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24 de mai. de 2013

SolarKiosK - Uma grande ideia para acabar com a escuridão na África

SolarKiosK é o primeiro quiosque do mundo 'alimentado' inteiramente por meio de energia solar ou, como chamam seus criadores, a empresa alemã SolarKiosk GmbH, uma “unidade de negócios autônoma”. 


Instalado no ano passado num vilarejo da Etiópia, um dos países mais pobres do mundo, ele vende de tudo: alimentos, pilhas, lanternas, bebidas, medicamentos, cartões para celular, entre outros produtos típicos de um posto comercial convencional. Seu diferencial, no entanto, reside da oferta de energia, limpa e renovável, produzida pelos painéis solares no teto. O sistema fornece eletricidade para uma geladeira que funciona como frigorífico comunitário e também para recarga de aparelhos celulares ou computadores.


Dependendo das condições do local, dá até para oferecer TV, internet e música. As luzes também fornecem uma alternativa mais segura e mais barata para as lâmpadas de querosene, que são frequentemente usadas por famílias da região e emitem gases perigosos.

O próximo passo é expandir o projeto para as regiões mais remotas de toda a África, onde 800 milhões de pessoas não têm acesso à energia. Cada um desses quiosques vai ser operado por um membro da comunidade local, que receberá treinamento específico.


12 de jan. de 2012

The People's Supermarket

Uma minirrevolução silenciosa de modelo de negócios! Essa é a maneira como muita gente tem interpretado a ascenção meteórica do People's Supermarket, uma experiência londrina que acaba de completar um ano e meio de vida e que vem dando muito o que falar.


Na inauguração da empreitada, dia 1º de junho de 2010, funcionava assim: o cliente tinha de pagar 25 libras (cerca de 75 reais) por ano para se associar ao supermercado. Se trabalhasse quatro horas por mês na loja, varrendo o chão, tirando o lixo, fazendo pão ou operando o caixa, ganharia 10% de desconto em todas as compras. Em 24 horas, a loja tinha 100 associados. Hoje, 18 meses depois, são 1.100. E a sorridente Kate Bull, CEO da empreitada, está particularmente feliz porque, há menos de uma semana, conseguiu dar um passo importante para o desenvolvimento do negócio: em vez de 10%, os membros passaram a receber 20% de desconto.

O clima é de pressão zero. Voluntários podem até agendar suas 4 horas de trabalho pela internet. Quer saber o resultado? O investimento inicial na loja britânica foi de 175 mil libras, ou 535 mil reais. O faturamento de 2011 é de 1 milhão de libras, ou 2,9 milhões de dólares – um crescimento de 60% em relação ao ano passado.



Em geral, para todo artigo vendido há três opções: um produto barato, um de marca líder e outro ético – orgânico ou produzido na região. Como o item verde costuma vir mais caro do fornecedor, baixa-se a margem de lucro pra estimular o consumo.


Toda a identidade visual da marca, por sua vez, trabalha com o sentido de comunidade e democracia de acesso, em oposição ao elitismo e à ostentação. Além disso, há a preocupação em evitar o desperdício de alimentos e todos os resíduos produzidos na loja são destinados à compostagem.



O supermercado prioriza produtos locais, que incentivam a economia e agridem menos o ambiente, por diminuir as distâncias de transporte. Na geladeira da loja, por exemplo, as cervejas são todas produzidas por microcervejarias do leste de Londres. Foi decisão de assembleia: queremos cervejas locais.

Outra decisão da assembléia: o People’s Supermarket não vende cigarros porque, do outro lado da rua, tem um hospital. Os médicos louvaram a decisão.


Enquanto a assembleia de voluntários dá as cartas nas prateleiras, a CEO Kate Bull espera implantar no futuro o fracionamento de produtos, partindo cada vez mais para a venda a granel. “Em vez de um saco de açúcar, vamos vender uma xícara. Não queremos que você compre demais, como as cadeias fazem, com promoções de 3 pelo preço de 1. Queremos que você compre o suficiente”, conta, mirando uma possível expansão da loja.

21 de out. de 2011

Post-it Sustentável

O estúdio japonês Naruse Inokuma desenvolveu uma opção sustentável para quem adora deixar milhares de post-its espalhados pela mesa de trabalho.


