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4 de jun. de 2012

Learnist - Share what you know

O Learnist é uma espécie de Pinterest do aprendizado. A ideia é agrupar em boards conteúdos de pesquisa como vídeos no YouTube, artigos da Wikipedia, reportagens, enfim, tudo sobre um determinado assunto que possibilite um processo de aprendizado mais claro e sem interrupções.



Assim como no Pinterest, os usuários podem compartilhar, ‘curtir’, reblogar e comentar nas publicações das pessoas que seguem.

O Mashable publicou recentemente uma matéria a respeito. Vale a pena acompanhar!

8 de fev. de 2012

826 National

A 826 National é uma escola, ou melhor, várias escolas. Na verdade, é uma ONG que oferece aulas particulares de redação para alunos de 6 a 18 anos. É para lá que vão as crianças que acham que não sabem escrever ou o oposto: as que gostam muito.



Mas o que são essas fotos de fachadas inusitadas acima, você pode me perguntar? Pois é, como é uma ONG, a escola oferece aulas gratuitas e todos os professores são voluntários: escritores, jornalistas, redatores, etc. Para se sustentar, a 826 se aloja sempre nos fundos de uma loja falsa. Falsa e… absurda! A ideia é sustentar o projeto com produtos para super-heróis, piratas, etc.

A primeira escola/loja surgiu em São Francisco e o número 826 era o número da escola. Hoje são 8 escolas espalhadas pelos Estados Unidos que contam com 28 mil estudantes.


Tem a  Pirate Supply Store, que como o próprio nome diz, é uma loja para Piratas com ganchos, iscas ou repelente de sereias, bandeiras, mensagens em garrafas, baús, tapa-olhos, bússolas;



Tem também a  The Brooklyn Superhero Supply Co. que conta com capas, kits de identidades secretas, anti-matéria,  velocidade da luz em lata , gravidade em lata;


Tem a  The Boring Store, uma loja para espiões com objetos entendiantes e sem qualquer glamour (mas que na verdade são gadgets sofisticados);



Tem o The Museum of Unnatural History, um museu dedicado às raridades entre as raridades e o surreal entre as surrealidades, como vidrinhos com lágrimas de unicórnio ou latas de Sopa Primordial... E por aí vai.



Assista o vídeo e entenda melhor toda essa fascinante empreitada!



Genial não?! Tem mais esse vídeo do Gerald Richards, o CEO, na PSFK Conference SF 2011





E para fechar ainda tem esse vídeo do TED de 2008 com o idealizador de tudo isso, Dave Egger:



Posso aplaudir?!

(Referência: UOD)

6 de set. de 2011

SkillShare e a democratização do conhecimento

Um site criado em Nova York, batizado de Skillshare (compartilhamento de habilidades), vem dando o que falar na imprensa americana e nas redes sociais.

A premissa é convidar as pessoas a vender suas habilidades e coloca-las em contato com quem poderia estar interessado em comprar. Vale qualquer habilidade: dar aula de matemática, ensinar a desenvolver programas de internet, dar aula de espanhol, de pintura, de canto, etc.


O projeto tem crescido a passos largos. Possui já quase mil professores cadastrados nos Estados Unidos, que ganham em média 20 dólares por aula - 15% fica para o site. Em uma matéria publicada no mês passado no New York Times, o Skillshare anunciou ter recebido um aporte de 3 milhões de dólares de dois renomados fundos de venture capital. E olha que o projeto não tem mais de um ano no ar...

Recentemente, em artigo publicado na Folha, o jornalista Gilberto Dimenstein comenta que muita gente redescobriu, por meio do Skillshare, a utilidade em algo que sabe fazer bem e que quase não era explorado. Muito menos dava dinheiro.

"É exatamente minha aposta para onde vai a educação do futuro, na qual mais gente do que se imagina pode ser aluno e professor por tempo indefinido".

O vídeo abaixo mostra a proposta em detalhes, que merece ser replicada urgentemente por aqui!


Let's Start a Learning Revolution from Skillshare on Vimeo.

