A radical aversão de Vladimir Nabokov a praticamente qualquer tipo de ilustração para a capa das edições de Lolita era bastante conhecida, sobretudo nas duas últimas décadas da sua vida, que corresponderam à sua fama mundial. Motivo principal: ele não queria, em hipótese alguma, a representação de meninas - o que, como podemos ver pela imagem abaixo, foi um recurso usado em 99% dos casos.
"Lolita é ficção da minha imaginação. Quando pensei no tema, não pensei em nenhuma garota especificamente. Na verdade, eu não conheço meninas tão bem, apenas as havia encontrado socialmente ao longo da vida", disse Nabokov em uma entrevista.
Não bastasse, portanto, o desafio de criar uma capa que remetesse a um tema difícil de uma forma leve, inteligente, e ainda sem deixar de ser perturbadora, os ilustradores convidados para o projeto Lolita: The Story of a Cover Girl, ainda tinham esse 'peso' nas costas.
Foram 80 craques convidados pelos editores John Bertram e Yuri Leving para a tarefa de reimaginar Lolita sem revelar sua identidade que, a bem da verdade, pertence exclusivamente a cada subconsciente, concorda?
Confira algumas pérolas da obra, disponível na Amazon
Criada por Jamie Keenan
Criada por Barbara deWilde
Criada por Peter Mendelsund
Criada por John Fulbrook III
Criada por Ben Wiseman
Capa criada por Linn Olofsdotter
Capa criada por Michael Bierut
Capa criada por Ellen Lupton
Capa criada por Paula Scher
Capa criada por Andy Pressman
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14 de ago. de 2013
1 de ago. de 2013
Viva Nelson, o Rodrigues!
Premiado pela Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro com o Prêmio João Saldanha de Jornalismo Esportivo, na categoria TV, o episódio “Viva Nelson, o Rodrigues“, do programa SporTV Repórter, é uma das melhores produções da TV brasileira dos últimos tempos.
Imperdível para aqueles que gostam de futebol e para os fãs da obra do magistral Nelson Rodrigues.
O SporTV disponibilizou a íntegra neste link. Não perca.
(Dica do Ricardo Lombardi)
28 de fev. de 2013
Seria o folhetim a solução para não ter que ficar comprando livro que você corre o risco de parar de ler na metade?
Depois de fazer fama com romances tradicionais, entre eles o
premiado Abril
Vermelho, o escritor peruano radicado na Espanha Santiago Roncagliolo acaba
de restaurar um formato de literatura bastante comum no século XIX e que pode,
paradoxalmente, ser um sopro de inovação nessa era em que ninguém tem tempo
para nada: o folhetim.
Sua nova obra, Oscar y las
mujeres, é um ficção dividida em nove fascículos, que estão sendo vendidos
a 0,99 euro cada e que, finda a edição seriada digital, ganhará um volume em
papel. A história é protagonizada por um autor de telenovelas que, depois de
ser deixado pela mulher, vê-se em frente a um bloqueio criativo.
“A vantagem para o leitor é que ele paga de acordo com o que
lê. Se a história não o prende mais, poderá saber uns 20 euros antes que se
tivesse gastado com a edição em papel. Cabe aos escritores, do outro lado,
trabalhar para seduzir o leitor a cada página, o que, no fim, não será ruim
para a qualidade do texto”.
Como eu sou um daqueles que deixa muito livro pela metade,
achei a ideia bastante interessante. E você?
Referência: Galileu
Referência: Galileu
30 de jan. de 2013
The Graphic Canon - Uma obra definitiva que reúne as versões de mestres dos quadrinhos para as grandes obras da literatura mundial
Ler - ou reler - obras essenciais da literatura narradas no
formato de quadrinhos. Essa é a premissa da série "The Graphic Canon", cujo terceiro e último volume acaba de ser lançado. A editora é a norte- americana Seven Stories. No Brasil, a obra permanece inédita.
O editor da trilogia de quase 1500 páginas, Russ Kick, sabe da encrenca que pode significar verter livros clássicos para o formato de gibis - a transição costuma torcer o nariz de alguns puristas. Diplomático, diz que o intuito é “apenas demonstrar que essas histórias ainda tem significado" ao apresentá-las de uma nova maneira.
(Jane Eyre de Charlotte Brontë)
(Moby Dick de Herman Melville)
Procurados
pelo editor, os artistas convidados - Robert Crumb, Will Eisner, Gris Grimly, John
Coulthart, Bill Sienkiewicz, entre outras feras - puderam escolher as obras que iriam desenhar
a partir de uma lista ou sugerir outros títulos. Detalhe: ninguém optou por "Finnegans Wake"
de James Joyce!
(O Corvo de Edgar Allan Poe)
(Lord Byron - She walks in Beauty)
(Orgulho e Preconceito de Jane Austen)
(Folha de Relva de Walt Whitman)
20 de set. de 2012
The Bookshop Band
Músicas sobre literatura. Esse é o viés escolhido pelo trio Beth Porter, Ben
Please e Poppy Pitt, que desde 2010 se apresenta em livrarias e eventos literários na Inglaterra.
