(via Zupi)
13 de ago. de 2012
E se aquela música virasse uma tira de quadrinhos?
Quadrinhos Rasos é um divertidíssimo projeto de tirinhas baseadas em
músicas, idealizado por Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho. Os
dois se impuseram a tarefa de conceber e desenhar quadrinhos utilizando
como base letras de músicas as mais diversas. Para se ter uma ideia, os
desenhistas vão de Arnaldo Antunes a Sheila Mello, passando por
Carrapicho e Adriana Calcanhotto sem perder o rebolado. Divirta-se:
(via Zupi)
(via Zupi)
8 de ago. de 2012
Kubrick em Amsterdam
De Nova York para Amsterdam, do design para o cinema, do inocente para o sádico. A dica de hoje é a Stanley Kubrick - The Exhibition, que vai até setembro no EYE Film Institute Netherlands.
A exposição é uma co-produção da EYE com o Deutsches Filmmuseum de Frankfurt, e mostra todos os aspectos envolvidos na criação de filmes de Kubrick: de roteiros a storyboards, de modelos de ajuste a adereços reais, de trajes a clipes de seus filmes e documentários.
A exposição é uma co-produção da EYE com o Deutsches Filmmuseum de Frankfurt, e mostra todos os aspectos envolvidos na criação de filmes de Kubrick: de roteiros a storyboards, de modelos de ajuste a adereços reais, de trajes a clipes de seus filmes e documentários.
Entre os destaques: o machado original com que o personagem de Jack Nicholson
derruba a porta do banheiro em “O Iluminado” para matar a atriz Shelley Duvall; o fuzil e o capacete de Matthew Modine no
filme “Nascido para Matar”; as máscaras usadas por Nikole Kidman em “De Olhos
Bem Fechados”; os figurinos usados em “Barry Lyndon”... Pode-se ver ainda a nave,
o olho do computador HAL 9000, o capacete do astronauta e a cabeça do gorila do
filme “Odisséia no Espaço”, o croqui da sala de comando do Pentágono e a ogiva
atômica do filme “Dr. Fantástico”, sem contar a
cadeira em formato de mulher nua e outros adereços usados na produção de "Laranja Mecânica".
Precisa falar algo mais?! Para quem estiver por aquelas bandas, imperdível!
7 de ago. de 2012
Um século de design para a criançada
Em cartaz desde o final de julho no MoMA, a mostra Century of the Child tem a ambiciosa proposta de apresentar um século de design para a criançada.
São mais de 500 objetos de 20 países que materializam a relação entre as crianças e os artistas que desenham para elas.
Não faltam os tijolinhos da Lego, os cubos de Erno Rubik, a velha lousinha mágica, casas e mais casas de bonecas, livros infantis, além de objetos educacionais de várias épocas e origens.
A ideia, além de apresentar as obras, é analisar o aumento da preocupação e investimento com as crianças, bem como entender o que de fato essa faixa etária precisa para prosperar e crescer como cidadãos. A curadoria é de Juliet Kinchin.
Bem que essa podia vir para o Brasil, hem?!
São mais de 500 objetos de 20 países que materializam a relação entre as crianças e os artistas que desenham para elas.
Não faltam os tijolinhos da Lego, os cubos de Erno Rubik, a velha lousinha mágica, casas e mais casas de bonecas, livros infantis, além de objetos educacionais de várias épocas e origens.
Das
muitas obras em exposição, alguns destaques incluem os quadrinhos de Lyonel Feininger, o berçário em estilo Bauhaus de Alma
Siedhoff-Buscher, um patinete Skippy Racer de 1933, The Gremlins
de Roald Dahl e uma seleção de
peças originais do set da Playhouse do personagem Pee-Wee.
A ideia, além de apresentar as obras, é analisar o aumento da preocupação e investimento com as crianças, bem como entender o que de fato essa faixa etária precisa para prosperar e crescer como cidadãos. A curadoria é de Juliet Kinchin.
Bem que essa podia vir para o Brasil, hem?!
Os incríveis flagrantes olímpicos de David Burnett
"Não há brecha para erros com uma 4×5. Isso talvez devesse ser um esporte
Olímpico: fotografar eventos com muitos movimentos com uma 4×5", declarou recentemente David Burnett em uma entrevista para o New York Times.
De posse de uma velha e enorme câmera de grande formato 4×5, ele vem frequentado as Olimpíadas desde 1984 e é responsável por flagrantes incríveis. Burnett cobriu a Guerra do Vietnã para a revista Life e o lançamento da Apollo XI para a Time, além dos principais conflitos que aconteceram nos últimos trinta anos na América Latina e no Oriente Médio. Recentemente, lançou um ensaio de fotos que revelam a intimidade do imortal Bob Marley.