1 de abr. de 2011

Morte e Vida Severina vira animação

Morte e Vida Severina ganhou versão em desenho animado. A saga do retirante Severino, “aquele da Maria do Zacarias, lá da serra do Costela, limites da Paraíba”, foi ilustrada pelo cartunista pernambucano Michel Falcão. A animação, também transformada em quadrinhos, entra na grade de programação da TV Escola nesta segunda-feira, 4 de abril.


Em pouco menos de 55 minutos, a animação dá vida ao texto original – sem nenhuma alteração – de João Cabral de Melo Neto, em desenhos feitos a bico de pena. Com o uso de tecnologia 3D (três dimensões), a animação é resultado de uma parceria com a Fundação Joaquim Nabuco.

Escrito entre 1954 e 55, o poema, considerado um marco na literatura nacional, narra a trajetória de um migrante nordestino até a cidade de Recife, ainda hoje a mais próspera da região. Com fortes elementos de crítica social, o texto já foi tema de teatro, música, filme, seriado de TV e, mais recentemente, de história em quadrinhos, também ilustrada por Michel Falcão.

Confira o trailer:



10 de fev. de 2011

A loja online das meninas carentes da Índia

“Girl Store” é um site em formato de loja virtual com o mote: “devolver a vida às garotas da Índia”.  Qualquer pessoa que visitar o endereço pode doar todo tipo de material escolar para as meninas carentes do país asiático - disponível também para brasileiros via PayPal.


No site, meninas (modelos) representam as pequeninas que realmente estão precisando de ajuda. Ao lado de cada uma delas, materiais escolares estão disponíveis para compra/doação.

À medida que os materiais forem vendidos, novas garotas passam a ocupar o lugar das que já receberam as doações.

(via ADivertido)

28 de out. de 2010

Por um mundo com pais e educadores menos paranóicos

Muito se fala dos perigos que as crianças correm na Internet, porém são raros aqueles que abordam as novas possibilidades de aprendizado e mesmo de inspiração que elas podem desfrutar no universo online. Não são poucas, contudo, as iniciativas nessa área e algumas, diga-se de passagem, supreendem em suas concepções. Relaciono abaixo alguns projetos que valem a pena ser conhecidos:


Começamos com o Smories, um projeto criado pelo casal Lisa Swerling e Ralph Laza, que traz dezenas de histórias contadas em vídeo pelas próprias crianças e para crianças. Eles prometem 50 novas histórias todo mês.


Outra boa ideia é a do Bzzzpeek, um site que oferece uma coleção de onomatopéias, que representam os sons emitidos por centenas de animais e meios de transporte. Os sons são criados por crianças de países diferentes e nos permitem, portanto, verificar como estes mudam de acordo com a cultura e nacionalidade.


O ZooBurst, por sua vez, alia a criação de livros infantis com a tecnologia tridimensional disponível atualmente. Usando a  ferramenta, contadores de histórias, de qualquer idade, podem criar seus próprios mundos ricos em histórias que podem ganhar vida. Os livros são completamente baseados na web e podem ser visualizados a partir de qualquer ângulo por meio do Adobe Flash plugin.

O autor do livro pode optar por tornar os personagens e/ou objetos "clicáveis", permitindo que se aprenda mais sobre características individuais dentro da história. Há ainda a opção de realidade aumentada, sendo necessária apenas uma webcam instalada no computador. Confira a demo:



Vale, por fim, destacar o projeto Hole in the wall, que o cientista indiano Sugata Mitra vem conduzindo já há algum tempo. Consiste, basicamente, de um computador com internet, enfiado em uma parede em locais onde não existem escolas ou professores qualificados. Vale assistir a explicação do próprio Sugata sobre como o projeto funcionaria na prática em uma edição recente do TED:

9 de out. de 2010

O Paraíso dos Autodidatas

A Internet tornou imensamente mais fácil a vida de quem quer ou precisa, sobretudo por indisponibilidade de recursos financeiros, estudar por conta própria. O Open CourseWare Consortium, por exemplo, é um consórcio global de universidades e instituições de ensino que contribui com o desenvolvimento da educação, através da publicação de conteúdo aberto e gratuito na Rede. O endereço mantém um diretório de cursos online gratuitos de mais de 200 universidades de primeira linha como Stanford, MIT e Yale, entre outras ao redor do mundo.