A lista completa das músicas e a indicação dos livros inspiradores podem ser encontradas no site da banda.
Abaixo, 'A Different Path', inspirada em 'A Perfectly Good Man' de Patrick Gale, lançada ontem no canal da banda no Vimeo
13 de set. de 2012
Que tal comprar um livro no sebo atracado logo ali???
O Book Barge é um sebo itinerante que que funciona em um barco. Ele percorre as hidrovias do Reino
Unido a uma velocidades de 4 milhas por hora (embora geralmente fique
ancorado em Staffordshire).
A proprietária, Sarah Henshaw, inspirou-se no movimento slow food para transformar o barco que adquiriu em 2009 em abrigo para prateleiras e mais prateleiras de relíquias literárias. Ela explica o porquê: '...esperamos promover um estilo de vida menos apressado e cheio de prazeres ociosos, xícaras de chá, conversas, cultura e, claro, bons livros... Eu esperava que, ao criar um espaço como esse, os clientes percebessem como livrarias independentes podem oferecer uma experiência de compra mais agradável que encontram on-line ou nas prateleiras de supermercados.'
O Book Barge oferece ainda sessões de “biblioterapia”. Por meio de uma boa conversa com cada cliente, os tripulantes da navegação estão aptos a sugerir obras que possam completar as atuais preferências literárias da freguesia, além de desvendar aspectos do seu “leitor interior” ainda desconhecidos.
Na página do Facebook (sim, o barco tem uma fan page e um perfil no Twitter), você encontra maiores informações.
Adorei a ideia!
(via Flavorwire)
A proprietária, Sarah Henshaw, inspirou-se no movimento slow food para transformar o barco que adquiriu em 2009 em abrigo para prateleiras e mais prateleiras de relíquias literárias. Ela explica o porquê: '...esperamos promover um estilo de vida menos apressado e cheio de prazeres ociosos, xícaras de chá, conversas, cultura e, claro, bons livros... Eu esperava que, ao criar um espaço como esse, os clientes percebessem como livrarias independentes podem oferecer uma experiência de compra mais agradável que encontram on-line ou nas prateleiras de supermercados.'
O Book Barge oferece ainda sessões de “biblioterapia”. Por meio de uma boa conversa com cada cliente, os tripulantes da navegação estão aptos a sugerir obras que possam completar as atuais preferências literárias da freguesia, além de desvendar aspectos do seu “leitor interior” ainda desconhecidos.
Na página do Facebook (sim, o barco tem uma fan page e um perfil no Twitter), você encontra maiores informações.
Adorei a ideia!
(via Flavorwire)
29 de ago. de 2012
Será mesmo pura ficção?
Emily Dickinson disse, há mais de cem anos atrás, que 'não há fragata como um livro para nos levar para terras distantes'. E é a mais pura verdade ... Porém, para a educadora Jessica Wise, a literatura vai muito além do que entreter ou expiar as angústias do mundo. As ficções determinam a nossa forma de ver as coisas e moldam nossos pontos de vista e perspectivas muito mais do que se possa imaginar!
17 de mai. de 2012
Você pode já ter lido Hemingway. Mas e ver, já viu?
Há 84 dias que Santiago, um velho pescador, não apanhava um único peixe.
Por isso já diziam se tratar de um salão, ou seja, um azarento da pior
espécie. Mas Santiago possui têmpera de aço, acredita em si mesmo, e
parte sozinho para o mar alto, munido da certeza de que, desta vez, será
bem-sucedido no seu trabalho...
Talvez você já tenha lido essa história, mas garanto que você nunca a enxergou dessa forma:
Talvez você já tenha lido essa história, mas garanto que você nunca a enxergou dessa forma:
Essa brilhante animação foi feita pelo alemão Marcel Schindler
2 de mai. de 2012
A Arte Reinventada
A arte nunca pode ser vista como um fim em si mesma. Arte
inspira arte, se recria e se dissemina num ciclo interminável.
Uma bela amostra dessa máxima pode ser vista nos três
projetos pinçados abaixo. Clássicos da literatura transformados em ilustrações
que viraram blogs e vai saber onde vai parar tudo isso... Grandes exemplos do
que se convencionou chamar de remix
culture. Haja talento e disposição!
Wake in Progress - Se já é difícil ler James Joyce, imagine
ilustrar James Joyce?! Pois essa é a missão do ilustrador Stephen Crowe. Desde
fevereiro de 2010, ele se ocupa em ilustrar cada página de Finnegans Wake e
registrar os desenhos no blog
do projeto. Não satisfeito, ele ainda consegue bolar, eventualmente, mais de
uma versão de ilustração para cada página... Sem palavras!
Every Page of Moby
Dick – Ilustrar cada uma das 552 páginas do clássico de Herman Melville foi
a vida de Matt Kish nos últimos dois anos. Deu
tão certo que virou livro - Moby-Dick in Pictures: One Drawing for Every Page.
Word Bible Designs – A
proposta de Jim LePage
é tão ousada que pode ser vista como uma verdadeira prova de fé. Consiste em
recriar com infografias, minimalismos e outros elementos gráficos citações de
todos os livros da Bíblia Sagrada.
Impressionante!
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