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25 de abr. de 2012

As tristes crianças de papelão

Refugiado de guerra aos 10 anos, obrigado a viver como órfão por três, o iraniano Ali Golzad conhece 'intimamente' o potencial devastador de uma guerra.


Ele foi e é o exemplo de um cenário que hoje tem proporções devastadoras: estima-se que 20 milhões de crianças são diretamente afetadas por conflitos armados ou violações de direitos humanos ao redor do mundo. 



Golzad faz uso exclusivamente de papelão e tinta para dar corpo à série intitulada "Invisible People", cuja inspiração é justamente denunciar o absurdo das guerras. O objetivo maior é chamar atenção para aqueles que acabam sendo os mais afetados por elas: as crianças.




Os contornos dos frágeis rostos e as expressões endurecidas são impressionantes e... alarmantes!


8 de dez. de 2011

Da Janela do Tanque

Impressionante a série de fotos Iraq Perspective, que o americano Benjamin Lowy produziu de dentro de um tanque de guerra  no Iraque! Seu instrumento de trabalho: um iPhone.







7 de dez. de 2011

O Outro Afeganistão

Quando qualquer menção a este país é feita quase sempre se dá pelos piores motivos. Cenário de guerras sangrentas há várias décadas, o Afeganistão tem sido fustigado por diversos conflitos bélicos, invasões e bombardeamentos. Inevitavelmente, a imagem que criamos desta nação e deste povo é a que a mídia nos traz. Vale a pena, por isso, deixar todos os preconceitos de lado e embarcar nesta visita guiada a um “outro” Afeganistão”.

25 de mai. de 2011

The Voice Project - Uma corrente de covers musicais em prol da paz na África

O Voice Project teve origem num movimento de mulheres africanas que pretendiam chamar a atenção do mundo para uma guerra que há mais de 25 anos assola o sul do Sudão, norte de Ruanda e no Congo, onde tem sido praticadas verdadeiras atrocidades e crimes contra a humanidade, com milhares de vítimas. Muitas destas mulheres foram violadas ou perderam filhos, raptados pelos senhores da guerra envolvidos neste conflito de raízes étnicas.


A grande virtude do projeto está na forma como funciona. Trata-se de uma corrente musical de covers entre artistas de todo o mundo. Algumas canções interpretadas por estas corajosas mulheres foram o primeiro elo da cadeia; em seguida, um artista A fez um cover de uma música de um artista B que ele mesmo escolheu; o artista B, por sua vez, aceitou o desafio e fez um cover de uma música de um artista C, e assim sucessivamente...


Todas as versões ficam registradas em vídeo no site do projeto, onde qualquer pessoa pode fazer uma doação. Já foram arrecadados mais de US$ 50 mil e foram gerados mais 3 milhões de views no Vimeo. Segundo a última edição da Fast Company, ainda este ano será lançado um cd e um dvd.


The Voice Project from The Voice Project on Vimeo.

Confira abaixo alguns belos momentos registrados por meio dessa iniciativa:


Peter Gabriel » Tom Waits from The Voice Project on Vimeo.


Mike Mills » Billy Bragg from The Voice Project on Vimeo.


The Low Anthem » Phosphorescent from The Voice Project on Vimeo.


Broken Social Scene » Modest Mouse from The Voice Project on Vimeo.


Voxhaul Broadcast » Smashing Pumpkins from The Voice Project on Vimeo.

1 de abr. de 2011

Condition One - A realidade virtual chega às notícias

Cenário: Líbia, frente de combate. O jornalista Danfung Dennis, munido de um inovador equipamento de captura de video produziu um documentário que constitui uma revolução em termos audiovisuais.

A imagem captada abrange um ângulo de visão de 360º sendo possível ao espectador uma sensação de total imersão no cenário filmado. A imagem final pode ser vista numa aplicação touchscreen para iPad (em que o espectador desliza com o dedo, movendo o olhar na direção pretendida) ou pode ainda ser projetada num espaço interior circular (tal como um planetário) onde o espectador, situado no seu interior se vê rodeado do cenário de combate como se lá estivesse, efetivamente.

Numa época em que é inevitável a banalização das imagens de guerra devido à avalanche de fotos e videos que todos os dias abarrotam as agências noticiosas, esta nova abordagem promete sacudir o espectador dessa indiferença levando-o a toda uma nova experiência sensorial.




