19 de ago. de 2009

Bebedouro do Futuro

O Projeto Source, do designer Oliver Craig, é uma inovação para o mercado de distribuição de água. O sistema requer que as lojas instalem uma fonte fornecedora de água, onde o consumidor terá o trabalho apenas de plugar a sua garrafa, utilizando-a sempre em qualquer recarga.

O sistema é extremamente ambiental, preocupando-se essencialmente na redução do descarte de lixo. Para encher a garrafa, o consumidor precisa apenas plugá-la num totem alimentador que já terá água filtrada. Sem lixo, sem desperdícios.
Colmeia Corporativa

A sede da agência de notícias financeiras Bloomberg, em Manhattan, é mais do que uma arquitetura arrasadora. Seu ponto principal lembra os favos de uma colmeia, com funcionários expostos em cada nível.

Edificado sobre os andares do escritório onde o fundador, Michael Bloomberg, atual prefeito de Nova York, iniciou sua trajetória de sucesso há quase cinquenta anos atrás, o prédio inteiro é desprovido de paredes e divisórias.

Os principais ganhos desse formato de escritório, destacado na obra 'SEGREDOS DO SUCESSO DOS GRANDES HOMENS DE NEGÓCIOS', a ser lançado em setembro pela Editora Nobel, é agilidade na comunicação e transparência total nas relações.

18 de ago. de 2009

"Estou apenas olhando, obrigado"

Uma das melhores invenções na área de atendimento ao cliente foi aquela esponja dupla face muito comum em churrascarias, em que o cliente aponta se quer ou não que lhe sirvam naquele momento. Sempre me pergunto por que não incorporam essa benesse em outros ramos, como boutiques e lojas de roupa em geral, por exemplo.

Nesse sentido, a Planet Honda, em Union, New Jersey , teve uma grande sacada com o tech cafe. Trata-se de uma área da loja de automóveis em que é proibida a presença de vendedores. Mais que isso: uma recepcionista pergunta a cada um dos frequentadores, enquanto eles tomam um cafezinho, se precisam de ajuda. Caso a resposta seja negativa, imediatamente ela entrega um adesivo com a inscrição 'Just Looking' para ser colado na blusa da pessoa, cuja função é alertar os vendedores para não se aproximarem. Juro que a primeira loja que importar o conceito ganha um cliente no ato!
½ Bottle Project


Os designers Sungjoon Kim & Jiwon Park criaram um belo conceito de ação de responsabilidade social. A premissa do ½ Bottle Project, que está buscando patrocinadores, é de que não é preciso ser um milionário ou uma celebridade para levantar fundos para uma causa digna. Em outras palavras, muitos com pouco podem fazer mais diferença do que poucos com muito.


A ideia é fazer com que o consumidor, ao adquirir uma garrafa de bebida apoiada pelo ½ Bottle Project, pague o valor integral por meio conteúdo, mas em compensação tenha metade do dinheiro gasto automaticamente revertido para causas sociais. Da mesma forma, a metade do lucro obtido com a venda dos produtos também seria repassada para ONGs, e assim sucessivamente, desde o processo de produção das garrafas, embalagens, distribuição, enfim, metade de tudo que fosse arrecadado iria para caridade.

Caberia ao próprio consumidor, ou seja, a etapa final da cadeia, indicar a quem deveria ser destinada a sua contribuição, podendo escolher entre as marcas de ONGs parceiras inscritas na embalagem de cada garrafa.

Os dois gráficos abaixo ilustram como o dinheiro poderia ser arrecadado e onde e de que forma ele poderia ser utilizado. Ficamos na torcida que alguém compre a ideia!

Referência: Yanko Design

Será que ainda dá para se esconder?

Em sua próxima edição, a revista Wired vai contar a história de Matthew Alan Sheppard, 42 anos, um gerente de segurança e saúde ambiental que trabalhava na Eaton. Sheppard tinha um casamento feliz e uma filha de 7 anos de idade, família com a qual vivia em uma confortável casa em Searcy, no Arkansas.

Coordenando mais de 30 filiais da Eaton entre a América do Norte e do Sul, Sheppard logo teve um aumento, o que elevou seu salário para perto dos 6 dígitos. Para seus colegas, Matthew Sheppard parecia um cara amigável e com uma carreira em expansão. Acontece que com sua promoção na empresa, Sheppard passou a sentir o stress das novas responsabilidades e viagens frequentes. Em pouco tempo ele engordou, chegando a 135 kg, e viu sua saúde financeira entrar no vermelho.

