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21 de fev. de 2013

O poema que virou animação para se transformar em um manifesto contra o bullying

To This Day é um projeto baseado em um poema escrito por Shane Koyczan que explora o impacto profundo e duradouro que o bullying pode ter sobre um indivíduo.


A fantástica animação a seguir foi feita de maneira colaborativa por motion designers de várias partes do  mundo reunidos pelo estúdio Giant Ant 

Mosca branca!!!

(via Mashable)

9 de jul. de 2012

As cores, as flores e os passarinhos

(Replico aqui um post que fiz originalmente para o Follow the Colours, publicado na semana passada)

Dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual, da miopia discreta à cegueira total, falam como se vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo. Se você ainda não assistiu, não perca mais tempo e clique nesse link para conferir na íntegra o doc ‘Janela da Alma’, de João Jardim e Walter Carvalho.


Nele, Hermeto Pascoal nos conta como criou recursos sensoriais próprios. Confessa que quando tinha 30 anos, chegou a querer ser cego temporariamente, para que assim pudesse melhor desenvolver sua percepção musical. O músico diz que a visão não se dá fisicamente, com os olhos. Ao contrário, a visão verdadeira seria a visão interior. Diz mais, diz que possui, na verdade, um terceiro ouvido localizado na nuca. Pois é, Hermeto ouve música pela nuca! O cineasta Wim Wenders, por sua vez, nos ensina como os óculos podem ser a moldura do mundo, e como o cinema convida to dream yourself into the movie. Já o filósofo esloveno Evgen Bavcar, que se tornou cego após dois acidentes de guerra, mostra como tira ótimas fotografias apesar de sua deficiência. “É preciso crer para ver”. E, claro, não poderia faltar o depoimento do escritor português José Saramago, autor de Ensaio sobre a Cegueira: “… Se Romeu tivesse os olhos de falcão, provavelmente não se interessaria por Julieta, já que ele enxergaria muito mais defeitos do que o olho humano é capaz de fazê-lo…”

Esse doc foi a primeira coisa que veio a minha cabeça quando me deparei com o dilema de Diego, um menino cego que precisa fazer uma redação sobre flores e cores. Esse é o mote de um maravilhoso vídeo institucional da Organización Nacional de Ciegos de Espanã (ONCE). Esbarrei com esse trabalho outro dia numa dessas andanças pela web e, ao ser convidado pela Carol para esse post, não tive dúvidas:  ‘tem tudo a ver com o Follow the Colours!’



Siga as cores. Mas siga as cores não apenas com os olhos, mas sim com todo os seus sentidos. “… Porque há um passarinho para que cada flor tenha a sua cor”

2 de jul. de 2012

Uma chuva de poemas em Londres

Cerca de 10 mil marcadores de livros com 150 poemas transcritos em mais de 50 idiomas foram lançados de um helicóptero na terça-feira passada sobre os visitantes do Jubilee Gardens, em Londres.

A ação do coletivo chileno Los Casagrande marcou  em grande estilo o início do Poetry Parnassus, considerado o maior evento de poesia do mundo, que acaba hoje.



O evento contou com a participação de poetas de todos os países que estarão presentes nos Jogos Olímpicos, que acontecem na capital inglesa a partir da última semana deste mês. Estiveram presentes desde  representantes das nações que passam pela Primavera Árabe até autores de regiões que vivem uma complexa situação política e social. O Brasil marcou presença com o poeta, contista, tradutor e professor Paulo Henriques Britto.

O Guardian publicou um mapa interativo com versões de todos os poemas em inglês. Confira aqui.

15 de nov. de 2011

Verônica e seu inventário de tipos humanos

Com vocês mais uma maravilhosa descoberta da Dani Arrais: "Verônica tem apenas 16 anos, mas carrega no coração e na palma da mão toda a vontade de entender o mundo".


Inventário de Tipos Humanos é um tumblr onde a imaginação flui e se reflete em desenhos e descrições de gente que certamente deve existir em algum lugar perto de você.


Se com apenas 16 ela já faz isso, imagina daqui a uns anos?