(via Zoomzine)

22 de fev. de 2011

A paz em um cabo de guerra

No ano passado, a Saatchi & Saatchi lançou o desafio The Impossible Brief: um concurso de idéias criativas para levar palestinos e israelenses à paz. A idéia vencedora  propõe um cabo de guerra initerrupto entre equipes de 150 jogadores de cada lado. A criação foi da dupla de publicitários Francesco Basile e Alice Bottaro da McCann Erickson de Roma. Segundo a proposta, com as populações envolvidas no jogo não sobraria tempo para conflitos. Ambos vão participar como convidados do Festival de Cannes deste ano. Confira:




(via CIP)

14 de jan. de 2011

Os Soldados de Papel contra os Senhores da Guerra

O grupo turco Sokak SAVASA Karsi deflagrou recentemente uma arrojada campanha de conscientização que visa combater a guerra e o terror que assolam o país.  

Cobrindo 294 pontos das quatro maiores cidades da Turquia, formas de soldados armados foram recortadas em notícias políticas publicadas em jornais impressos e, em seguida, afixadas em paredes, muros, fachadas, meios de transporte, vidraças, monumentos e postes.

Não deixe de assistir o vídeo case até o surpeendente final com um time lapse de tirar o fôlego! 




7 de set. de 2010

O anti-politicamente correto no tabuleiro

 
"Nós tratamos das coisas mais desagradáveis da vida. 
Coisas que não admitem um simples certo ou errado"

A start-up inglesa TerrorBullGames transforma alguns dos problemas mais graves e complexos do mundo moderno em entretenimento, com jogos de tabuleiro que primam pelo sarcasmo.


War on Terror, seu debut no mercado, lançado em 2006, foi aclamado pela crítica e vendeu mais de 12 mil cópias em 38 países em menos de 18 meses. A proposta do jogo não poderia ser mais irônica: "Construa seu Império conquistando campos de petróleo e financiando terroristas para fazerem o trabalho sujo por você ou combatendo os terroristas que você acabou de financiar e que agora ameaçam seu Império". O melhor é que se o seu Império caísse você não saía do jogo, simplesmente virava um terrorista.


Crunch, por sua vez, foi lançado no embalo da crise financeira que assolou a Europa e os Estados Unidos, e colocava o jogador no papel de CEO de um banco global, cuja tarefa era simplesmente fazer 'o que fosse preciso' para garantir uma aposentadoria confortável e luxuosa.


Mais recentemente, a TerrorBullGames vem apostando suas fichas em print-and-play mini-games
que podem ser impressos gratuitamente e, consequentemente, garantem uma disseminação mais rápida. Operation BP - Bullshit Plug, por exemplo, provocou bastante barulho na mídia no começo deste ano. O objetivo do jogo era mentir, tanto quanto fosse possível, para proteger os interesses financeiros da empresa, em meio à gestão do derramamento de óleo de proporções catastróficas no Golfo do México.
  

Nenhum desses jogos, no entanto, ganha, em termos de controvérsia, do Mosqopoly, lançado agora no final de agosto. A premissa é impedir, 'da maneira que for necessária', a construção do centro cultural islâmico planejado para ser erguido na área conhecida como Ground Zero, o ponto exato onde foram destruídas as Torres Gêmeas, em Nova York. Nas palavras da própria empresa,'um jogo estúpido de racismo, histeria, falsidade e intolerância,  perfeito para levar naquelas reuniõezinhas regadas a chá que você certamente já foi convidado'.

Vale a pena dar uma passada no blog e no canal da TerrorBullGames no YouTube e conhecer um pouco mais dessa iniciativa que não hesita em, como eles mesmos se auto-referenciam, 'brincar com a nossa mente!'

1 de set. de 2010

Surprise!

Vi no Fantástico nesse último final de semana (sim, até que a gente acha algo útil por lá) um trecho desse vídeo que mostra a reação de filhos de soldados americanos surpreendidos pela volta dos pais do Iraque. Não sei se é velho ou novo, mas não tinha como não postar aqui...

7 de ago. de 2010

Túnel do Tempo

Unindo memória e programas de edição de imagem, o fotógrafo russo Sergey Larenkov cria obras incríveis, que mesclam o passado e o presente de seu país através da sobreposição de imagens antigas e recentes.


O resultado: uma série de portais temporais que nos ajudam a contextualizar a guerra na nossa realidade atual.







(via Likecool)

14 de jun. de 2010

A paz através do estômago

Localizado em Pittsburgh, nos EUA, o Conflict Kitchen traz um conceito bastante curioso para o ramo alimentício. O restaurante oferece um menu baseado apenas nas culinárias de países com os quais os Estados Unidos possuem algum conflito. A cada quatro meses, troca-se a culinária, ou seja, o inimigo. Além de oferecer iguarias tradicionais, eles promovem performances e discussões sobre a cultura e política do país em questão.


A primeira formação do restaurante foi batizada de Kubideh Kitchen, e serve comida iraniana. A identidade visual foi feita pelo designer Brett Yasko.


A ideia surgiu de três professores da Carnegie Mellon University School of Art, que receberam uma ajuda financeira de US$ 7 mil de uma agência local. O projeto está previsto para durar um ano.