O Ie-Tag, como o produto foi chamado, é confeccionado a partir de resíduos de casas e prédios demolidos. Outro aspecto interessante é que, depois de pronta, a pilha de folhas adesivas tem o formato de uma casinha de madeira. 



15 de ago. de 2011

JoJo: meio tênis, meio curativo

A marca JoJo, criada pelos belgas Christoph Nagel e Matthieu Vaxelaire, foi bolada em uma viagem para o Brasil em 2008 e deveria ter virado realidade naquele ano aqui mesmo, contudo acabou ganhando vida um ano depois... na China. Não me pergunte por quê, mas não é difícil imaginar...

Mas vamos ao que interessa: os tênis são produzidos lá na China com 100%  de algodão natural e possuem o cadarço em forma de um curativo – o design foi concebido para passar a ideia de que podemos sim, com pequenas atitudes, ajudar a curar o mundo!


A grande sacada, contudo, é o  processo de produção do tênis. O preceito é: Escolher - Agir - Checar. Primeiro, você escolhe qual modelo quer comprar, depois decide uma causa ambiental para apoiar e, por último, você acompanha os resultados. Na primeira opção, para cada par de tênis vendido, uma árvore é plantada na Nigéria. Na outra, você garante água potável por um ano para um habitante de Serra Leoa.

A mensuração do impacto da atitude do consumidor ao adquirir um produto da marca vai muito além da tradicional prestação de contas da maioria dos projetos de terceiro setor espalhados por aí.  “O crescimento de uma árvore nova ou a construção de uma bomba de água demora mais do que um único dia. A Jojo preza por manter o consumidor atualizado através de seu site com as informações mais concretas possíveis (vídeos, depoimentos e até dados da localização da benfeitoria via GPS Google Earth)

O vídeo abaixo explica como tudo funciona: 



Os tênis custam 79 euros, em média, e podem ser comprados no site da marca.

10 de mar. de 2011

Patagonia Music

Compre uma música, salve o planeta. Essa é a premissa por trás da iniciativa de um alpinista, cem músicos e dezenas de organizações ambientais.

Na Patagonia Music fãs podem desembolsar US$ 0,99 para comprar 22 versões exclusivas de músicas de cantores como Jack Johnson (To the Sea) e bandas como Pearl Jam (Oceans) e Maroon 5 (Wake Up Call). Algumas das músicas são novas, outras são versões ao vivo ou acústicas. A cada semana serão colocadas mais quatro canções à venda e beneficiadas organizações ambientais escolhidas pelos músicos.

Quem lidera a iniciativa é o lendário alpinista Yvon Chouinard, de 72 anos, que criou a empresa Patagonia, uma das maiores empresas de esportes de aventura do mundo. Em entrevista ao jornal USA Today, ele afirma ter fé que os jovens fãs de música vão responder ao apelo para agir. "Os mais jovens estão conscientes. Eles não negam o aquecimento global, tiveram educação suficiente e querem fazer alguma coisa."

28 de jan. de 2011

City Rain

O game City Rain é uma valiosa ferramenta de cunho pedagógico educativo e um exemplo bem sucedido sobre como aliar entretenimento e educação. O game ganhou a Copa do Mundo da Computação, dentre mais de 12 mil projetos de 61 países.


Mistura dos clássicos Sim City e Tetris, o City Rain foi desenvolvido em 2008 por quatro estudantes da UNESP de Bauru. Trata-se, basicamente, de uma combinação de um simulador de construção de cidades e um jogo de encaixa blocos. O objetivo é fazer o melhor planejamento urbanístico e cuidar da natureza levando em consideração a qualidade de vida das pessoas. O jogo exige dos usuários raciocínio rápido e noções básicas de urbanismo e sustentabilidade.

Como um membro da RAIN (Rescue And Intervention Non-profit organization), a tarefa do jogador consiste em resgatar cidades da lista negra antes que elas sejam punidas pelo mundo por serem destrutivas para nossos recursos naturais insubstituíveis. A cidade virtual conta com serviços públicos como hospitais, escolas, corpo de bombeiros, segurança, coleta seletiva de lixo, reciclagem, estações de tratamento de água, usinas de geração de energia, além de parques, casas e prédios.