Confira algumas das imagens que ele registrou nas oito edições dos Jogos Olímpicos em que esteve presente - todas extraídas de seu blog pessoal, uma referência indispensável para quem se interessa por fotografia:
De posse de uma velha e enorme câmera de grande formato 4×5, ele vem frequentado as Olimpíadas desde 1984 e é responsável por flagrantes incríveis. Burnett cobriu a Guerra do Vietnã para a revista Life e o lançamento da Apollo XI para a Time, além dos principais conflitos que aconteceram nos últimos trinta anos na América Latina e no Oriente Médio. Recentemente, lançou um ensaio de fotos que revelam a intimidade do imortal Bob Marley.
Confira algumas das imagens que ele registrou nas oito edições dos Jogos Olímpicos em que esteve presente - todas extraídas de seu blog pessoal, uma referência indispensável para quem se interessa por fotografia:
6 de ago. de 2012
Editora italiana transforma a experiência de viajar em uma verdadeira caça ao tesouro
Na maioria das vezes, o curto prazo que dispomos para viajar não nos permite ir além da superfície do local em que nos encontramos. Talvez esteja aí a explicação para essa nossa 'sangria' de tirar fotos de tudo e de todos sem parar - uma tentativa vã de eternizar os momentos. Sabemos, contudo, que não há nenhum substituto para a imersão. Saborear os personagens e as histórias locais torna a experiência de viajar suprema e única.
A editora italiana WhaiWhai, por meio da série de guias turísticos/aplicativo chamada PegLeg, encontrou uma maneira bastante interessante de ajudar os viajantes a tirar o máximo proveito de suas experiências, mesmo que elas se dêem em um curto prazo de tempo.
Roma, Veneza, Nova York, enfim, o turista escolhe seu destino e compra o guia na Internet ou em uma loja. Cada exemplar traz consigo uma senha que dá acesso a vários desafios que são compartilhados via SMS.
Tal qual uma caça ao tesouro, o turista é levado a caminhar por pontos específicos de cada cidade para solucionar os enigmas que o levarão a uma nova fase. Os enigmas exigem a observação dos locais com perguntas relacionadas à detalhes que fogem de qualquer exploração prematura.
As aventuras - acho que podemos chamar assim - podem ser customizadas de acordo com o tempo que o turista dispõe, o local onde ele se encontra naquele momento em que abre o livro e o nível de dificuldade que deseja encontrar. É possível ainda interagir em tempo real com outras pessoas que estejam 'se aventurando' na cidade, bem como conhecer os comentários de quem já percorreu aquela mesma trajetória
A animação abaixo explica melhor como tudo funciona:
Quando será que teremos versões brasileiras dessas maravilhas, hem?!
A editora italiana WhaiWhai, por meio da série de guias turísticos/aplicativo chamada PegLeg, encontrou uma maneira bastante interessante de ajudar os viajantes a tirar o máximo proveito de suas experiências, mesmo que elas se dêem em um curto prazo de tempo.
Roma, Veneza, Nova York, enfim, o turista escolhe seu destino e compra o guia na Internet ou em uma loja. Cada exemplar traz consigo uma senha que dá acesso a vários desafios que são compartilhados via SMS.
Tal qual uma caça ao tesouro, o turista é levado a caminhar por pontos específicos de cada cidade para solucionar os enigmas que o levarão a uma nova fase. Os enigmas exigem a observação dos locais com perguntas relacionadas à detalhes que fogem de qualquer exploração prematura.
As aventuras - acho que podemos chamar assim - podem ser customizadas de acordo com o tempo que o turista dispõe, o local onde ele se encontra naquele momento em que abre o livro e o nível de dificuldade que deseja encontrar. É possível ainda interagir em tempo real com outras pessoas que estejam 'se aventurando' na cidade, bem como conhecer os comentários de quem já percorreu aquela mesma trajetória
A animação abaixo explica melhor como tudo funciona:
Quando será que teremos versões brasileiras dessas maravilhas, hem?!
2 de ago. de 2012
Like a Rolling Stone
Nos primeiros quatro meses de 1965, Bob Dylan atravessou
toda a região nordeste dos Estados Unidos de ônibus, tocando em colégios e
grandes arenas. Depois, rodou toda a costa Oeste para promover seu novo
álbum... Quando desembarcou em Londres, parecia um morto-vivo. As unhas
amarelas por causa da nicotina, as olheiras moldando seu rosto cadavérico, a
pele descamando. Seja por conta do efeito das drogas que ingeria ou das pílulas
para dormir, Dylan padecia de uma profunda depressão.
Nos shows, tudo parecia mecânico: as músicas que tocava não
lhe pertenciam mais; parecia que não haviam sido compostas por ele. Estava
sempre aparentando pressa para o concerto acabar logo e sumir do palco. Era
insuportável se ouvir. Blowin’ in the wind lhe provocava,
literalmente, ataques de pânico! Ele decidiu, então, abandonar tudo. Viajou
para Nova York e, de lá, partiu como um verdadeiro mochileiro para Woodstock,
decidido a nunca mais compôr.
