






Psicose (Psycho - 1960)
Uma das obras-primas de Alfred Hitchcock, considerado o mestre do suspense. Trilha de Bernard Hermann ilustra a morte da ladra interpretada por Janet Leigh, esfaqueada seguidamente na famosa “cena do chuveiro”. O sangue escorre pelo ralo da banheira, enquanto os acordes estridentes dos violinos arrepiam até a espinha. A música ganhou nova cara para o remake lançado em 1998, recomposta pelo líder do grupo pop Oingo Boingo Danny Elfman.
O Iluminado (The Shining - 1980)
Assustador thriller de Stanley Kubrick, que traz o neurótico Jack Torrence (Jack Nicholson) em meio à loucura ensandecida, durante isolamento total em um pequeno hotel de inverno, onde trabalha como zelador. A música de Wendy Carlos e Rachel Elkind serve de pano de fundo ao colapso mental e as perseguições de Jack à sua própria família.










The Tough guy
“O cara durão”, é uma espécie de corrida desumana, realizada na Inglaterra, que dura entre 90 minutos a 5 horas, dependendo da forma física do participante e do seu limiar de dor. Começa com uma longa corrida de cross-country, para depois os participantes entrarem numa pista com obstáculos “do inferno”: cercas elétricas, túneis subterrâneos e subaquáticos, fogueiras, arame farpado e toneladas de lama. Para piorar, possui uma versão de inverno, com temperaturas abaixo de zero.

Era uma vez a Praça de Espanha, em Roma, Itália, berço da boa culinária. Em meados dos anos 80, para espanto de todos, surge no horizonte os arcos dourados de mais uma loja McDonald's. A inauguração gera reações que repercutem internacionalmente.
Inconformado, o italiano Carlo Petrini cria o Slow Food, uma associação cujo objetivo é valorizar culturalmente os alimentos e o prazer de comer bem e, dessa forma, fazer frente à dominação dos fast foods. Mais do que se opor ao paradigma da velocidade, o Slow Food defende um novo conceito de qualidade, que leva em conta não apenas o sabor, mas também como e por quem o alimento é produzido.

Em 1989, delegações de todo o mundo encontraram-se na Opéra Comique, em Paris, para aprovar o Manifesto Slow Food, onde afirmam: "Deixem-nos redescobrir o sabor e o aroma da cozinha regional e banir o efeito degradante do fast food. Em nome da produtividade, a vida rápida mudou nosso jeito de viver, nossa intimidade com o meio ambiente e com a terra". Surgiu aí o símbolo do movimento - o caracol, que devagar, como sabemos, vai ao longe.
O Slow Food cresceu. Hoje são mais de oitenta mil sócios em 135 países. O movimento tem dois grandes eventos mundiais por ano: o Terra Madre e o Salone del Gusto. Ambos acontecem no mês de outubro, na Itália, reunindo comunidades do alimento, chefs de cozinha, docentes e jovens de todo o mundo - pessoas envolvidas com produção, pesquisa, consumo e demais etapas da cadeia de alimentos sustentáveis de 153 diferentes países.
Umbu, produto brasileiro que faz parte da Arca dos Gostos
No Brasil, o movimento tem um portal e um blog, onde é possível encontrar dados sobre os produtos nacionais presentes na famosa Arca dos Gostos (catálogo mundial que identifica, localiza, descreve e divulga sabores quase esquecidos de produtos ameaçados de extinção, mas ainda vivos, com potenciais produtivos e comerciais reais) e a relação dos Convivium (grupos locais que articulam relações com os produtores, fazem campanhas para proteger alimentos tradicionais, organizam degustações e palestras, encorajam os chefs a usar alimentos regionais, indicam produtores para participar em eventos internacionais e lutam para levar a educação do gosto às escolas).
O termo slow, por sua vez, ganhou autonomia e virou tendência. Do Japão à Holanda, dos Estados Unidos à Noruega, surgiram vários movimentos, tais quais:
- slow città - cidades comprometidas em se proteger da loucura veloz que adoece as grandes cidades. Ex: cidade italiana de Bra, no Piemonte;

- slow design - preocupação em produzir artigos que durem e sejam atemporais;
- slow travel - filosofia que identifica a pressa como a maior inimiga das viagens perfeitas;
- slow home - o movimento vem buscando conscientizar as pessoas a criar bairros e casas saudáveis. Apela para o fim das más construções, do mau design, do marketing enganoso, das práticas desleais de empréstimos e de negligências ambientais no setor da habitação;
- slow money - filosofia que prega o investimento na comunidade, ações de sustentabilidade e responsabilidade social;


Quem não passou os Anos 80 escondido debaixo da cama, certamente cantou e dançou muito com '867-5309', hit do texano Tommy Heath, líder da banda Tommy Tutone. O famoso número de telefone de uma tal de Jenny, que povoou a imaginação de muita gente, foi tirado de serviço por mais de vinte anos até ser resgatado por um DJ de New Jersey, que, por sua vez, acaba de colocá-lo à venda no eBay.
Até agora, o lance vencedor para a música do hoje cinquentão e pai de três filhos Tommy Heath é de US$ 186.853,09. É mole?!
Se você nunca ouviu falar dessa música, não perca mais tempo e confira o video abaixo.