O download custa $ 9,95 e pode ser feito aqui

Confira o teaser abaixo:



2 de dez. de 2010

Salve seu arquivo como .WWF e salve uma árvore

Você recebe um monte de emails com aqueles avisos padrões alertando: "pense antes de imprimir". Você pensa bastante, mas ainda assim precisa do papel e manda ver no “print..”


Pensando nisso, a WWF da Alemanha criou um formato de arquivo próprio, o .WWF, que simplesmente bloqueia a função “imprimir” do computador. Você decide qual arquivo não precisa de impressão, salva nesse formato, e envia pra quem quiser.

Por enquanto, só existe a versão para Mac, mas prometem uma em breve para Windows também. Você pode fazer o download no site saveaswwf.com

(via B#9)

4 de nov. de 2010

Inovações Emergentes

O respeitável blog TrendWatching, uma referência em tendências de comportamento e consumo na Internet, acaba de publicar uma lista com as 50 maiores inovações mercadológicas vindas de países emergentes. Tirando algumas velhas conhecidas como a chinesa Lenovo e a brasileira Gol, vale destacar aqui alguns achados, seja pelo conceito ou mesmo pela irreverência da empreitada. Confira:  



O One Billion Minds é um projeto indiano que tem como missão engajar 1 bilhão de jovens talentos, capazes de mudar o mundo, através de suas ideias e conhecimentos, lidando com problemas reais em negócios, tecnologia e inovações sociais. Empresas e organizações de todo o mundo disponibilizam um problema real onde os participantes podem contribuir com suas ideias. Os desafios variam desde projetar um brinquedo educacional com o custo de USD 1 até desenvolver uma solução para o problema da eliminação do lixo em Kolkata. Como prêmio pelas contribuições os melhores talentos podem receber, dinheiro, reconhecimento profissional e até mesmo oportunidades de entrevistas de emprego.


A Mirakle Couriers é uma empresa de correios de Bombaim, na Índia, cujo diferencial é empregar apenas pessoas surdas. A ideia é eliminar o estigma social do povo indiano em relação aos portadores da deficiência, que somam cerca de 6% da população do país. Salvo o fundador e o diretor de operações, todos os empregados da Mirakle Couriers são surdos, inclusive os entregadores. A empresa foi fundada por Dhruv Lakra, ex-banqueiro de investimentos. Insatisfeito com a situação estigmatizada na Índia, resolveu fundar a Mirakle em 2008. Para ele, é importante entender que sua intenção é realmente ser um negócio social e não uma forma de caridade.


Da China, vem a marca de calçados OSPOP - cujo curioso significado é 'One Small Point of Pride'. Os sapatos são baseados em um estilo comumente usado por trabalhadores chineses, mas desenvolvidos com materiais de qualidade superior, posicionados a um preço bem salgado de US $ 75 e destinados totalmente para os consumidores ocidentais.

 
No México, o destaque fica por conta da Pink Taxi, uma frota de veículos pintados de cor-de-rosa, dirigidos por mulheres e voltados exclusivamente para a clientela feminina. O serviço se distingue por oferecer uma ideia de mais proteção e segurança, notadamente à noite, além de mimos femininos como kit de make-up, entre outros.


A Kapeh, por sua vez, é  uma marca de cosméticos brasileiríssima, que tem como principal matéria-prima de suas fórmulas o extrato do café do sul de Minas Gerais . Tem esfoliante, shampoo, sabonete, creme corporal, óleo de banho, spray ambiente e hidratante. A marca já está presente em 200 pontos de venda no país e exporta para Portugal e Holanda. A produção é totalmente voltada para a sustentabilidade e proteção do meio ambiente, o que já conferiu à Vanessa Vilela, criadora da marca, uma menção da ONU como uma das maiores empreendedoras do ano passado.


