17 de jul. de 2012

Papel, caneta e talento de sobra

Juan Francisco Casas, Hope Gangloff, Carine Brancowitz e a brasileira Fernanda Guedes são ilustradores que, além do inegável talento para o traço, tem outra coisa em comum:  declaram abertamente que preferem desenhar no papel e utilizando caneta. Nada de desenhar diretamente no computador. 






Cheias de personalidade, as ilustras da norte-americana Hope Gangloff, que você pode ver acima, são produzidas exclusivamente com caneta e tinta acrílica, predominantemente das cores azul e vermelha.


Requisitada por revistas, editoras e agências de publicidade desde a década de 1990, Fernanda Guedes prefere usar a máquina apenas para escanear suas produções. Ela conta que usa o meio eletrônico mais como um acessório para pesquisa do que como uma ferramenta de edição.



Um olhar desatento nos faria pensar que a pintura e desenho de Juan Casas, por sua vez, seja apenas uma mera reprodução de uma fotografia em escala maior. Mas, ao observarmos mais de perto, verificamos que toda sua arte é feita com canetas comuns.  




A genial Carine Brancowitz, por fim, é enfática: "No computador, o artista se vê a beira do fracasso durante todo o processo".






15 de jul. de 2012

Para onde vai a multidão?

Uma única massa errante, absorta e anônima salta aos olhos na série In the Crowd da italiana Francesca Bifulco. Ela segue, não se sabe para onde, não se sabe porquê... "Ninguém é seu dono, ainda que creia tê-la dominado", já dizia Ionesco. E é justamente essa sensação de descontrole que é ressaltada nas pinturas de Bifulco. Impressiona e perturba - qualquer semelhança com os zumbis de Walking Dead não é mera coincidência!









13 de jul. de 2012

Onze Restaurantes dos Sonhos

Sou daqueles que acha que o ambiente faz toda a diferença na hora de comer. Muitas vezes, de tão charmoso e aconchegante, um lugar consegue deixar a própria refeição em segundo plano.

Heresia?! Calma lá! Como você vai poder comprovar nesse post, alguns restaurantes se transformaram em verdadeiros lugares dos sonhos.

É até difícil acreditar que eles existem, de fato...


Grotta Palazzese


Situado em um belo cenário de rochas e cavernas, o Hotel Ristorante Grotta Palazzese encontra-se nas falésias de Polignano, mar da Itália.


A gruta de onde o restaurante tem o seu nome, ’Grotta Palazzese ”, está localizada 24 metros acima do nível do mar, o que proporciona uma vista maravilhosa.




Imagine poder almoçar com seus pés sendo massageados e ainda contar com a brisa fresca de uma
cachoeira...


Essa é uma das atrações do Resort Villa Escudero, que fica nas Filipinas. No almoço, as quedas artificiais (que também são uma usina geotérmica) são direcionadas para as mesas. 


Ithaa Undersea Restaurant


E que tal desfrutar um delicioso jantar de frutos do mar, no próprio fundo do mar? A experiência mais do que única pode ser realizada no restaurante Ithaa Undersea Restaurant, no Hilton Resort and Spa das paradisíacas Ilhas Maldivas. Feito de paredes transparentes que permitem a visão panorâmica de 270 graus do mar, o restaurante repousa a cinco metros de profundidade e sua estrutura cilíndrica é feita de acrílico.



O resort Soneva Kiri, na Tailândia, criou um diferencial para seus clientes: a possibilidade de fazer uma refeição em uma árvore de 4 metros de altura. O serviço é entregue por atendentes voadores que passam de um bangalô para o outro através de uma tirolesa. 



O The Rock Restaurant é um lugarejo paradisíaco localizado nas rochas no meio do Oceano Índico, em Zanzibar – conjunto de ilhas ao largo da costa da Tanzânia, no leste Africano.  Originalmente um posto de pescadores, situa-se perto da praia de Michanwi Pingwe.

 

Localizada na Diani Beach, ao sul de Mombasa, no Quênia, a caverna de coral natural que abriga o restaurante deve ter por volta de cem mil anos.




Considerado por muitos um “pedaço do céu na Terra”, o club/restaurante situado em frente às rochas Faraglioni é o melhor de Capri, na Costa Amalfitana, há mais de meio século.
 


Famoso por estar situado no ponto mais alto de Bangkok, no terraço do edifício The Dome, o Sirocco possui um balcão circular que muda de cor e uma fina varanda de vidro que separa os comensais da vista espetacular.


Al Hadheerah 


Localizado a 45 minutos de Dubai, o restaurante recria a magia de um antigo forte, com pedras naturais e tapetes persas no melhor estilo Old Arabia.