A bem da verdade, a iniciativa do australiano Oliver Percovich, 34 anos, acontece hoje duas vezes por semana em um decrépito chamariz da era soviética com profundas rachaduras localizado na cidade de Cabul, onde ele vive há algum tempo. Mas ele já arrecadou o dinheiro necessário para construir um complexo de 796 km² que sediará a Skateistan e a Autoridade de Parques de Cabul doou o terreno. Ele ainda espera a permissão oficial para dar início ao projeto.

Percovich chegou ao Afeganistão de maneira impulsiva no começo de 2007 porque sua namorada na época havia aceitado um emprego em Cabul. Ele desistiu de sua padaria, colocou algumas roupas (e skates) em uma mala e deixou a Austrália. Sem conseguir achar emprego, fazia o que gostava desde seus seis anos de idade: andava de skate, inabalado pelos comboios militares, burricos, barracas, poeira e algumas explosões.
Ele acredita no poder de transformação que o skate tem, e vê a possibilidade de tornar, por meio do esporte, o futuro das crianças afegãs menos sangrento, unindo diversos grupos étnicos sob um mesmo objetivo: se divertir.
Clique aqui se quiser ajudar Percovich em sua empreitada, diga-se de passagem, pra lá de mosca branca!
Confira abaixo o vídeo gravado pela equipe do NYT em Cabul.


“Sou modesto no que diz respeito à criação e não o sou pessoalmente. Me acho melhor do que Chico, Gil e Milton juntos”
“Nós inventamos o Punk. Nós dizemos como as coisas são”
“Eu canto melhor que o Elvis Presley”
“Com certeza, já transei com mais de 2 mil mulheres”


Apesar de tudo isso, uma iniciativa isolada que vem acontecendo há alguns anos na capital federal serve como alento. Luiz Amorim, garoto pobre, começou a trabalhar aos 12 anos, foi alfabetizado aos 16 e leu seu primeiro livro aos 18. Empregado de um açougue praticamente falido chamado Triângulo e Damasco, fez uma proposta e o arrematou no longínquo ano de 1994. Imediatamente mudou o nome do estabelecimento para T-Bone. Em meio à peças de fraldinha e picanha, Luiz abriu uma estante onde empilhou alguns livros que passariam a ser oferecidos gratuitamente para a leitura dos clientes, que depois os devolveriam. Começou com dez livros, hoje tem um acervo de 10 mil.
Inquieto, criou um projeto de noites culturais, cujo propósito era oferecer um espaço para que o público pudesse ter contato direto com escritores, músicos e artistas plásticos. As reuniões começaram modestas, agrupando cerca de 30 pessoas. Hoje, dez anos depois, contabilizam-se mais de 150 mil pessoas e mais de 500 artistas para participar desta celebração à arte na entrequadra 312/13 da Asa Norte. Artistas de renome nacional já se apresentaram no projeto, entre eles: Moraes Moreira, Chico César, Guilherme Arantes, Célia Porto, Tom Zé, João Donato, Geraldo Azevedo, Jorge Mautner, Belchior, Erasmo Carlos, e outros.
Luiz não parou por aí e estendeu a biblioteca para os pontos de ônibus da cidade. O novo projeto consiste em pequenas livrarias instaladas em 15 pontos estratégicos. A pessoa chega para esperar seu ônibus e aproveita para dar uma olhada nos livros. 'Gostou? Pode levar, mas tem que devolver'.
Pena, enfim, que a história de Luiz, um legítimo mosca branca, seja um caso isolado. Por ora, temos sim que nos contentar em vislumbrar espantados as pobres crianças distribuindo livros nas ruas indianas.







E, por falar em museu, caso você ainda não conheça, não deixe de visitar o Museu da Internet. Atualmente, o conteúdo armazenado ocupa 100 terabytes contanto com aproximadamente 10 bilhões de web pages arquivadas. Na primeira página você preenche uma URL e aperta um botão com o título "Take me Back" para poder visualizar como era um determinado endereço eletrônico no passado (como o UOl de 1993, representado abaixo).