Outra brasileira na lista da TrendWatching é a Ticket to Mind, uma espécie de post-it virtual de relacionamentos. No site, você escolhe seu plano e o computador sorteia algumas datas aleatoriamente em que flores, bichinhos de pelúcia ou chocolates são enviados às pessoas que você mais gosta. O assinante é avisado por e-mail, sms ou telefone cinco dias antes do presente ser enviado, para não ser pego de surpresa. Detalhe: a Ticket to Mind faz questão de lembrar que é absolutamente invisível pra quem recebe os presentes. 


A EcoFaeBrick, por fim, é uma marca da Indonésia que produz tijolos feitos de esterco de vaca. Vinte por cento mais leves e mais resistentes do que os de argila, esses tijolos também ajudam a evitar a degradação de áreas devido à escavação de argila, além de reduzir as emissões de carbono e possibilitar um aumento de renda para fazendeiros locais. A ideia foi vencedora de um prêmio de U$25.000 de uma competição realizada pela Escola de Economia Haas, em Berkeley.

27 de ago. de 2010

Por um design humanitário

Aconteceu esse mês em Nova York e acontecerá no mês de setembro em Washington uma mostra bem pertinente para os dias atuais – a Design for the Other 90%, direcionada para as tendências de design na criação de objetos e produtos para as populações mais carentes. No site da exposição, criada em 2007, os dizeres mais do que contundentes: "A maioria dos designers é focada em criar produtos para apenas 10% da população mundial [a parte mais rica e favorecida]".


As criações são divididas em seis áreas de interesse: água, abrigo, saúde e saneamento, educação, energia e transporte. "Ao mostrar o trabalho de designers que usam suas habilidades e capacidade de invenção para produzir soluções arquitetônicas e de design que realmente afetam problemas de qualidade de vida, o Cooper-Hewitt alerta para a necessidade de um design humanitário", disse o diretor do museu que abrigou a exposição em Nova York, Paul Warwick Thompson.


Projetar produtos para 90% da população [menos favorecida] inclui desenvolver o Q Drum, uma roda/reservatório usada para carregar altas quantidades de água por grandes distâncias na África. Ou ainda o LifeStraw, uma espécie de canudo com filtro usado em regiões carentes, onde as pessoas são obrigadas a tomar água diretamente em poços e rios.


Abaixo, o Big Boda load-carrying bycicle, um projeto de bicicleta de garupa ampliada, que pode suportar o transporte de carga pesada; e o Inclusive Edge Canopy, criado pela Associação de Arquitetônica de Londres em cooperação com a Universidade Federal de Recife, que consiste basicamente uma cobertura de lycra, sobre cabos de aço, que cria uma ampla sombra em áreas de calor intenso.



8 de jun. de 2010

Vasos de Mangá


O destino daquela velha pilha de gibis, revistas e listas telefônicas encostada em algum canto não precisa mais ser, necessariamente, o lixo.


O designer japonês Koshi Kawachi descobriu que antigos mangás umedecidos são ótimos para o cultivo de plantas. A ideia batizada de “Mangá Farming” consiste em amarrar um elástico na base do mangá, encharcá-lo e salpicar algumas sementes entre suas páginas.


O resultado pôde ser visto em uma recente exposição na loja de departamentos Matsuzakaya, em Nagoya.

27 de mar. de 2010

A impressionante história de um saco plástico



O filme acima é a impressionante história de um saco plástico, narrada pelo cineasta alemão Werner Herzog. Sacolas plásticas são práticas. E nós geralmente usamos a mesma sacola para várias funções, como embalar as compras e depois abrigar o lixo doméstico.

O plástico em si não é o vilão da história. Ele é reciclável, em princípio. O problema é que os milhões de toneladas de sacos plásticos que usamos e descartamos são leves demais para valer a pena na coleta feita pelos catadores. E leves o bastante para serem levados pelo vento para os lugares mais inconvenientes.

O resto é o filme.

(via Blog do Planeta)

9 de fev. de 2010

Vapur - A Garrafa Ecológica

Já estamos cansados de saber que o plástico é a matéria prima que demora mais tempo para se decompor, e que o seu acúmulo não faz nada bem para o meio ambiente. Mas já pensou no que fazer para reverter esta situação?
Uma boa ideia vinda de Thousand Oaks, Califórnia, é a Vapur, uma garrafa de água flexível feita para caber na mochila, mala ou até mesmo no bolso quando vazia. Ela pode ser enrolada e guardada com facilidade, é reutilizável e feita com um polímero ultra-resistente livre de BPA.