No Brasil, a Fundação Getulio Vargas participa da iniciativa e oferece cursos de áreas como gestão empresarial e metologia, além de conteúdo para professores do Ensino Médio. Os alunos não obtêm certificado, mas, se acertarem mais de 70% de uma prova de dez questões ao final do curso, a fundação oferece uma declaração de término do curso.

16 de abr. de 2010

Aprendendo com Realidade Aumentada

O vídeo abaixo mostra uma série de exemplos de aplicação de realidade aumentada no ensino de conteúdos de diversas disciplinas do currículo escolar. Vale conferir e se inspirar!



(via Lousa Digital)

4 de mar. de 2010

Ele levou a lousa para a Internet

Formado em Harvard e no Instituto de Tecnologia de Massachussets, Salman Khan 'literalmente' levou a lousa para a tela do computador de milhares de pessoas. Basicamente, apenas com o auxílio do Microsoft Paint, ele desenvolve tutoriais em matemática, química, física e uma centena de assuntos mais complexos (para eu que sou de humanas, o termo mais correto seria indecifráveis) que são uma mão na roda para cerca de 70 mil estudantes que acessam seus vídeos mensalmente.

De acordo com uma reportagem do San Francisco Chronicle, Salman Khan começou dando aulas de reforço à distância para sua sobrinha, Nadia, em 2004, e logo outros membros da família se juntaram a ela. Percebeu então que seria mais prático gravá-las e disponibilizá-las no YouTube, o que tornou suas aulas disponíveis para um público ainda maior.

Muitos comentários sobre os vídeos no YouTube refletem o porquê de seu enorme apelo - são 35 mil acessos por dia. Em um dos tutoriais da Khan Academy, por exemplo, as respostas incluem: "Por que meu professor de cálculo não me disse que era tão simples?" ou "Eu era uma negação no meu curso de física. Você me salvou". Outros chegam a aclamar o autor do vídeo: "Você é o deus da matemática!!!"



Já são mais de 1100 vídeos disponíveis, sendo que todos, basicamente, possuem a mesma estrutura: um fundo negro com linhas brilhantes e coloridas para as equações, que são resolvidas, simultaneamente, com as explicações.

Todo o retorno financeiro de Khan é proveniente dos anúncios no YouTube, mas já há conversas adiantadas com investidores para ampliar a operação, que hoje se restringe apenas a ele. Confira abaixo um breve vídeo de apresentação desse admirável exemplo de empreendedorismo social.


10 de fev. de 2010

Coisas para aprender



O designer dinamarquês Christian Borstlap fez estas ilustrações animadas para a instituição holandesa de caridade para crianças, Kinderpostzegels. A proposta, que por sinal vale para qualquer um, é mostrar como pode ser fácil aprender sobre as coisas que estão ao nosso redor.

16 de nov. de 2009

Insights do TEDxSP

Eu achava que quinze minutos era um tempo muito escasso para fazer uma apresentação, mas nesse final de semana tive a oportunidade de descobrir que estava completamente enganado. A primeira edição do TED no Brasil reuniu no Teatro da Mooca especialistas dos mais variados ramos de atividade, tendo como fio condutor a inovação, e mostrou que quinze minutos são mais do que suficientes para expor com brilhantismo qualquer tema.

O TED, sigla para Technology, Entertainment and Design, e cujo lema é Ideas worth spreading, começou com uma conferência nos idos de 1984, reunindo grandes pensadores com a premissa de disseminar conhecimento e expor idéias para mudar atitudes, comunidades e o mundo. Desde então o evento foi crescendo em escala exponencial. Ocorre anualmente na cidade de Long Beach, na Califórnia, durante quatro dias.

