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28 de fev. de 2013

Seria o folhetim a solução para não ter que ficar comprando livro que você corre o risco de parar de ler na metade?


Depois de fazer fama com romances tradicionais, entre eles o premiado Abril Vermelho, o escritor peruano radicado na Espanha Santiago Roncagliolo acaba de restaurar um formato de literatura bastante comum no século XIX e que pode, paradoxalmente, ser um sopro de inovação nessa era em que ninguém tem tempo para nada: o folhetim. 


Sua nova obra, Oscar y las mujeres, é um ficção dividida em nove fascículos, que estão sendo vendidos a 0,99 euro cada e que, finda a edição seriada digital, ganhará um volume em papel. A história é protagonizada por um autor de telenovelas que, depois de ser deixado pela mulher, vê-se em frente a um bloqueio criativo.

“A vantagem para o leitor é que ele paga de acordo com o que lê. Se a história não o prende mais, poderá saber uns 20 euros antes que se tivesse gastado com a edição em papel. Cabe aos escritores, do outro lado, trabalhar para seduzir o leitor a cada página, o que, no fim, não será ruim para a qualidade do texto”.

Como eu sou um daqueles que deixa muito livro pela metade, achei a ideia bastante interessante. E você?

Referência: Galileu

16 de jun. de 2010

Muti - Um Folhetim 2.0 do Le Monde

Inspirado nos folhetins literários do século XIX, romances publicados de forma parcial em periódicos da época, e procurando fazer um link com o Mundial de Futebol na África do Sul, o jornal Le Monde lançou recentemente o projeto Muti, uma versão moderna do formato.


Embora tenha estranhamente obtido pouca repercussão internacional, o folhetim moderno escrito por Caryl Férey, responsável pelo best seller Zulu e um dos mais importantes autores contemporâneos da França, merece ser visto com bastante atenção pelos veículos de comunicação nacionais e certamente é um belíssimo modelo a ser replicado.

 
Muti explora todas as possibilidades oferecidas pela reprodução digital. Som, imagens fixas e em movimento, RSS e conexões com as principais redes sociais. Os quinze episódios interativos, com fotos de Alice Buckley e desenhos de Edmond Baudoin,  mostram a saga de um detetive digital na Cidade do Cabo em plena Copa do Mundo.