Pode ser levada à lava louças sem problemas ou mesmo congelada. A capacidade é de 473ml. À venda por $9,00 cada ou $29,95 o pack com quatro. Veja abaixo o video com a demonstração do produto:

19 de dez. de 2009

Flux Chair



Desenvolvida toda em papel e com um design fantástico, a Flux Chair já ganhou prêmios como o Philips Innovation Awards e New Venture por sua criatividade.

Isso porque não é toda cadeira de papel que aguenta uma pessoa pulando em cima dela (aliás, nem algumas normais aguentam isso). Sem contar que não demora um minuto para ser montada e quando desmontada fica no formato de uma grande sacola plana.

Previsão de lançamento no primeiro trimestre de 2010.

(via Com Limão)

16 de nov. de 2009

Insights do TEDxSP

Eu achava que quinze minutos era um tempo muito escasso para fazer uma apresentação, mas nesse final de semana tive a oportunidade de descobrir que estava completamente enganado. A primeira edição do TED no Brasil reuniu no Teatro da Mooca especialistas dos mais variados ramos de atividade, tendo como fio condutor a inovação, e mostrou que quinze minutos são mais do que suficientes para expor com brilhantismo qualquer tema.

O TED, sigla para Technology, Entertainment and Design, e cujo lema é Ideas worth spreading, começou com uma conferência nos idos de 1984, reunindo grandes pensadores com a premissa de disseminar conhecimento e expor idéias para mudar atitudes, comunidades e o mundo. Desde então o evento foi crescendo em escala exponencial. Ocorre anualmente na cidade de Long Beach, na Califórnia, durante quatro dias.

Bill Clinton, Bono Vox, JJ Abrams (criador da série Lost), Chris Anderson (editor chefe da revista Wired e autor do livro 'A cauda longa'), Jeff Bezos (fundador da Amazon), Al Gore, Stephen Hawking e Peter Gabriel são alguns dos colaboradores do evento.

A primeira edição do TED no Brasil que o blog Mosca Branca acompanhou nesse final de semana foi primorosa em todos os sentidos: palestrantes, conteúdo, diversidade de assuntos, organização, amplitude e grandiosidade do público que esteve presente. Em breve, todas as apresentações estarão disponíveis na íntegra aqui. Enquanto isso, confira abaixo alguns dos insights apresentados:

Bicicleta de Bambu

O bambu é uma uma planta que consegue ser versátil e eficiente ao mesmo tempo. Uma de suas principais vantagens é agregar, em um mesmo material, flexibilidade e resistência. Graças a essas características ele é aplicável nas mais diversas áreas, podendo ser usado para várias finalidades. Uma delas, bem original, é o transporte.

O designer brasileiro Flávio Deslandes pesquisou durante alguns anos as propriedades do bambu. Após esse tempo de estudo, ele projetou uma bicicleta cuja armação, ao invés do tradicional alumínio, é feita de, vejam só, bambu!

O modelo custa a partir de EUR $ 3.800,00 e já vem sendo produzido na Dinamarca. Para maiores informações, clique aqui

Os montadores de paredes

Valério Dornelles inventou uma nova forma de levantar paredes - e sua inspiração foi o filho de 7 anos brincando com Lego. Criado em 2000, o novo sistema de construção é baseado em tijolos de tamanhos diferentes, que podem ser encaixados da mesma forma que as peças do brinquedo. O novo sistema foi patenteado e deu vida ao que hoje é a Tecno Logys, que já conta com mais de 15 mil apartamentos montados no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Os blocos permitem erguer paredes com o dobro da velocidade tradicional, mas o manuseio do material é mais complexo e demanda treinamento. Para isso, foi criada uma escola de pedreiros que, de acordo com a proposta da empresa, passaram a ser chamados de 'montadores de parede'. O método foi incluído entre as 1001 maiores inovações brasileiras pela consultoria Monitor Group.