13 de set. de 2011

A Grande Batalha dos Versos


Criado nos Estados Unidos durante a década de 1980 pelo poeta Marc Smith, o Poetry Slam é uma  competição em que poetas recitam versos para um júri. Contudo, ao contrário das declamações tradicionais de poesia, no Poetry Slam a audiência desempenha um papel fundamental. É ela quem decide se um poema é bom ou ruim.


As regras do jogo, que vem congregando cada vez mais entusiastas mundo afora, exigem que os participantes declamem poemas de sua autoria, com no máximo três minutos de duração, e não se utilizem de trilha sonora, cenário e figurino. Devem recorrer apenas à voz e à expressão corporal.



A competição de poesia falada ainda é pouco conhecida no Brasil, mas o país já possui uma representante na modalidade com destaque internacional. É a atriz paulista Roberta Estrela D`Alva.


Ela conquistou em Paris o terceiro lugar num torneio que reuniu concorrentes de 15 países, a 8ª Copa do Mundo de Slam. Chegou à França como zebra, já que os brasileiros não têm nenhuma tradição em disputas do gênero, mas acabou seduzindo a torcida e logo passou a figurar entre os favoritos. No confronto derradeiro, só pontuou menos que os canadenses Chris Tsé, segundo colocado, e David Goudreault, o campeão. O resultado impressiona ainda mais quando se considera que Roberta apresentou-se em português, enquanto os outros finalistas falavam inglês ou francês, idiomas compreensíveis pelos jurados. Legendas exibidas no fundo do palco traduziam as poesias da atriz.

O vídeo abaixo mostra em detalhes como foi. Sensacional!



18 de ago. de 2011

Santo Remédio!

Não sei se a artista e escritora Larissa Minghin se inspirou na Happy Pills de Barcelona, loja que vende balas e jujubas como se fossem remédios (sobre a qual já falamos aqui no blog), mas seu Santo Remédio é tão genial quanto!


Cada caixa do Santo Remédio contém um frasco com 15 poesias em cápsulas, uma bula exclusiva e um receituário (que serve como cartão) para presentear quem você gosta! O legal é que dá para personalizar (ou seria, manipular?!) o Santo Remédio conforme o caso, além dos temas oficiais, claro! Dentro de cada cápsula tem poesias, frases e haikais (forma poética de origem japonesa) relativo ao tema. Tudo escrito por Larissa e diversos outros poetas, como Caio Fernando de Abreu, Mário Quintana e Martha Medeiros.



Atualmente, tem uma edição limitada que vem numa simpática maletinha plástica.


Se você curtiu este (Santo) Remédio, entre no site clicando aqui ou informe-se sobre as formas de adquirir, mandando um e-mail para santoremedio.poesia@gmail.com



3 de jun. de 2011

“Fazer o que você não gosta é um desserviço para o espirito”

A citação que intitula esse post é do paranaense Hélio Leites, um artista de múltiplas linguagens ou, como vivem dizendo por aí, um 'significador de insignificâncias'. Meio louco, meio pardal, ele inventa formas e performances com caixas de fósforos, palitos de sorvete, restos de linha, rolhas, botões, enfim, pequenos objetos inválidos.


Todas as suas obras possuem nomes e, principalmente, uma história. “Sermão aos peixes”, “Nossa Senhora da Luz dentro da caixa de fósforo” e “Finalizador de TPM”, são alguns dos trabalhos mais populares. 




Não contente em ser o fundador da Associação Internacional do Botão, aquele mesmo que se desprendeu da sua camisa outro dia, e papa da Igreja da Graça, esta mesma que, ao contrário da Desgraça, só faz rir,  ele acaba de lançar o livro 'Mínimos', que retrata, nas palavras do próprio, “a história de um artesão lutando com caixinhas de fósforo, palitos de sorvete e outras miudezas, tentando consertar o jeito do mundo se enxergar e se aceitar”.


O mini-documentário abaixo faz parte do projeto “O que é tristeza pra você?”, que foi criado pra divulgar  o filme Thomás Tristonho. A história é sobre um menino rei midas meio torto, que acredita entristecer tudo o que toca. Parece interessante, né? Pelo que vi no site, fica pronto ainda nesse ano.



22 de mai. de 2011

Poesia Urbana

Em vez de escrever seus pensamentos em um caderno, como uma pessoa comum, Robert Montgomery escolhe fazer uma abordagem um pouco menos convencional. O artista baseado em Londres sequestra grandes outdoors e espaços urbanos  para compartilhar seus pensamentos em forma de poesia urbana, com o mundo ao seu redor.