Bill Clinton, Bono Vox, JJ Abrams (criador da série Lost), Chris Anderson (editor chefe da revista Wired e autor do livro 'A cauda longa'), Jeff Bezos (fundador da Amazon), Al Gore, Stephen Hawking e Peter Gabriel são alguns dos colaboradores do evento.

A primeira edição do TED no Brasil que o blog Mosca Branca acompanhou nesse final de semana foi primorosa em todos os sentidos: palestrantes, conteúdo, diversidade de assuntos, organização, amplitude e grandiosidade do público que esteve presente. Em breve, todas as apresentações estarão disponíveis na íntegra aqui. Enquanto isso, confira abaixo alguns dos insights apresentados:

Bicicleta de Bambu

O bambu é uma uma planta que consegue ser versátil e eficiente ao mesmo tempo. Uma de suas principais vantagens é agregar, em um mesmo material, flexibilidade e resistência. Graças a essas características ele é aplicável nas mais diversas áreas, podendo ser usado para várias finalidades. Uma delas, bem original, é o transporte.

O designer brasileiro Flávio Deslandes pesquisou durante alguns anos as propriedades do bambu. Após esse tempo de estudo, ele projetou uma bicicleta cuja armação, ao invés do tradicional alumínio, é feita de, vejam só, bambu!

O modelo custa a partir de EUR $ 3.800,00 e já vem sendo produzido na Dinamarca. Para maiores informações, clique aqui

Os montadores de paredes

Valério Dornelles inventou uma nova forma de levantar paredes - e sua inspiração foi o filho de 7 anos brincando com Lego. Criado em 2000, o novo sistema de construção é baseado em tijolos de tamanhos diferentes, que podem ser encaixados da mesma forma que as peças do brinquedo. O novo sistema foi patenteado e deu vida ao que hoje é a Tecno Logys, que já conta com mais de 15 mil apartamentos montados no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Os blocos permitem erguer paredes com o dobro da velocidade tradicional, mas o manuseio do material é mais complexo e demanda treinamento. Para isso, foi criada uma escola de pedreiros que, de acordo com a proposta da empresa, passaram a ser chamados de 'montadores de parede'. O método foi incluído entre as 1001 maiores inovações brasileiras pela consultoria Monitor Group.

A água que vem do ar

O publicitário Danilo Mendes abandonou o universo das grandes empresas para participar da fundação de uma start-up em um segmento cada vez mais crucial para o mundo: água. A empresa que ele criou, a HNF Water, criou uma máquina que extrai a água da umidade do ar. A solução foi apresentada recentemente em Riad, capital da Arábia Saldita, que sofre terrívelmente com a escassez de água, e foi bastante elogiada. Outro uso que vem sendo estudado é nas sessões de hemodiálise.

Nós do Morro

Em 1986, Guti Fraga criou no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, um grupo de teatro com jovens da favela que ganhou o nome de 'Nós do Morro'. Em mais de duas décadas, foram encenadas 75 peças que mudaram a vida não só de quem assistiu, mas de quem atuou. Conheça um pouco mais sobre esse maravilhoso projeto, que emocionou a todos no TED, assistindo ao vídeo abaixo:



Já ouviu falar de Gabi Amarantos? Deveria.

Sabe qual foi a única exigência que Chris Anderson, editor chefe da cultuada revista americana Wired e autor dos best sellers 'A Cauda Longa' e 'Free', fez ao vir ao Brasil no final do ano passado? Conhecer Gabi Amarantos. Nunca ouviu falar? Tudo bem, eu também não a conhecia.

Fui apresentado a ela na palestra do genial Ronaldo Lemos, um dos maiores especialistas em direitos autorais do Brasil e autor do livro 'Tecnobrega - O Pará reinventando o negócio da música'. Gabi Amarantos é a vocalista da banda Tecnoshow, um dos maiores expoentes do tecnobrega. O ritmo é uma síntese da mistura da música eletrônica e da cultura de DJs com a canção romântica brasileira, o pop internacional, o calypso e outros ritmos tradicionais do norte do país.

