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1 de nov. de 2013

15 imagens incríveis das celebrações do Dia dos Mortos no México

Com fantasias, doces e muita tequila, o México festeja entre hoje e amanhã o Día de los Muertos. Segundo a crença local, os falecidos voltam às suas casas na data para visitar os parentes vivos.  Por isso, as famílias preparam altares repletos de objetos e comidas do gosto daquele que se foi, são acesas velas e incensos por toda parte e muito papel picado é jogado pelas janelas. A tradição é tamanha que já foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. 


Confira uma galeria com as populares catrinas, crânios de açúcar e oferendas:


















10 de fev. de 2012

Diretamente das 'profundezas' do Brasiiiilll

"Os rótulos de cachaça contam fatos da nossa história, mostrando um Brasil profundo (e nem sempre visível), mas inscrito e enraizado solidamente na cultura popular brasileira" - É desta forma que a jornalista Mona Dorf introduz um belo post em seu blog sobre a exposição 'Rótulos de Cachaça' de Egeu Laus, que desde 1940 coleciona 'estampas de caninha', em exibição no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro.



Os rótulos eram feitos muitas vezes pelos próprios donos dos alambiques de forma amadora e por ser um produto genuinamente brasileiro, conseguiu criar uma estética com características nacionais. Confira abaixo algumas preciosidades resgatadas pela exposição:












20 de jul. de 2010

Histórias de Alice


Inês é pedagoga, Franco é analista de sistemas e Alice, bem, ela é a simpática Kombi da foto. Em comum, os três têm o gosto pela aventura.

Acharam Alice na internet, uma Kombi que já veio com adesivos coloridos e uma vocação para a estrada. Imaginaram criar uma oficina de fotografia, apresentar um espetáculo de marionetes e exibir filmes pelas cidades onde passassem.

 
Assim, agradeceriam os relatos dos seus habitantes, que contariam para eles suas histórias e experiências de vida. Com esse material, os dois poderiam fazer um rico diário de bordo, na verdade um retrato da gente do Brasil de hoje. Inês teve o total apoio da editora, Franco foi despedido. Mas começaram a chegar os (ainda) pequenos apoiadores do projeto e eles acreditam que, no futuro, vai entrar um dinheirinho com a publicação das suas experiências.
 
Para acompanhar as peripécias dos dois, que saíram no dia 25 de maio pelo interior de São Paulo para uma aventura inicial, visite o site Histórias de Alice.
 
(Dica da @bellepaula)

16 de nov. de 2009

Insights do TEDxSP

Eu achava que quinze minutos era um tempo muito escasso para fazer uma apresentação, mas nesse final de semana tive a oportunidade de descobrir que estava completamente enganado. A primeira edição do TED no Brasil reuniu no Teatro da Mooca especialistas dos mais variados ramos de atividade, tendo como fio condutor a inovação, e mostrou que quinze minutos são mais do que suficientes para expor com brilhantismo qualquer tema.

O TED, sigla para Technology, Entertainment and Design, e cujo lema é Ideas worth spreading, começou com uma conferência nos idos de 1984, reunindo grandes pensadores com a premissa de disseminar conhecimento e expor idéias para mudar atitudes, comunidades e o mundo. Desde então o evento foi crescendo em escala exponencial. Ocorre anualmente na cidade de Long Beach, na Califórnia, durante quatro dias.

Bill Clinton, Bono Vox, JJ Abrams (criador da série Lost), Chris Anderson (editor chefe da revista Wired e autor do livro 'A cauda longa'), Jeff Bezos (fundador da Amazon), Al Gore, Stephen Hawking e Peter Gabriel são alguns dos colaboradores do evento.

A primeira edição do TED no Brasil que o blog Mosca Branca acompanhou nesse final de semana foi primorosa em todos os sentidos: palestrantes, conteúdo, diversidade de assuntos, organização, amplitude e grandiosidade do público que esteve presente. Em breve, todas as apresentações estarão disponíveis na íntegra aqui. Enquanto isso, confira abaixo alguns dos insights apresentados:

Bicicleta de Bambu

O bambu é uma uma planta que consegue ser versátil e eficiente ao mesmo tempo. Uma de suas principais vantagens é agregar, em um mesmo material, flexibilidade e resistência. Graças a essas características ele é aplicável nas mais diversas áreas, podendo ser usado para várias finalidades. Uma delas, bem original, é o transporte.