“Eu definitivamente creio que ‘Like a Rolling
Stone’ não poderia ter surgido de outra forma…”
Transcendental! Talvez esse seja o adjetivo mais apropriado
para aquele que, se não foi o maior, certamente foi o mais emblemático sucesso
da carreira de Bob Dylan. Uma amostra do que chamamos de ‘insight’ e o case
muito bem escolhido por Jonah Lehrer para introduzir seu “Imagine
– How Creativity Works”. Colaborador da Wired e da New Yorker, Lehrer
defende em sua obra que a criatividade não é um dom e não se situa no terreno
da metafísica, muito pelo contrário, ela é uma habilidade que ele se propõe a
esmiuçar.
Há, segundo ele, uma lógica por traz de todo processo
criativo. E o primeiro passo é a ruptura, como aconteceu com Dylan.
É ela que dá margem a uma mudança de perspectiva que Lehrer apregoa ao
hemisfério direito do cérebro. Segundo ele, essa é a região da ‘conotação’, ou
seja, aquela que enxerga o entorno, o contexto – não a árvore, mas a floresta;
em contraposição ao hemisfério esquerdo do cérebro, responsável pela denotação,
que se resume à mera descrição do que vemos.
Para sermos mais criativos, precisamos exercitar o hemisfério
direito do cérebro. Considere esse clássico:
“Marsha e Marjorie nasceram no mesmo dia do mesmo mês do
mesmo ano e são filhas do mesmo pai e da mesma mãe. Ainda assim não são gêmeas.
Como isso é possível?” (1)
Ou ainda:
“ Rearranje as letras n-e-w-d-o-o-r em uma única palavra”
(2)
Outro belo case resgatado por Lehrer em sua obra é o da 3M que teria, segundo ele, sido pioneira na
estratégia de permitir que seus colaboradores realizem atividades consideradas,
à primeira vista, improdutivas no ambiente de trabalho, como jogar sinuca ou
dar uma volta de skate – “... é curioso notar que muitas pessoas acham que o
Google criou isso”. Além dos emblemáticos post-its, a companhia americana
possui um portfolio de 55 mil patentes desenvolvidas para as mais diversas
aplicações. “Nós somos uma empresa incomum. Não temos um nicho ou um foco
particular. Basicamente, tudo o que fazemos são coisas novas. Não importa
realmente que tipo de coisas são essas”, afirma Larry Wendling, vice-presidente
de pesquisas da 3M.
A chave aqui é o relaxamento do cérebro. “Não é um acaso o
fato de muitos insights acontecerem durante um rotineiro banho quente. Para
muitas pessoas, essa é a hora mais relaxante do dia”, comenta Jonah Lehhrer.
É senso comum que a concentração e o foco são prioritários
para um bom rendimento, contudo essas prerrogativas se constituem na verdade em
grandes obstáculos para a criatividade. Experimente, enfim, observar o que está
diante de você. O que você vê? Um texto na tela do computador? Um reflexo de si
mesmo? Se a sua resposta foi a primeira alternativa, seria bom desligar a
máquina por alguns instantes... E
aí:
“ How does
it feel
To be
without a home
Like a
complete unknown
Like a
rolling stone?”
·
(1)
Trigêmeas
·
(2)One
word
1 de ago. de 2012
Cabines de telefones públicos transformam-se em espaços privilegiados para intervenções urbanas
“Nas calçadas de Nova York existem 13.659 telefones públicos. No
entanto, há 17 milhões de celulares. Diante disso, o telefone público é um
anacronismo ou uma oportunidade?”
A mensagem direciona para uma intervenção feita esta semana pelo arquiteto John Locke, que consiste em instalar mini-bibliotecas nestas cabines.
Qualquer transeunte pode oferecer seu
livro à comunidade ou pegar outro, desde que seja
devolvido.
Em Kingston, na Inglaterra, temos outro exemplo de livraria pública
nas clássicas cabines de telefones vermelhas. Neste caso, foi James Econs
quem implementou as chamadas “PhoneBox”, depois de observar que as
cabines eram cada vez mais objetos de vandalismo.
Outra intervenção bacana em cabines telefônicas aconteceu em Lyon por intermédio dos designers Benedetto Bufalino e Benoit Deseille. Batizada
Evasion Urbaine (Esconderijo urbano), a obra consiste em uma
remodernização de uma tradicional cabine de telefone francesa – com
vidro transformado em gigantesco aquário repleto de peixes coloridos.
Por aqui, não se pode deixar de mencionar, a Call Parade transformou recentemente cerca de cem telefones públicos em obras de arte.
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