Amante de gadgets, gastava mais do que ganhava com produtos eletrônicos, e começou a colocar todas as suas despesas pessoais no cartão de crédito corporativo. De refeições a bebidas nas baladas, da lavanderia as férias da família, tudo entrava na conta da Eaton. Em fevereiro de 2008, quando a empresa enviou um email para Sheppard questionando tais despesas, ele resolveu planejar sua fuga. Sheppard forjou a própria morte, e iria esperar sua esposa receber o dinheiro do seguro para abrir uma fábrica de tequila no México, iniciando assim uma nova vida, uma nova identidade.


A história não terminou como ele planejava, e Sheppard acabou preso. Pegou 10 anos por roubo e fraude no seguro. O que a Wired quer provar é que, com a quantidade de informações e bancos de dados sobre a vida das pessoas nos dias de hoje, é praticamente impossível conseguir fugir de si mesmo. Todo passo que você dá, toda ligação que você faz, toda a transação comercial realizada, tudo fica registrado em algum lugar.

Para mostrar na prática, o jornalista Evan Ratliff, que escreveu a matéria sobre Matthew Sheppard, também desapareceu. Deixou amigos, família e trabalho, e desafiou os leitores da revista a rastrearem seus passos. Ratliff sumiu no dia 15 de agosto, e vai ficar escondido por 30 dias. Ninguém, nem mesmo os editores da Wired, sabem onde ele está. Ratliff vai continuar online regularmente, usando Facebook e Twitter.

Todas as informações que um investigador teria, os interessados em encontrar o jornalista terão no site wired.com/vanish. Atividades bancárias, ligações telefônicas, etc. “Isso claro, se eu for tolo o bastante para usar essas coisas”, avisa Ratliff. Ele vai continuar nos EUA, em lugar comum, de convívio social, e o prazo para encontra-lo é 15 de setembro. Quem achar deve tirar uma foto, dizer a senha “fluke”, e esperar pelo segundo código em resposta. Aí então basta mandar a foto com a nova senha para o editor nicholas_thompson@wired.com. O vencedor do desafio, ou seja, quem encontrar Evan Ratliff, ganha 5 mil dólares e uma matéria na Wired para contar como foi todo o processo investigativo.

Mesas Divertidas

Divertida e pra lá de descolada a mistura de mesas e embalagens desenvolvida pelo fotógrafo paulista Felipe Reis. São diversos modelos incríveis em madeira, cada um com uma grande gaveta e rodinhas.


Para conhecer o trabalho do Felipe Reis clique aqui ou entre em contato pelo e-mail felipe@felipereis.com.br

17 de ago. de 2009

Orange RockCorps - Para ir nesse show, tem que fazer por merecer

O Orange RockCorps é uma bela iniciativa da gigante da telefonia Orange em parceria com a RockCorps, que busca fazer com que as pessoas gastem algumas horas em projetos voluntários em suas comunidades, em troca de ingressos para grandes shows promovidos especialmente para essa causa. No total já foram mais de 40,000 pessoas que apoiaram o projeto, em mais de 20 “gigs” (como são chamados os shows).

Na última edição, que ocorreu em julho no clube Manchester Apollo, na Inglaterra, mais de 3.000 pessoas que ganharam ingressos por ter trabalhado durante 4 horas como voluntárias em projetos comunitários, puderam conferir um show exclusivo com grandes nomes da música como Lady GaGa, The Enemy, N-Dubz e VV Brown.

A próxima edição acontece em outubro em Paris e contará com a presença do DJ David Guetta e Busta Rhymes.

16 de ago. de 2009


Não tem jeito: com a lei antifumo em vigor, os cinzeiros dos bares e restaurantes de São Paulo acabaram ficando obsoletos. O que fazer com os coitados, jogar no lixão? Nada disso, eles agora vão virar objetos de arte e gerar doações para a Fundação do Câncer. Esse é o projeto do coletivo LDC, que já está recolhendo os cinzeiros de vários estabelecimentos, como Dom, Fasano, Vegas, Sonique e Rubayat, e entregando para artistas plásticos, estilistas, fotógrafos e arquitetos (ex: Vik Muniz, Alexandre Herchcovitch, Bob Wolfenson e Triptyque).

A transformação de cada um será registrada em foto e/ou vídeo e vai compor uma galeria virtual no site do projeto , enquanto os cinzeiros-arte ficarão à venda no próprio bar ou restaurante que o doou. O valor arrecadado será doado para o tratamento de combate ao câncer.