Yellow Treehouse


Localizado no norte de Auckland, na Nova Zelândia, esse é um restaurante totalmente suspenso e preso ao tronco de uma sequóia há 40 metros do chão, e com vista para um belíssimo lago.


360

O restaurante mais badalado de Istambul oferece  uma vista aérea deslumbrante da Hagia Sofia e da Mesquita Azul.



11 de jul. de 2012

Alguns destaques do Anima Mundi 2012

Anima Mundi, maior festival de animação da América Latina e um dos maiores do planeta, começa esta semana no Rio. O Mosca Branca preparou um especial com alguns dos destaques (os que eu encontrei disponíveis na íntegra online) entre as centenas de produções nacionais e internacionais selecionadas.

Vamos a algumas pérolas que estarão por lá:


Para terminar, um belo representante nacional no Anima Mundi deste ano, Cafeka, de Natalia Cristine.

Cafeka from Alopra Estúdio on Vimeo.

9 de jul. de 2012

As cores, as flores e os passarinhos

(Replico aqui um post que fiz originalmente para o Follow the Colours, publicado na semana passada)

Dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual, da miopia discreta à cegueira total, falam como se vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo. Se você ainda não assistiu, não perca mais tempo e clique nesse link para conferir na íntegra o doc ‘Janela da Alma’, de João Jardim e Walter Carvalho.


Nele, Hermeto Pascoal nos conta como criou recursos sensoriais próprios. Confessa que quando tinha 30 anos, chegou a querer ser cego temporariamente, para que assim pudesse melhor desenvolver sua percepção musical. O músico diz que a visão não se dá fisicamente, com os olhos. Ao contrário, a visão verdadeira seria a visão interior. Diz mais, diz que possui, na verdade, um terceiro ouvido localizado na nuca. Pois é, Hermeto ouve música pela nuca! O cineasta Wim Wenders, por sua vez, nos ensina como os óculos podem ser a moldura do mundo, e como o cinema convida to dream yourself into the movie. Já o filósofo esloveno Evgen Bavcar, que se tornou cego após dois acidentes de guerra, mostra como tira ótimas fotografias apesar de sua deficiência. “É preciso crer para ver”. E, claro, não poderia faltar o depoimento do escritor português José Saramago, autor de Ensaio sobre a Cegueira: “… Se Romeu tivesse os olhos de falcão, provavelmente não se interessaria por Julieta, já que ele enxergaria muito mais defeitos do que o olho humano é capaz de fazê-lo…”

Esse doc foi a primeira coisa que veio a minha cabeça quando me deparei com o dilema de Diego, um menino cego que precisa fazer uma redação sobre flores e cores. Esse é o mote de um maravilhoso vídeo institucional da Organización Nacional de Ciegos de Espanã (ONCE). Esbarrei com esse trabalho outro dia numa dessas andanças pela web e, ao ser convidado pela Carol para esse post, não tive dúvidas:  ‘tem tudo a ver com o Follow the Colours!’



Siga as cores. Mas siga as cores não apenas com os olhos, mas sim com todo os seus sentidos. “… Porque há um passarinho para que cada flor tenha a sua cor”

Stay Cool

Se divertir, deixar todos os problemas pra trás e ser feliz. Em outras palavras, um brinde a porralouquice da juventude. É esse o mote do photobook Stay Cool do fotógrafo RJ Shaughnessy, artista responsável por várias campanhas para Levi’s, Nike e Adidas.


Seja qual for a maneira, legalmente ou ilegalmente, consequente ou inconsquentemente, o objetivo principal nos cliques de RJ é registrar a alegria espontânea e gratuita.







2 de jul. de 2012

A História do Rock 'n' Roll em 100 Riffs

Uma chuva de poemas em Londres

Cerca de 10 mil marcadores de livros com 150 poemas transcritos em mais de 50 idiomas foram lançados de um helicóptero na terça-feira passada sobre os visitantes do Jubilee Gardens, em Londres.

A ação do coletivo chileno Los Casagrande marcou  em grande estilo o início do Poetry Parnassus, considerado o maior evento de poesia do mundo, que acaba hoje.



O evento contou com a participação de poetas de todos os países que estarão presentes nos Jogos Olímpicos, que acontecem na capital inglesa a partir da última semana deste mês. Estiveram presentes desde  representantes das nações que passam pela Primavera Árabe até autores de regiões que vivem uma complexa situação política e social. O Brasil marcou presença com o poeta, contista, tradutor e professor Paulo Henriques Britto.

O Guardian publicou um mapa interativo com versões de todos os poemas em inglês. Confira aqui.