A água que vem do ar

O publicitário Danilo Mendes abandonou o universo das grandes empresas para participar da fundação de uma start-up em um segmento cada vez mais crucial para o mundo: água. A empresa que ele criou, a HNF Water, criou uma máquina que extrai a água da umidade do ar. A solução foi apresentada recentemente em Riad, capital da Arábia Saldita, que sofre terrívelmente com a escassez de água, e foi bastante elogiada. Outro uso que vem sendo estudado é nas sessões de hemodiálise.

Nós do Morro

Em 1986, Guti Fraga criou no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, um grupo de teatro com jovens da favela que ganhou o nome de 'Nós do Morro'. Em mais de duas décadas, foram encenadas 75 peças que mudaram a vida não só de quem assistiu, mas de quem atuou. Conheça um pouco mais sobre esse maravilhoso projeto, que emocionou a todos no TED, assistindo ao vídeo abaixo:



Já ouviu falar de Gabi Amarantos? Deveria.

Sabe qual foi a única exigência que Chris Anderson, editor chefe da cultuada revista americana Wired e autor dos best sellers 'A Cauda Longa' e 'Free', fez ao vir ao Brasil no final do ano passado? Conhecer Gabi Amarantos. Nunca ouviu falar? Tudo bem, eu também não a conhecia.

Fui apresentado a ela na palestra do genial Ronaldo Lemos, um dos maiores especialistas em direitos autorais do Brasil e autor do livro 'Tecnobrega - O Pará reinventando o negócio da música'. Gabi Amarantos é a vocalista da banda Tecnoshow, um dos maiores expoentes do tecnobrega. O ritmo é uma síntese da mistura da música eletrônica e da cultura de DJs com a canção romântica brasileira, o pop internacional, o calypso e outros ritmos tradicionais do norte do país.

O principal meio de divulgação do gênero são os bailes organizados pelas “aparelhagens”, equipes de som que competem pela atenção do público tanto por meio do áudio como com cenários de palco mirabolantes e shows de efeitos especiais e iluminação.

Além do Tecnoshow, as principais bandas e aparelhagens paraenses de tecnobrega são Tupinambá, AR-15, Companhia do Tecno, Beto Metralha, Poderoso Rubi, Banda Mega Pai-D'Égua e Príncipe Negro.

O funcionamento: as bandas e DJs gravam de uma a quatro músicas num estúdio (normalmente caseiro). Mandam as canções para rádios e aparelhagens. Os camelôs compilam as músicas de maior sucesso em um CD e vendem nas ruas. O CD custa entre R$ 3 e R$ 4; um DVD, R$ 10. São 400 cds e 100 dvds por ano em um mercado que movimenta cerca de R$ 2 milhões por mês.

Vote na Web

Lançado oficialmente no TED, Vote na Web é uma iniciativa bem bacana, ancorada em um site na Internet, onde você pode ver e votar nas leis em pauta na Câmara e no Senado e comparar suas posições com o resultado da votação dos políticos.

Pode também acompanhar o representante em quem votou e ainda ver o seu grau de afinidade com os políticos. Uma ferramenta incrível para favorecer um voto mais consciente e realmente capaz de representar os interesses de cada um. Vale conhecer

Many Eyes

A pesquisadora brasileira Fernanda Viégas, Ph.D pelo Media Lab, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), acredita que a forma como as pessoas vêem as informações e conseguem estabelecer relações entre elas faz a diferença para o debate público de ideias e para o engajamento dos cidadãos na realidade. Por isso, especializou-se em visualização de dados e fundou, com Martin Waterbarg, o site Many Eyes, mantido pela IBM dos Estados Unidos.
O site é uma experiência colaborativa que analisa os impactos das técnicas de divulgação de informações sobre o debate público. Além de acessar e comentar gráficos que apresentam de forma visual estatísticas tão distintas quanto o índice de desemprego americano por estado e os termos mais associados por homens e mulheres ao assunto suicídio no Google, qualquer pessoa pode criar seus próprios gráficos usando os data sets disponíveis. Na era da chamada 'obesidade da informação', um projeto mais do que pertinente.