14 de ago. de 2009

Pelo fim das redes sociais

A nova campanha da Sony para a linha Vaio explora com humor o vício de algumas pessoas por redes sociais. Baseada no Social Media Addicts Association You Tube Channel e no site http://www.stopwritingonmywall.com, a campanha retrata o martírio de 'dependentes tecnológicos', se é que podemos chama-los assim, para se manterem longe de seus computadores e gadgets.

Além de asssistir e rir muito com os encontros onde os membros oferecem seus testemunhais relatando suas provações para não acessar o Facebook ou enviar um tweet, há a possibilidade de fazer depoimentos online na Confessions section. A campanha é composta ainda de uma petição a favor do fim das redes sociais e uma loja virtual com camisetas estampadas com slogans fervorosos, como você pode ver no modelo abaixo.
O melhor são os cinco hábitos para eliminar o vício:

1 -Admita que você tem o problema, mas não envie um tweet falando sobre isso;

2 - Aceite o fato de que você não precisa de upvotes para se sentir aprovado;

3 - Entenda os riscos de trocar posts com estranhos;

4 - Repita comigo: 'Twitter e Álcool não se misturam';

5 - E lembre-se: cada seguidor deletado é uma vitória.

Por fim, o lembrete: "Sony Vaio W Series - Perfect for a social media addict". Nada mais a dizer. Simplesmente genial!


Novos Olhares

A manipulação de imagens é uma das artes digitais mais apreciadas. Confira abaixo uma galeria com exemplos espetaculares. Dica 'mosca branca' da cunhadinha Dani!













Robô-orquestra ironiza obsessão por celebridades online


Cybraphon é perito em vários instrumentos musicais e internauta convicto. Tem amigos no Facebook e no MySpace e está sempre de olho na reação online a suas performances. Mas Cybraphon não é um nerd, geek ou neologismo que o valha, mas 'apenas' um robô. “Ele tem um desejo quase ególatra pela fama”, diz Simon Kirby, um de seus criadores.

Construído por três artistas britânicos dentro de um armário antigo, o autômato tem mais de 60 partes robôticas que vão de instrumentos musicais a peças eletrônicas, como um computador e um controle. Todas foram doadas ou encontradas por Kirby, Ziggy Campbell e Tommy Phero em antiquários ou lojas de componentes usados. Eles o fizeram ao longo de oito meses ao custo de 5 mil libras (o equivalente a R$15.500) para satirizar a “obsessão das pessoas por celebridades online.”

Durante todo o dia, o robô rastreia a Internet em busca de comentários sobre ele e monitora o número de amigos em seus perfis no Facebook e no MySpace. Um software reúne essas informações e alertas enviados por sites via email. Todos os dados são processados e comparados em relação às 24 ou 48 horas anteriores para gerar as mudanças de humor.



“Ele fica feliz quando a sua popularidade aumenta, mas fica muito triste quando é ignorado”, afirma Kirby. Mas não importa quanta atenção o robô recebe: ele sempre entra em depressão. Isso porque mesmo quando ele se anima, esse sentimento passa e ele fica decepcionado.

A orquestra do Cybraphon tem desde instrumentos clássicos como um órgão a outros mais exóticos como o Shruti box, um instrumento clássico indiano. Mas todos tiveram de ser modificados e ligados a um motor para tocarem sozinhos. O seu coração é um laptop MacBook Pro, que fica escondido em uma das gavetas.

Ele ainda tem um sensor infravermelho para detectar quando pessoas estão ao seu redor. Isso o ativa, o que acaba sendo mais uma sátira em relação a busca de atenção, segundo Kirby: “Ele está ligado o tempo todo, mas só ganha vida quando alguém chega perto dele.”

O Cybraphon está sendo exibido na galeria Inspace durante o Festival de Artes de Edimburgo, que acontece nesse mês. Confira uma de suas “performaces” no vídeo abaixo:




(via Tecneira)

13 de ago. de 2009

Moedas Paralelas

Insatisfeito com a grana na carteira? Então crie a sua própria moeda. É isso o que está acontecendo ao redor do mundo, quando pessoas percebem que o dinheiro oficial não serve para todas as necessidades. Calcula-se que existam 153 tipos de 'moedas complementares' no mundo, dez vezes mais do que em 1990.