5 de dez. de 2010

Orfi, Eura e um Poema em Quadrinhos


O consagrado escritor e artista plástico italiano Dino Buzzati (1906-1972) reconta de maneira genial o mito grego de Orfeu e Eurídice no formato de HQ no livro "Poema em Quadrinhos" (Cosac Naify, 2010) - um belo presente de Natal ou Amigo Secreto, caso você esteja sem muitas ideiais... 


Criada nos anos 1960, mas com um tom absolutamente vanguardista, a história transfere os personagens originais da Grécia antiga para Milão. Lá, Orfi canta canções melancólicas e é tido com uma celebridade, principalmente pelas mulheres que amam sua música. Uma noite, ao ter um sonho tenebroso, ele olha pela janela e vê sua amada Eura atravessar e vai então em sua busca.


No céu ou no inferno, como queira, Orfi se depara com vários mortos agonizando, até que encontra uma espécie de fantasma chefe, representado por um sobretudo vazio, que faz um tour pelo local explicando cada uma das subdivisões e o que era a eternidade para esses espectros. A grande sacada da história é apresentar essa outra vida como um local de tristeza em que os seres lamentam não existir “a última porta”, ou seja, todo o drama da existência deles está no fato de nunca mais morrerem.

Tendo esse pano de fundo, o chefe dos fantasmas faz um acordo com Orfi: deixar ele procurar sua mulher no outro mundo por 24 horas, desde que ele entretenha os espectros com sua música, uma música para rememorar aquilo que eles não tinham: a morte.



Fica a dica!

5 de mai. de 2010

Tirando poesia das matérias dos jornais

A partir de simples matérias de jornais, o escritor americano Austin Kleon, de 26 anos, faz suas poesias, ou, como gosta de chamar, 'Newspapers Blackout Poems'.


Munido de canetinha preta e uma polpuda edição do "The New York Times" debaixo do braço, Austin escolhe seus artigos preferidos e circula as palavras que chamam sua atenção por qualquer motivo que seja. Daí nasce um poema.

"Olho para o jornal como se fosse um caça-palavras mesmo. Escolho um artigo que seja interessante e então o trato como se fosse uma tela de letras em branco, procurando por palavras que saltem aos meus olhos. Depois de encontrar a combinação de palavras para o poema, eu as circulo, e então apago todas as outras que não me servem", descreveu Austin em entrevista para o Colherada Cultural.


A proposta, que acaba de se tornar um livro, 'Newspaper Blackout', pode ser melhor apreciada no vídeo abaixo, inteirinho em time-lapse.

19 de jul. de 2009

Daria para imaginar uma coletiva de imprensa
para apresentação de um grande astro do futebol assim?


A BBC lançou uma campanha para promover a sua Poetry Season, uma série especial para inspirar a poesia entre os ingleses, divulgando os maiores poetas da história e suas obras. A criação da campanha foi da RKCR/Y&R e segue a assinatura “Let poetry into your life”, para tentar reviver e acender a paixão do povo inglês pela poesia.

A campanha contou com pequenos vídeos virais, onde celebridades apareciam em diversas situações em que se viam inspiradas com a paixão pela poesia. Abaixo você confere o vídeo com o jogador de futebol Blake, onde supostamente ele acaba de fechar um contrato milionário. O seu discurso de apresentação ao chegar em terras inglesas surpreende toda a coletiva de imprensa e o mundo. A poesia em questão é do inglês William Blake, chamada “Jerusalem”, que você confere logo após o vídeo.



William Blake - Jerusalem


“And did those feet in ancient time

Walk upon England’s mountains green?

And was the holy Lamb of God

On England’s pleasant pastures seen?

And did the Countenance Divine

Shine forth upon our clouded hills?

And was Jerusalem builded here

Among these dark satanic mills?


Bring me my bow of burning gold!

Bring me my arrows of desire!

Bring me my spear! O clouds, unfold!

Bring me my chariot of fire!

I will not cease from mental fight,

Nor shall my sword sleep in my hand,

Till we have built Jerusalem

In England’s green and pleasant land.”