Convidado para o
Festival Internacional de Fotografia ,que acontece no final deste mês em Paraty, o argentino
Marcos López é daqueles fotógrafos com marca registrada.
Quem já viu uma de suas obras reconhece seu estilo.
Conhecido como o 'David LaChapelle latino', à semelhança do
americano, López monta, para cada fotografia, um verdadeiro set de filmagem, ou seja, luz artificial, modelos,
produção e, certamente, um roteiro muito bem definido.
Suas fotografias são carregadas de referências culturais argentinas,
humor e ironia, personagens com estereótipos latino-americanos, com um
sarcasmo inteligente e provocador. Em
entrevista concedida ao Estúdio Madalena ano passado, ele não economizou em provocações: "Para fazer fotografia latino-americana, não é necessário ir a Cuzco,
Machu Picchu, nem às pirâmides astecas, ou ter a foto do Condor-dos
-Andes. Nas fotos me interessa a identidade visual, a textura que quero
referenciar".
Tem mais: “Decidi falar das minhas dores, dos meus mortos e das minhas penas, como
um Andy Warhol tresnoitado, na ressaca de tequila de segunda. Além
disso, interessa--me reivindicar a nossa selvagem América, o nosso modo
de pensar e de nos expressarmos esteticamente com uma personalidade pela
qual não temos de pedir autorização a ninguém”