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29 de jan. de 2014

Em busca de empreendedores pelo mundo

IdeaMensch é um projeto bastante interessante capitaneado pelo alemão Mario Schulzke nos Estados Unidos já há mais de um ano. Inicialmente, ele percorreu os estados norte-americanos com uma proposta de empreendedorismo ambulante. Comandando um motor home, ele entrou em contato com empreendedores locais dotados de histórias de sucesso para conectá-los a outros profissionais que queriam aprender com essas experiências. 

Disponibilizou então os 1200 bate-papos que angariou em um site, o que serviu para encorajar e fomentar novas trocas de cultura entre a comunidade de empreendedores.
A partir daí, o IdeaMensch expandiu seus horizontes. Criou um questionário único de quinze perguntas para que qualquer pessoa do planeta pudesse submeter a qualquer empreendedor de sucesso que conhecesse - sem importar o segmento ou envergadura. Feita a entrevista, bastava enviar para publicação.
Deu certo... e muito! Entre os respondentes, já pintaram por lá nomes como o guru Seth Godin e Tony Hsieh, da Zappos. Se quiser colaborar também, basta clicar aqui

25 de jul. de 2013

Cinco histórias inspiradoras de crianças que inventaram grandes negócios

Crianças são naturalmente criativas e inventivas - e algumas até mesmo podem acabar sendo responsáveis por grandes oportunidades de negócios. Confira abaixo cinco histórias inspiradoras que atestam o que uma boa dose de curiosidade, imaginação e desprendimento podem ser capazes de fazer.

Makin' Bacon Dish


Abbey Fleck tinha apenas oito anos quando a inspiração bateu. Ela e seu pai tinham acabado de cozinhar bacon, quando descobriram que não havia toalhas de papel em casa para absorver a gordura. Para desgosto da mãe de Fleck, a dupla improvisou e usou a seção de classificados de um jornal no lugar. De repente, Fleck teve um estalo: "Por quê não pendurar o bacon para cima enquanto ele cozinha? Isso tornaria as toalhas de papel desnecessárias".

Em 1993, a dupla patenteou um prato para microondas com três barras verticais para pendurar o bacon. Um ano depois fecharam um acordo de distribuição com a Walmart e hoje faturam algo em torno de US$ 1 milhão em royalties por ano.

Water Talkie


Aos 11 anos, Richie Stachowski partiu para uma viagem para o Havaí com a sua família. "Eu estava surfando com meu pai, até que mergulhei e vi várias coisas bonitas submersas. Queria poder compartilhar minhas impressões debaixo d'água, mas não podia". Depois de descobrir que não havia invenções para esse tipo de comunicação sub-aquática, Stachowski começou a pesquisar acústica submarina e experimentar protótipos na piscina da família. Foi então que surgiu o Water Talkie, um dispositivo cônico com uma válvula e membrana de plástico que permite que os nadadores falem um com o outro a uma profundidade de até 15 pés.

Pouco tempo depois, Stachowski foi para Nova Jersey e apresentou sua idéia no evento Toys "R" Us, de onde saiu com um pedido de compra de 50 mil unidades.


Com a ajuda de sua mãe, Stachowski abriu uma empresa chamada Short Stack LLC que, em 1999, foi vendida para a Wild Planet Toys.

Wristies


Kathryn Gregory tinha dez anos quando foi brincar na neve e sentiu seus pulsos começarem a doer por causa do frio. Determinada a encontrar uma maneira de manter as mãos e os antebraços quentes e secos durante o inverno, ela inventou o Wristies - "mangas" fuzzy, que podem ser usadas ​​sob casacos e luvas. Depois de testá-las, apareceu na rede QVC para promover seu produto. Foi a pessoa mais jovem a vender um produto na rede.

Em 2010, 16 anos depois de inventar o Wristies, Kathryn voltou para os negócios e agora é CEO da Wristies, Inc.

ManCans


Hart Main já não aguentava mais o cheiro doce das velas que sua irmã espalhava pela casa. O garoto, então com 13 anos, juntou três mil latas de sopa doadas e US$ 100 que ganhou trabalhando com entrega de jornais em Ohio, onde morava, e criou a ManCan, uma empresa de velas para homens.

Para as velas masculinas, ele adicionou perfumes que não lembram nem de longe a coleção de sua irmã. O pequeno empreendedor criou essências de churrasco, grama fresca, bacon, café, cachimbo, serragem, fogueira e pizza, entre outros.

As velas estão à venda e custam em média US$ 9,50 e podem ser encontradas na loja online, ou em 24 pontos nos Estados Unidos.

Crayon Holders


Aos 11 anos, Cassidy Goldstein vivenciou um problema que vinha atormentando crianças por gerações: seus lápis de desenho crayon acabavam se quebrando com o uso e as peças ficavam pequenas demais para segurar. Ela se deparou então com um tubo de plástico projetado para manter rosas frescas durante o transporte e teve a ideia de criar um protótipo com o mesmo material, porém voltado para suas necessidades com a pintura.

Em 2002, ela registrou uma patente e logo fechou um acordo de licenciamento com a Rand Internacional, que garantiu a ela 5% dos royalties por venda. Sua invenção veio a ser ainda uma grande aliada para ajudar crianças com dificuldades motoras.

