Mostrando postagens com marcador anti-politicamente correto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anti-politicamente correto. Mostrar todas as postagens

21 de nov. de 2010

A loucura artística de Olaf Breuning


Bizarro, demente, neo punk? Já chamaram o suíço Olaf Breuning de várias coisas... E, talvez ele seja, de fato, um misto disso tudo.


Cruzando fotografia e artes plásticas com uma pitada generosa de um humor pra lá de 'sádico', Olaf cria peças que se destacam pela desconcertante simplicidade.



Vale a pena acessar o site do artista que, aliás, é muito bem bolado, e conhecer seus três livros, Ugly, Home e Queen Mary, todos à venda na Amazon.


18 de nov. de 2010

Internet: a nova esquerda?

O título certamente não poderia ser mais hermético, 'A Taxonomy of Digital Video Remixing: Contemporary Found Footage Practice on the Internet', porém o artigo publicado por Eli Horwatt no jornal online Scope, publicado pelo Institute of Film & Television Studies da University of Nottingham, trata de um tema cada vez mais presente no dia a dia de quem utiliza a Internet: as maneiras que as pessoas estão fazendo uso das técnicas de remix digital para criar peças novas, sobretudo em cinema e publicidade.

O artigo cataloga uma série de exemplos que o autor disponibilizou em um canal no YouTube e que mostram um viés bastante crítico, em sua maioria. "O tom penetrante dessas obras demonstra uma profunda desconfiança da própria mídia - especificamente a voz autoritária do jornalismo e as técnicas de persuasão da publicidade", afirma o autor.  


Relaciono abaixo algumas montagens que, confesso, desconhecia, e que me deixaram de queixo caído pelo impacto da mensagem. Uma coisa que me veio à cabeça que talvez faça sentido: a Internet está se transformando na nova esquerda?!







4 de out. de 2010

Arte ou apologia ao crime?



Desafetos. Você tem alguns? O recifense Gil Vicente, pelo jeito, tem muitos. Tanto que decidiu assassinar alguns deles em sua série de ilustrações, intitulada Inimigos. Realizados entre 2005 e 2006, os desenhos foram feitos em carvão sobre papel e mostram o próprio artista empunhando armas contra diversas personalidades políticas e religiosas, como George Bush, o Papa Bento XVI, Ariel Sharon e Lula.



As obras, expostas na 29ª Bienal de São Paulo, causaram polêmica e garantiram ao artista novos… inimigos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi um deles. Em pedido para que as criações fossem retiradas da mostra, o órgão afirmou que elas fazem uma “apologia ao crime” e não deviam ser expostas ao público.


 

O pedido, no entanto, não foi aceito pelos organizadores da Bienal, que em nota à imprensa, chegaram a declarar que “um valor fundamental da instituição é a independência curatorial e a liberdade de expressão”.
 

E você, o que acha?








(via Zupi)

28 de set. de 2010

Debaixo do Tapete

O projeto Mapping Stereotypes do búlgaro baseado em Londres Yanko Tsvetkov mapeia o politicamente incorreto. Em cartaz os  preconceitos sorrateiros que varrem a Europa de norte a sul, como acontece, diga-se de passagem, em todos os continentes:

A Europa vista pelos ingleses


Na percepção dos franceses


De acordo com os alemães


Na visão dos italianos


E para os americanos


(via 284Blog)

7 de set. de 2010

O anti-politicamente correto no tabuleiro

 
"Nós tratamos das coisas mais desagradáveis da vida. 
Coisas que não admitem um simples certo ou errado"

A start-up inglesa TerrorBullGames transforma alguns dos problemas mais graves e complexos do mundo moderno em entretenimento, com jogos de tabuleiro que primam pelo sarcasmo.


War on Terror, seu debut no mercado, lançado em 2006, foi aclamado pela crítica e vendeu mais de 12 mil cópias em 38 países em menos de 18 meses. A proposta do jogo não poderia ser mais irônica: "Construa seu Império conquistando campos de petróleo e financiando terroristas para fazerem o trabalho sujo por você ou combatendo os terroristas que você acabou de financiar e que agora ameaçam seu Império". O melhor é que se o seu Império caísse você não saía do jogo, simplesmente virava um terrorista.


Crunch, por sua vez, foi lançado no embalo da crise financeira que assolou a Europa e os Estados Unidos, e colocava o jogador no papel de CEO de um banco global, cuja tarefa era simplesmente fazer 'o que fosse preciso' para garantir uma aposentadoria confortável e luxuosa.


Mais recentemente, a TerrorBullGames vem apostando suas fichas em print-and-play mini-games
que podem ser impressos gratuitamente e, consequentemente, garantem uma disseminação mais rápida. Operation BP - Bullshit Plug, por exemplo, provocou bastante barulho na mídia no começo deste ano. O objetivo do jogo era mentir, tanto quanto fosse possível, para proteger os interesses financeiros da empresa, em meio à gestão do derramamento de óleo de proporções catastróficas no Golfo do México.
  

Nenhum desses jogos, no entanto, ganha, em termos de controvérsia, do Mosqopoly, lançado agora no final de agosto. A premissa é impedir, 'da maneira que for necessária', a construção do centro cultural islâmico planejado para ser erguido na área conhecida como Ground Zero, o ponto exato onde foram destruídas as Torres Gêmeas, em Nova York. Nas palavras da própria empresa,'um jogo estúpido de racismo, histeria, falsidade e intolerância,  perfeito para levar naquelas reuniõezinhas regadas a chá que você certamente já foi convidado'.

Vale a pena dar uma passada no blog e no canal da TerrorBullGames no YouTube e conhecer um pouco mais dessa iniciativa que não hesita em, como eles mesmos se auto-referenciam, 'brincar com a nossa mente!'