O principal meio de divulgação do gênero são os bailes organizados pelas “aparelhagens”, equipes de som que competem pela atenção do público tanto por meio do áudio como com cenários de palco mirabolantes e shows de efeitos especiais e iluminação.

Além do Tecnoshow, as principais bandas e aparelhagens paraenses de tecnobrega são Tupinambá, AR-15, Companhia do Tecno, Beto Metralha, Poderoso Rubi, Banda Mega Pai-D'Égua e Príncipe Negro.

O funcionamento: as bandas e DJs gravam de uma a quatro músicas num estúdio (normalmente caseiro). Mandam as canções para rádios e aparelhagens. Os camelôs compilam as músicas de maior sucesso em um CD e vendem nas ruas. O CD custa entre R$ 3 e R$ 4; um DVD, R$ 10. São 400 cds e 100 dvds por ano em um mercado que movimenta cerca de R$ 2 milhões por mês.

Vote na Web

Lançado oficialmente no TED, Vote na Web é uma iniciativa bem bacana, ancorada em um site na Internet, onde você pode ver e votar nas leis em pauta na Câmara e no Senado e comparar suas posições com o resultado da votação dos políticos.

Pode também acompanhar o representante em quem votou e ainda ver o seu grau de afinidade com os políticos. Uma ferramenta incrível para favorecer um voto mais consciente e realmente capaz de representar os interesses de cada um. Vale conhecer

Many Eyes

A pesquisadora brasileira Fernanda Viégas, Ph.D pelo Media Lab, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), acredita que a forma como as pessoas vêem as informações e conseguem estabelecer relações entre elas faz a diferença para o debate público de ideias e para o engajamento dos cidadãos na realidade. Por isso, especializou-se em visualização de dados e fundou, com Martin Waterbarg, o site Many Eyes, mantido pela IBM dos Estados Unidos.
O site é uma experiência colaborativa que analisa os impactos das técnicas de divulgação de informações sobre o debate público. Além de acessar e comentar gráficos que apresentam de forma visual estatísticas tão distintas quanto o índice de desemprego americano por estado e os termos mais associados por homens e mulheres ao assunto suicídio no Google, qualquer pessoa pode criar seus próprios gráficos usando os data sets disponíveis. Na era da chamada 'obesidade da informação', um projeto mais do que pertinente.

NAVE

“A única coisa que pessoas enterradas há meio século no brasil achariam absolutamente normal se revivessem hoje seriam as escolas". Essa frase proferida por Silvio Meira em uma de suas palestras sobre tecnologia da informação reflete o quanto as nossas escolas ainda estão atrasadas em relação ao mundo e aos meios digitais em matéria de educação e modus operandi das dinâmicas escolares.

Pensando nisso, o Governo do Estado do Rio de Janeiro - através de sua Secretaria de Estado de Educação e de Cultura - em parceria com a Oi Futuro (núcleo de responsabilidade social da empresa Oi) iniciaram o projeto NAVE (Núcleo Avançado em Educação) que nada mais é do que o conceito de escola do Futuro.

O NAVE é o Colégio Estadual José Leite Lopes. Na parte da manhã o colégio segue a grade curricular normal do MEC como qualquer outro colégio. Mas à tarde os 600 alunos podem se deliciar com os ensinamentos do mundo digital. Nessa grade, há matérias variadas como Programação de games, Roteiros para Mídias Digitais, Geração Multimídia, TV Digital, etc. Este seguimento do NAVE é chamado de Fábrica de Cultura Digital.

A meta do NAVE é preparar jovens que, no futuro, possam ter facilidade para exercer profissões modernas como, por exemplo, roteiristas, programadores, designers e gestores para atuar em TV digital, internet, celular e jogos eletrônicos. Recentemente, a escola Cícero Dias no Recife também passou a adotar o modelo.

Pedalando e Educando

Em 2001, impulsionado por um desejo em viajar pelo mundo, o arquiteto mineiro Argus Caruso Saturnino desenvolveu um projeto educacional chamado "Pedalando e Educando", que consistia em passar às crianças de escolas públicas o conhecimento e a experiência adquirida nas localidades que percorria.

