iraquiano.


O 'Rihana's Revenge', outro jogo recente, permite esmurrar o ex-namorado da cantora, Chris Brown, acusado de tê-la agredido. E o brasileiríssimo 'Padre Voador' continua sendo bastante procurado. Nesse newsgame, o jogador deve eliminar obstáculos para que o religioso plane sossegadamente com seus balões.


De política a celebridades, os newsgames se popularizaram por toda web, basta existir uma notícia de relevância para virar animação. Um dos maiores projetos desenvolvidos na área é o Croopier, uma plataforma de jogos online que tem como fonte de inspiração notícias de interesse social. Semanalmente novos jogos são publicados sobre paraísos fiscais, eleições políticas, guerras e o dia-a-dia das celebridades. O projeto é administrado por designers americanos e representa um importante trabalho de pesquisa sobre comunicação e novos formatos narrativos.
Ao que tudo indica, não se trata de uma simples ferramenta de entretenimento, mas de uma mudança na comunicação digital. A taxa de retenção de informação em um newsgame, segundo Howard Finberg, um dos diretores do Poynter, um dos principais sites sobre jornalismo online do mundo, é de 70 a 80%, enquanto em um meio com texto e algum elemento multimídia – áudio ou vídeo – é de apenas 50%. O que está em jogo, portanto, é uma nova forma de produção e circulação de notícias.


Esse conceito de 'newsgame' surgiu em 2003 nos Estados Unidos, quando portais de notícias começavam a experimentar novos formatos de informação, e vem se disseminando sobretudo nos períodos eleitorais, como aconteceu no ano passado. Foi quando a MSNBC lançou o Race to Whitehouse, onde dois animais – um elefante [republicanos] e um burro [democratas] – tentavam chegar à Casa Branca e no meio do caminho iam arrecadando dinheiro. Foi também quando a CNN colocou no ar o Presidential Pong, onde o internauta jogava tênis com os pré-candidatos à presidência dos EUA. E, finalmente, quando o USA Today lançou o Candidate Match Game, um jogo que ajudava os eleitores indecisos a escolher o seu pré-candidato às eleições.


O Brasil já tem uma produção diversificada de animações interativas. O primeiro newsgame brasileiro foi 'Nanopops Políticos', em que o jogador deve acertar o nome do personagem político por meio da imagem. Em 2008, o portal mineiro UAI, por sua vez, lançou um jogo em que o internauta dava sua opinião sobre as características dos candidatos à prefeito, relacionando temas de interesse do município - no fim do jogo, o eleitor verificava qual político tinha o pensamento mais próximo com o dele.


O Estadão marcou um verdadeiro gol de placa ao lançar, há poucos dias, o Desafio de Craques, um dos newsgames mais interessantes e produzidos hoje na web brasileira. Desafio de Craques nada mais é do que um Super Trunfo de atuais ou antigos ídolos do futebol nacional. Ao todo, são 48 cartas, mostrando o desempenho de jogadores durante a história Campeonato Brasileiro, que oficialmente começou em 1971.


Entre as produtoras pioneiras na área destacam-se a Persuasive Games, a Serious Games e a Newsgaming.