NAVE

“A única coisa que pessoas enterradas há meio século no brasil achariam absolutamente normal se revivessem hoje seriam as escolas". Essa frase proferida por Silvio Meira em uma de suas palestras sobre tecnologia da informação reflete o quanto as nossas escolas ainda estão atrasadas em relação ao mundo e aos meios digitais em matéria de educação e modus operandi das dinâmicas escolares.

Pensando nisso, o Governo do Estado do Rio de Janeiro - através de sua Secretaria de Estado de Educação e de Cultura - em parceria com a Oi Futuro (núcleo de responsabilidade social da empresa Oi) iniciaram o projeto NAVE (Núcleo Avançado em Educação) que nada mais é do que o conceito de escola do Futuro.

O NAVE é o Colégio Estadual José Leite Lopes. Na parte da manhã o colégio segue a grade curricular normal do MEC como qualquer outro colégio. Mas à tarde os 600 alunos podem se deliciar com os ensinamentos do mundo digital. Nessa grade, há matérias variadas como Programação de games, Roteiros para Mídias Digitais, Geração Multimídia, TV Digital, etc. Este seguimento do NAVE é chamado de Fábrica de Cultura Digital.

A meta do NAVE é preparar jovens que, no futuro, possam ter facilidade para exercer profissões modernas como, por exemplo, roteiristas, programadores, designers e gestores para atuar em TV digital, internet, celular e jogos eletrônicos. Recentemente, a escola Cícero Dias no Recife também passou a adotar o modelo.

Pedalando e Educando

Em 2001, impulsionado por um desejo em viajar pelo mundo, o arquiteto mineiro Argus Caruso Saturnino desenvolveu um projeto educacional chamado "Pedalando e Educando", que consistia em passar às crianças de escolas públicas o conhecimento e a experiência adquirida nas localidades que percorria.

Através da Internet, as escolas receberam perodicamente um material didático inovador com fotos e textos relatando a aventura de volta ao mundo de bicicleta. Toda a viagem foi elaborada para utilizar-se de rotas que potencializam o interesse pela História, Geografia e o dia a dia dos locais visistados. O objetivo era que o material fosse utilizado em sala de aula para discussão com um profissional de ensino.

Durante três anos e meio, Caruso pedalou por 28 países, percorrendo 35 mil quilômetros pelas rotas tradicionais, como a Inca e a da Companhia das Índias Orientais, registrando em textos e imagens as peculiaridades e as culturas dos países que visitou. Sua aventura começou em dezembro de 2001, em Cordisburgo, no interior mineiro. De lá, a expedição solitária a bordo da "magrela" passou pela Bolívia, Peru, Tanzânia, Quênia, Egito, Jordânia, Síria, Turquia, Líbano, Irã, Grécia, Romênia, Hungria, Croácia, Eslovênia, Itália, França, Inglaterra, Índia, Nepal, Tailândia, Laos, Camboja, Malásia, Indonésia, Timor Leste e Austrália.

Em janeiro de 2010, Caruso inicia a nova fase do projeto, agora denominado "A Escola do Mundo", no qual vai percorrer cidades do Norte e do Nordeste do Brasil, levando esses relatos e fotos para crianças dessas localidades.

Farmácias Vivas

O uso de ervas medicinais, muitas delas cultivadas no fundo do quintal, é uma prática secular baseada no conhecimento popular e transmitido oralmente, na maior parte das situações. É difícil encontrar alguém que não curou a cólica infantil com camomila ou erva-doce ou o mal estar de uma ressaca com chá de folhas de boldo, sem qualquer receita médica.

Numa população com baixo acesso a medicamentos, como a brasileira, agregar garantias científicas a essa prática terapêutica traz variadas vantagens. Esse é o pressuposto que deu origem ao projeto “Farmácias Vivas” que apóia pessoas carentes que não tem condições de comprar medicamentos. Para eles, a única opção é utilizar remédios da natureza ou dos vendedores de ervas.

Nas farmácias vivas, os medicamentos são preparados em laboratório de fitoterápicos sob responsabilidade de um farmacêutico especialmente treinado. Para sua administração, o princípio ativo é mantido nas plantas (e não isolado como faz a indústria farmacêutica) na forma de chás, xaropes, tinturas e cápsulas gelatinosas.

O projeto foi criado no Ceará, mas hoje também está presente em Brasília, no Piauí e no Pará.