15 de out. de 2009

Múltiplas linguagens

Lançado no país em 2003 pela editora Conrad, The Photographer é um belo exemplo de nova narrativa jornalística.

A obra, em três volumes, mistura jornalismo e fotografia em preto e branco com a linguagem ágil dos quadrinhos para retratar uma história vivida, fotografada e contada por Didier Lefèvre, escrita e desenhada por Emmanuel Guibert, diagramada e colorida por Frédéric Lemercier.

O pano de fundo é a invasão do Afeganistão pela União Soviética, nos anos 80. Acompanhando uma caravana da ONG Médicos Sem Fronteiras, o livro mostra a trajetória de Didier, a partir da França, de onde saiu em 1986 com quatro câmeras fotográficas na mão, passando pelo Paquistão e culminando na caravana de médicos ao Afeganistão. Além de levar suprimentos, a caravana estava acompanhada dos "mujahidin", guerrilheiros afegãos que na época lutavam contra a invasão soviética.
Um ponto alto é o contato que Lefèvre tem com um repórter alsaciano que faz reportagens especiais para a Der Spiegel e Stern. Colecionador de câmeras Leica, o homem tem um fantástico aparato tecnológico e financeiro para trabalhar – chega a distribuir dezenas de câmeras de vídeo Super-8 entre comandantes mujahidin e volta para buscá-las seis meses depois. É assim que consegue imagens fantásticas, execuções de prisioneiros russos, tortura, coisas assim. Lefèvre sente-se apenas um amador, perto daquele mercenário da notícia.“Por trás desse homem existe um comprometimento político. Aquele dinheiro todo não vem do jornalismo, não é possível”, reflete.

A série ganhou, em janeiro de 2007, o Angoulême, mais importante prêmio de quadrinhos da Europa. Lefèvre morreu algumas semanas depois, aos 49 anos, vítima de um ataque cardíaco.

(Referência: Webmanario)

7 de out. de 2009

Da arte de contar histórias

Você pode contar histórias com palavras, fotos, ilustrações. Pode juntar texto, imagem e som e montar um grande filme. Pode fazer rabiscos e criar uma história em quadrinhos. Kseniya Simonova conta histórias com areia. Ela participou do Ukraine’s Got Talent, a versão ucraniana do reality show famoso em todo mundo por buscar talentos. Mas ela não cantou ou dançou, como faz a maioria. Ela contou uma história...

A jovem de 24 anos impressionou toda a platéia ao elaborar uma série de desenhos, feitos em uma mesa de areia iluminada, mostrando como as pessoas foram afetadas pela invasão alemã, durante a Segunda Guerra Mundial.



No fim, ela escreve, em russo, "você está sempre perto", o que pode ser traduzido para "você estará sempre no meu coração"

(Referência: Polaróides Críticas)

19 de jul. de 2009


O artista Jan Vormann criou um projeto muito bacana em Berlim, o Dispatchwork. Com ajuda de voluntários, cobre vestígios deixados pela Segunda Guerra Mundial com Lego. No final, o que se vê são obras de arte para enfeitar o dia-a-dia daqueles que circulam pelas ruas.

22 de jan. de 2009

O Departamento de Defesa americano tem um programa chamado Small Business Innovation Research, cuja proposta é investir uma verba anual de US$ 2,3 bilhões em projetos inovadores. Uma das últimas 'grandes idéias' foi abrir uma licitação para o desenvolvimento de uma solução de inteligência artificial com o propósito de atender crianças cujos pais estão envolvidos em conflitos e guerras mundo afora e não podem ligar, enviar um e-mail ou acionar uma webcam para se comunicar. Companhias interessadas em participar do projeto têm até o final deste mês para apresentar suas propostas.

A idéia inicial é que a imagem do papai ou da mamãe seja reconstituída na tela do computador e que possa ser acessada a qualquer hora do dia por uma criança, sem a necessidade da ajuda de um adulto. Um aplicativo de reconhecimento de voz permitiria a simulação de conversas do dia a dia, fazendo uso de um verdadeiro arsenal de respostas pré-programadas para cada situação, formuladas por psicólogos.

Estima-se que 80% das crianças americanas com idade entre 3 e 5 anos utilizam computadores regularmente, o que permite ao Pentágono concluir que é uma iniciativa promissora. Sem contar que, hipoteticamente, soldados teriam um desempenho mais eficiente nos conflitos em que estão envolvidos com a certeza de que seus filhos estão bem e tranquilos em casa.

Duro vai ser quando Joãozinho ou Mariazinha, ou melhor, Johnny e Mary, ficarem mais velhos e descobrirem que aquelas mensagens de amor, troca de confidências e declarações de afeto que recebiam quando eram crianças eram, na verdade, obra de robôs.

(referência: Time Magazine)