O Tencent QQ, originalmente chamado OICQ, programa de mensagem instantânea gratuito mais popular da China, lançou há três anos uma moeda própria que servia para comprar acessório dentro do site. Hoje, ela é aceita também em lojas reais. O dinheiro pegou tanto que movimenta US$ 1 bilhão por ano e pode ser convertido diretamente para os yuans - o que deixou até o governo chinês com medo da inflação.
Nos EUA, existe um tipo de dinheiro contabilizado por trabalho comunitário, o Time Dollar. Criado pela organização não governamental Time Banks, a moeda funciona da seguinte forma: para cada hora que você passa fazendo algum tipo de trabalho voluntário para alguma das instituições associadas ao programa, você ganha em troca uma hora de trabalho inteirinha, só para você, de outro voluntário. O modelo deu tão certo que já foi exportado para 21 países.


No Quênia, a moda agora é fazer compras com os minutos do celular pré-pago. Você vai a uma loja e paga a mercadoria transferindo o seu crédito para o dono do estabelecimento. Isso funciona porque lá o dinheiro oficial é fragil e dá para confiar mais nos minutos de celular do que no Banco Central. A procura cresceu tanto que as transações via celular já correspondem a 10% do PIB.

(via Superinteressante)

Don't worry, be happy

Já é fato conhecido da neurociência que a música é uma característica humana primitiva ao ponto de ser instintiva.

Durante a apresentação Notes & Neurons: In Search of the Common Chorus, no World Science Festival, Bobby McFerrin, aquele senhor 'que não se preocupa e é feliz', demonstra isso na prática, tranformando a platéia, de uma hora para outra, em um teclado improvisado. Genial!



(via Meio Bit)

12 de ago. de 2009

Sr.Felix

Esse case da dupla brasileira Bob Ferraz e Marcelo Melo da Fischer Portugal, que faturou o Young Lions em Portugal, mostra que boas ideias servem para qualquer cliente e qualquer causa...

Photoshopante!


O Worth 1000 é um site que promove concursos entre mestres do Photoshop. Ele dá o desafio, tipo criar paisagens alienígenas, transformar celebridades em anões ou formar casais com atores de épocas diferentes, e o pessoal monta surrealidades geniais.

Confira abaixo uma galeria pra lá de extravagante feita com algumas personalidades do universo pop. Diversão garantida!


Hangerpak

A ideia para esse produto surgiu depois que o designer Steve Haslip reparou como as camisetas que comprava pela internet chegavam amassadas dentro das caixas e ele sempre precisava recorrer aos cabides para mantê-las passadas.

Pensando em como tornar esse processo mais eficiente, ele desenvolveu uma caixa que pode ser transformada em cabide totalmente sustentável. Feito de papelão, o Hangerpak pode ser produzido com matéria-prima 100% reciclada. Seu descarte também é menos nocivo ao meio ambiente, especialmente se comparado aos cabides tradicionais, feitos de plástico ou ferro. O papelão é biodegradável e totalmente reciclável.

O produto, portanto, resolve dois problemas de uma só vez: evita o descarte das caixas e a produção de novos cabides. Isso significa menos lixo, menos matéria-prima sendo utilizada e menos energia gasta com o processo de produção.

A boa ideia rendeu ao designer o prêmio D&AD Student Awards.

(via Design on the rocks)
A história de Johnnie Walker

A BBH Londres criou um vídeo fantástico para contar a história da marca Johnnie Walker. Durante os quase 6 minutos e 30 segundos do vídeo, o ator inglês Robert Carlyle, conhecido por seus papéis em filmes como “Trainspotting” e “Ou Tudo Ou Nada”, conta pontos importantes da trajetória de John Walker, referência para a criação do ícone do 'Striding Man', enquanto caminha em meio às montanhas bucólicas da Escócia.

Confira:

11 de ago. de 2009

Romance Quadro a Quadro

Depois de 4500 fotos e uma pequena pós produção, o pessoal da Urban Team conseguiu produzir o belo curta italiano Notte Sento. Trata-se de um romance com cerca de sete minutos de duração, todo feito em stop motion. O avanço quadro a quadro é tão perfeito que lá pela metade a gente até esquece que é tudo feito a base de fotografias.

Vale a pena assistir.

(via Gizmodo)

Conhecimento na ponta dos dedos



Ganhador da prata no International Design Excellence Award – 2009, o Hello Haptic, projeto dos designers coreanos Rhea Jeong e Sae Hee Lee, surge como mais uma opção no processo de ensino/aprendizagem de deficientes visuais.


Trata-se de uma coleção de cards classificados de acordo com ambientes específicos, tais como “Zoo”, “Praia”, ou “Floresta”, que incluem informações em braile de um lado, e texturas correspondentes aos elementos em outro.

(Via: Designboom)