Central da Periferia

Para finalizar esse post, não poderia deixar de fora a provocante e entusiasmante palestra da atriz e apresentadora da TV Globo, Regina Casé. Ela trouxe ao palco do TED suas descobertas na produção do programa Central da Periferia, criado em 2006, em que pela primeira vez na história dos veículos de comunicação de massa, a cultura original das favelas e comunidades carentes pôde ser mostrada de fato como é, sem maquiagens ou juízos de valor.

Vale a pena assistir os dois vídeos abaixo que registram os melhores momentos do programa que, como a própria Regina Casé disse em sua apresentação, infelizmente ainda esbarra no nojinho da 'elite pseudo intelectual' pela autêntica produção cultural da periferia.



21 de out. de 2009

Um novo conceito de WC


Apresentada durante o 100% Design London, a Yonoh Box é um novo conceito de WC. Consiste numa caixa de cantos arredondados literalmente cortada às fatias em que cada uma delas é um módulo com um equipamento específico (pia, vaso sanitário, etc).

Além da flexibilidade que é característica de qualquer sistema modular, a Yonoh Box apresenta outras vantagens. Ela pode ser colocada em qualquer espaço interior, apenas necessitando para funcionar de uma tomada elétrica e de abastecimento e saída de água. Há também a dimensão ecológica, pois a temperatura, o consumo e outros dados são controlados por um processador central que os otimiza.

Várias combinações e personalizações são possíveis e fáceis de conseguir e esta é uma das grandes virtudes do conceito. Veja no vídeo abaixo uma demonstração:



(via Obvious)

14 de out. de 2009

O poder da autenticidade

Hoje em dia, a mídia espontânea é um dos principais canais de divulgação de um artista. Por vezes, muitos deles forçam a barra para tentar gerá-la. Em outras situações, manter suas crenças e seu posicionamento pode ser muito mais poderoso.

Foi o que aconteceu com o cantor Jack Johnson. O artista havaiano de 34 anos, conhecido pelas suaves canções dedilhadas no violão exaltando a natureza, e por um estilo de vida praiano e ambientalista, montou o seu novo estúdio com a preocupação de fazer dele um lugar cujos potenciais danos à natureza fossem os mínimos possíveis. A energia elétrica do Brushfire Records, localizado em Los Angeles, vem de 32 painéis solares no telhado; a casa é isolada com retalhos de calças jeans e equipada com luz fluorescente compacta e privadas que economizam água na descarga.

A concepção do 'estúdio ecologicamente correto' vai de encontro às apresentações de Jack Johnson mundo afora. Ele viaja em suas turnês em um ônibus movido a biodiesel desde 2005, e exige que os locais onde se apresenta comprem créditos de carbono para cada show e ainda reciclem o lixo orgânico.

Enfim, a autenticidade do cantor lhe rendeu centenas de matérias na mídia, como essa da CNN, que você pode assistir abaixo:

(Referência: Buzz Cultural)

26 de ago. de 2009

da estrada

Sinal de tempos em que nada se perde, tudo se transforma, as lonas que tradicionalmente protegem a carga dos caminhões ganharam aplicações nada previsíveis – em tapetes, estofados, calçados e roupa.

1. Conhecida como BR100, a lona de caminhão reciclada pela JRJ passa por um amaciamento e depois é tingida, bordada ou desbotada. Vai bem em toldos, painéis e paredes.Preços a partir de R$ 132 o m².

2. Recém-lançada, a coleção Motivos Locomotiva oferece uma infinidade de padrões, resultado de diferentes métodos de beneficiamento e estamparia. Os preços começam em R$ 180 por m (com 1,40 m de largura).


3. Cada poltrona SP270 é única – prova disso é o carimbo no estofamento, as manchas e os vincos do tecido, que nunca se repetem. Criação do designer mexicano radicado no Brasil Aurélio Martinez Flores, a peça é vendida na Firma Casa.


4. O tênis Cabeção, à venda na loja virtual Tuitá (empresa comprometida com o desenvolvimento sustentável), é feito com lona de caminhão reusada. Sai por R$ 149.

(via Planeta Sustentável)