23 de nov. de 2010

Nostalgia à Venda

Sabe aquela lanchonete tipicamente americana consagrada em filmes como 'Peggy Sue', 'Footloose' e 'De Volta para o Futuro', que hoje a gente encontra em toda esquina por aqui. Pois é, cada vez mais ela migra para dentro de casa e do trabalho e, claro, faz a alegria da Nostalgia Electrics, uma pequena empresa situada no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, que deve superar a barreira de 50 milhões de dólares de faturamento este ano.

A palavra certa é retrô, mas pode chamar de 'engraçadinho' ou fun food... Máquina de fazer pipoca, algodão doce, hot dog, milk shake, enfim, não faltam opções para deixar a cozinha ou sala de estar a cara do Marty McFly.


Exportadas já para mais de 30 países e vendidas nos principais sites de comércio eletrônico, as 'coisinhas' não são nada baratas, portanto prepare o bolso antes de resolver se aventurar.


Mas, pensando bem, ter uma máquina de fazer raspadinha nesse calor não seria nada mal...rs!

13 de jul. de 2010

As lições de gestão do Grateful Dead

Nesse Dia do Rock, publico aqui um post que mostra que grandes lições de negócios saem dos lugares mais inesperados e aulas de inovação vêm dos lugares mais insuspeitos, até mesmo de uma banda de rock hippie.


A banda Grateful Dead, fundada em São Francisco nos anos 60 pelo carismático Jerry Garcia, se tornou um dos ícones da contracultura, graças a obras primas do rock, como o álbum American Beauty, de 1970.

Pois bem, especialistas em negócios estão mostrando que o legado do Dead vai além. Práticas adotadas pela banda nos anos 60 e 70 mostram que eles anteciparam algumas das principais tendências atuais na área de gestão.

Replico abaixo uma seleção feita recentemente pela revista Atlantic Monthly


Fidelização do cliente - A banda foi pioneira na criação de uma linha telefônica direta para fãs, que podiam reservar ingressos por telefone. Esse tipo de serviço em corporações americanas só começou a surgir uma década depois. A Broadway adotou a prática no fim dos anos 80, para os ingressos;

Gestão 360 graus - Em contraponto à rígida estrutura verticalizada de outras bandas, o Grateful Dead estabeleceu uma gestão horizontalizada. A banda era administrada por um conselho, composto dos músicos, da equipe sonora e até de membros do fã-clube. O cargo de CEO era ocupado em revezamento pelos principais membros do grupo;

Modelo Free - O modelo de negócios grátis, tema principal do último best seller de Chris Anderson, foi antecipado em três décadas pela banda. Nos anos 70, o Grateful Dead incentivou os fãs a gravarem em cassete os concertos do grupo e distribuí-los de graça. “A melhor forma de criar demanda para o seu produto é dá-lo de graça”, escreveu em 1994, na Wired, o ex-letrista do Dead, John Perry Barlow;

Redes sociais - O fenômeno das redes sociais também foi antecipado pela comunidade de fãs da banda. Nos anos 80, os sociólogos acreditavam que os membros de comunidades a distância não criavam elos duradouros. Hoje, graças a Orkut e Facebook, todo mundo sabe que não é assim. A falácia do argumento já tinha, no entanto, sido provada em 1986 num estudo comportamental feito nos Estados Unidos com is fãs mais fanáticos da banda, conhecidos como Deadheads, cujo estilo é o mesmo das atuais comunidades online.

27 de jan. de 2009


Segundo post publicado recentemente no Update or Die, bolão em empresa virou ferramenta de gestão e ganhou o nome de mercado preditivo. As apostas são em torno de cenários futuros de negócios. Os apostadores são os funcionários que convivem com clientes e fornecedores, e que assim sentem o pulso do mercado. Em um mercado preditivo de uma empresa, não há paixões ou torcidas, e sim projeções –racionais e intuitivas. Os funcionários não apostam dinheiro –apenas dão suas ideias– e ganham prêmios da empresa se acertarem.
A motivação para a empresa é forte: saber o que pensam os colaboradores que interagem com o mercado sobre as chances de sucesso de, por exemplo, um produto novo. No entanto, não adianta o executivo querer ir perguntar para cada funcionário o que ele acha. Em geral, as apostas são feitas na internet, na intranet, no portal B2B da empresa ou por e-mail com resultados rastreados por planilhas.
Entre as empresas que fazem uso da ferramenta está o Google, que começou a usar mercados preditivos em abril de 2005, conforme artigo publicado na HSM Management. De lá para cá, o Google fez 275 perguntas diferentes usando essa ferramenta e obteve cerca de 80 mil respostas. Cerca de 25% de suas sondagens estiveram relacionadas com estimativas de demanda, como “Quantas pessoas vão usar o Gmail nos próximos três meses?”; 30% com o desempenho corporativo, como “Os prazos estipulados para tal projeto serão cumpridos?”; e 20% com assuntos de entretenimento, como “Quem vai ganhar o campeonato norte-americano de beisebol?”
Para quem quer descobrir se é um bom visionário, uma boa opção é o Portal Predictify, cujo slogan é 'Don't just read the news, predict it!'. Funciona assim: o site publica algumas notícias sobre esporte, cultura, política e economia. Você dá o seu palpite gratuitamente sobre o que poderá acontecer e o site mostra periodicamente o quanto sua previsão está próxima ou distante da evolução dos fatos. Você vai ganhando pontos de acordo com seus palpites certeiros e cria uma reputação para, em um nível mais avançado, ter a possibilidade de ganhar prêmios em dinheiro.
A Revista Superinteressante, da Editora Abril, fez uma parceria com o portal. Para conhecer e fazer suas previsões, acesse http://super.predictify.com/