O céu noturno está desaparecendo diante de nossos olhos. A
s milhares de estrelas, uma vez
visíveis a olho nu, agora estão obscurecidas pelo brilho da luzes industriais e pela
poluição.
Pesquisadores estimam que uma criança nascida hoje tem em média apenas uma mísera chance em dez de testemunhar um céu verdadeiramente escuro. Moradores de grandes cidades, como São Paulo, Nova York e Tóquio, por sua vez,
geralmente não chegam a vislumbrar mais de 500 estrelas durante a vida toda.
Felizmente, alguns lugares permanecem praticamente intocáveis e garantem ainda o espetáculo. Mas, se o
Grand Canyon, nos Estados Unidos, e o
Ridge A, na Antárctica - fotos acima - se mostram inacessíveis para a maioria dos mortais, o
hotel Elqui Domos no nosso vizinho, o Chile, pode ser uma excelente e acessível alternativa - a diária na alta temporada é de US$ 145,00.
Localizado em um vale cercado pelas montanhas dos Andes, a 500 quilômetros ao norte de Santiago, o hotel astronômico, como se autodenomina, é constituído por habitações confortáveis, com terraço e teto retrátil em cima da cama para se ver as estrelas a olho nu ou com a ajuda de telescópios.
A falta de chuvas e o clima agradável durante todo o ano favorecem o turismo astronômico, atraindo muitos hóspedes que amam relaxar observando as estrelas.
“O que torna o Elqui Domos especial é o fato de ser dedicado a uma fantasia – a de observar da própria cama as estrelas, o lugar onde tudo começou”, conta Esteban Zárate, um dos proprietários.
Fica a dica.