Há dois anos, o aparecimento do vírus H1N1 causou a paralização das atividades de escolas, cinemas e teatros em mais de 70 países e levou a Organização Mundial da Saúde a declarar quadro pandêmico da doença. Na Argentina, o número elevado de mortes pela suposta epidemia gerou um clima de paranóia que se impregnou na mídia e sociedade civil. Para o artista digital Tomas Rawski, dentre os vários sintomas da Gripe A, o que se propagou com maior intensidade e velocidade foi o da ‘informação’.
Durante o episódio, ele coletou textos de notícias e emails que circularam, sem fazer distinção entre material informativo e o buzz sobre os inúmeros perigos de contaminação em aglomerações, a maneira como se deveria cobrir a boca para tossir e o risco mortal de se cumprimentar alguém com abraços e beijos no rosto. O material foi transformado em uma peça de net art que consiste em um amontoado de letras que se movem ao som das notícias gravadas, como o debate da OMS sobre os direitos da Roche sobre o antiviral Tamiflu, que dá nome à obra.
O resultado é colorido, barulhento e confuso e, passada a crise, parece um retrato bem humorado do clima de paranóia e desconfiança que se instaurou nos espaços públicos de Buenos Aires na época. Clique aqui para conferir
(via The Creators Project)
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11 de jun. de 2011
16 de nov. de 2010
Info-Obesidade Digital
Emails, vídeos, tweets, likes, comentários... é informaçao demais pra sua cabeça?
22 de abr. de 2010
O homem que morreu de propaganda
A Thought Bubble acaba de produzir um vídeo bem interessante para a Ad Busters, ONG anticonsumista baseada em Vancouver, no Canadá. O vídeo, chamado 'Junk Thought', relaciona a problemática do excesso de informação a qual estamos expostos com a poluição, nesse caso, mental.
Mostra que, do mesmo jeito que sabemos dos efeitos nocivos de um belo junk food goela abaixo, deveríamos também ter consciência de que as coisas que comemos com os olhos e ouvidos podem ter consequências muito piores.
No vídeo, vale destacar um trechinho de um conto escrito em 1866 pelo francês Emile Zola, “Death by Advertising”, sobre um sujeito ingênuo que simplesmente consumia tudo o que lhe era sugerido pela propaganda.
(via UOD)
Mostra que, do mesmo jeito que sabemos dos efeitos nocivos de um belo junk food goela abaixo, deveríamos também ter consciência de que as coisas que comemos com os olhos e ouvidos podem ter consequências muito piores.
No vídeo, vale destacar um trechinho de um conto escrito em 1866 pelo francês Emile Zola, “Death by Advertising”, sobre um sujeito ingênuo que simplesmente consumia tudo o que lhe era sugerido pela propaganda.
(via UOD)
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