Através da Internet, as escolas receberam perodicamente um material didático inovador com fotos e textos relatando a aventura de volta ao mundo de bicicleta. Toda a viagem foi elaborada para utilizar-se de rotas que potencializam o interesse pela História, Geografia e o dia a dia dos locais visistados. O objetivo era que o material fosse utilizado em sala de aula para discussão com um profissional de ensino.

Durante três anos e meio, Caruso pedalou por 28 países, percorrendo 35 mil quilômetros pelas rotas tradicionais, como a Inca e a da Companhia das Índias Orientais, registrando em textos e imagens as peculiaridades e as culturas dos países que visitou. Sua aventura começou em dezembro de 2001, em Cordisburgo, no interior mineiro. De lá, a expedição solitária a bordo da "magrela" passou pela Bolívia, Peru, Tanzânia, Quênia, Egito, Jordânia, Síria, Turquia, Líbano, Irã, Grécia, Romênia, Hungria, Croácia, Eslovênia, Itália, França, Inglaterra, Índia, Nepal, Tailândia, Laos, Camboja, Malásia, Indonésia, Timor Leste e Austrália.

Em janeiro de 2010, Caruso inicia a nova fase do projeto, agora denominado "A Escola do Mundo", no qual vai percorrer cidades do Norte e do Nordeste do Brasil, levando esses relatos e fotos para crianças dessas localidades.

Farmácias Vivas

O uso de ervas medicinais, muitas delas cultivadas no fundo do quintal, é uma prática secular baseada no conhecimento popular e transmitido oralmente, na maior parte das situações. É difícil encontrar alguém que não curou a cólica infantil com camomila ou erva-doce ou o mal estar de uma ressaca com chá de folhas de boldo, sem qualquer receita médica.

Numa população com baixo acesso a medicamentos, como a brasileira, agregar garantias científicas a essa prática terapêutica traz variadas vantagens. Esse é o pressuposto que deu origem ao projeto “Farmácias Vivas” que apóia pessoas carentes que não tem condições de comprar medicamentos. Para eles, a única opção é utilizar remédios da natureza ou dos vendedores de ervas.

Nas farmácias vivas, os medicamentos são preparados em laboratório de fitoterápicos sob responsabilidade de um farmacêutico especialmente treinado. Para sua administração, o princípio ativo é mantido nas plantas (e não isolado como faz a indústria farmacêutica) na forma de chás, xaropes, tinturas e cápsulas gelatinosas.

O projeto foi criado no Ceará, mas hoje também está presente em Brasília, no Piauí e no Pará.

Central da Periferia

Para finalizar esse post, não poderia deixar de fora a provocante e entusiasmante palestra da atriz e apresentadora da TV Globo, Regina Casé. Ela trouxe ao palco do TED suas descobertas na produção do programa Central da Periferia, criado em 2006, em que pela primeira vez na história dos veículos de comunicação de massa, a cultura original das favelas e comunidades carentes pôde ser mostrada de fato como é, sem maquiagens ou juízos de valor.

Vale a pena assistir os dois vídeos abaixo que registram os melhores momentos do programa que, como a própria Regina Casé disse em sua apresentação, infelizmente ainda esbarra no nojinho da 'elite pseudo intelectual' pela autêntica produção cultural da periferia.



26 de mai. de 2009


Com o objetivo de eliminar os métodos tradicionais de controle de presença dos estudantes, como chamada oral e listas, a Universidade Aoyama Gakuin, do Japão, iniciou a distribuição de mais de 550 iPhones 3G para seus pupilos na última sexta-feira. A única obrigação dos alunos é deixar o sistema de GPS do aparelho ligado.

O GPS dos aparelhos irá confirmar se os estudantes estiveram ou não nas aulas. De acordo com o periódico japonês The Mainichi Daily News, também será possível fazer pequenos testes, responder à enquetes da escola, além de ter acesso a trabalhos e vídeos complementares por meio do telefone da Apple.

A faculdade irá custear as tarifas básicas da operadora para que o telefone funcione. Para isso, foi selada uma parceria com a Softbank Mobile.

São cada vez mais comuns os casos de universidades no exterior que já incluem o iPhone em sua lista de materiais didáticos. No início do mês de maio, a Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, causou polêmica ao exigir que seus alunos do curso de jornalismo comprassem o aparelho. De acordo com a universidade, o objetivo era garantir que os alunos pudessem armazenar palestras disponibilizadas em uma seção especial da iTunes Store para estudar nas horas vagas. O dinheiro gasto com a compra do iPhone foi revertido em descontos na mensalidade.


5 de fev. de 2009

No editorial de uma recente edição do Meio & Mensagem, Regina Augusto revela um fato, no mínimo, intrigante da viagem que fez à Índia: "...Uma das coisas que mais chama a atenção nas ruas, tanto de Bombaim quanto de Nova Délhi, é que os meninos que ficam nos semáforos vendem livros, e não balas com coisas sem nenhum valor, como acontece nas grandes cidades brasileiras. E não são livros usados ou velhos, mas lançamentos e best sellers, como o novo volume de Thomas Friedman, Hot, Flat and Crowded, ainda inédito no Brasil, e Eat, Pray and Love, de Elisabeth Gilbert".

O ideal é que crianças não precisem vender nada na rua para sobreviver, mas penso que essa descrição vale por si só uma reflexão sobre o país que temos e o país que queremos.

Eis alguns números:

4,7 livros – é a média de leitura anual da população brasileira, incluindo a Bíblia e livros didáticos e técnicos, segundo pesquisa feita no ano passado com adolescentes e adultos pelo Instituto Pró-Livro
1,3 livro – é o número de obras que os brasileiros lêem por ano por vontade própria, sem ser obrigados por escolas ou universidades
1,1 livro – é o número de obras que as pessoas compram por ano
39% dos leitores brasileiros têm até 17 anos, ou seja, estão em idade escolar e lêem livros indicados pela escola; 14% têm entre 18 e 24 anos, idade compatível com ensino superior.


Apesar de tudo isso, uma iniciativa isolada que vem acontecendo há alguns anos na capital federal serve como alento. Luiz Amorim, garoto pobre, começou a trabalhar aos 12 anos, foi alfabetizado aos 16 e leu seu primeiro livro aos 18. Empregado de um açougue praticamente falido chamado Triângulo e Damasco, fez uma proposta e o arrematou no longínquo ano de 1994. Imediatamente mudou o nome do estabelecimento para T-Bone. Em meio à peças de fraldinha e picanha, Luiz abriu uma estante onde empilhou alguns livros que passariam a ser oferecidos gratuitamente para a leitura dos clientes, que depois os devolveriam. Começou com dez livros, hoje tem um acervo de 10 mil.

Inquieto, criou um projeto de noites culturais, cujo propósito era oferecer um espaço para que o público pudesse ter contato direto com escritores, músicos e artistas plásticos. As reuniões começaram modestas, agrupando cerca de 30 pessoas. Hoje, dez anos depois, contabilizam-se mais de 150 mil pessoas e mais de 500 artistas para participar desta celebração à arte na entrequadra 312/13 da Asa Norte. Artistas de renome nacional já se apresentaram no projeto, entre eles: Moraes Moreira, Chico César, Guilherme Arantes, Célia Porto, Tom Zé, João Donato, Geraldo Azevedo, Jorge Mautner, Belchior, Erasmo Carlos, e outros.

Luiz não parou por aí e estendeu a biblioteca para os pontos de ônibus da cidade. O novo projeto consiste em pequenas livrarias instaladas em 15 pontos estratégicos. A pessoa chega para esperar seu ônibus e aproveita para dar uma olhada nos livros. 'Gostou? Pode levar, mas tem que devolver'.

Pena, enfim, que a história de Luiz, um legítimo mosca branca, seja um caso isolado. Por ora, temos sim que nos contentar em vislumbrar espantados as pobres crianças distribuindo livros nas ruas indianas.