O designer brasileiro Flávio Deslandes pesquisou durante alguns anos as propriedades do bambu. Após esse tempo de estudo, ele projetou uma bicicleta cuja armação, ao invés do tradicional alumínio, é feita de, vejam só, bambu!

O modelo custa a partir de EUR $ 3.800,00 e já vem sendo produzido na Dinamarca. Para maiores informações, clique aqui

Os montadores de paredes

Valério Dornelles inventou uma nova forma de levantar paredes - e sua inspiração foi o filho de 7 anos brincando com Lego. Criado em 2000, o novo sistema de construção é baseado em tijolos de tamanhos diferentes, que podem ser encaixados da mesma forma que as peças do brinquedo. O novo sistema foi patenteado e deu vida ao que hoje é a Tecno Logys, que já conta com mais de 15 mil apartamentos montados no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Os blocos permitem erguer paredes com o dobro da velocidade tradicional, mas o manuseio do material é mais complexo e demanda treinamento. Para isso, foi criada uma escola de pedreiros que, de acordo com a proposta da empresa, passaram a ser chamados de 'montadores de parede'. O método foi incluído entre as 1001 maiores inovações brasileiras pela consultoria Monitor Group.

A água que vem do ar

O publicitário Danilo Mendes abandonou o universo das grandes empresas para participar da fundação de uma start-up em um segmento cada vez mais crucial para o mundo: água. A empresa que ele criou, a HNF Water, criou uma máquina que extrai a água da umidade do ar. A solução foi apresentada recentemente em Riad, capital da Arábia Saldita, que sofre terrívelmente com a escassez de água, e foi bastante elogiada. Outro uso que vem sendo estudado é nas sessões de hemodiálise.

Nós do Morro

Em 1986, Guti Fraga criou no Morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, um grupo de teatro com jovens da favela que ganhou o nome de 'Nós do Morro'. Em mais de duas décadas, foram encenadas 75 peças que mudaram a vida não só de quem assistiu, mas de quem atuou. Conheça um pouco mais sobre esse maravilhoso projeto, que emocionou a todos no TED, assistindo ao vídeo abaixo:



Já ouviu falar de Gabi Amarantos? Deveria.

Sabe qual foi a única exigência que Chris Anderson, editor chefe da cultuada revista americana Wired e autor dos best sellers 'A Cauda Longa' e 'Free', fez ao vir ao Brasil no final do ano passado? Conhecer Gabi Amarantos. Nunca ouviu falar? Tudo bem, eu também não a conhecia.

Fui apresentado a ela na palestra do genial Ronaldo Lemos, um dos maiores especialistas em direitos autorais do Brasil e autor do livro 'Tecnobrega - O Pará reinventando o negócio da música'. Gabi Amarantos é a vocalista da banda Tecnoshow, um dos maiores expoentes do tecnobrega. O ritmo é uma síntese da mistura da música eletrônica e da cultura de DJs com a canção romântica brasileira, o pop internacional, o calypso e outros ritmos tradicionais do norte do país.

O principal meio de divulgação do gênero são os bailes organizados pelas “aparelhagens”, equipes de som que competem pela atenção do público tanto por meio do áudio como com cenários de palco mirabolantes e shows de efeitos especiais e iluminação.

Além do Tecnoshow, as principais bandas e aparelhagens paraenses de tecnobrega são Tupinambá, AR-15, Companhia do Tecno, Beto Metralha, Poderoso Rubi, Banda Mega Pai-D'Égua e Príncipe Negro.

O funcionamento: as bandas e DJs gravam de uma a quatro músicas num estúdio (normalmente caseiro). Mandam as canções para rádios e aparelhagens. Os camelôs compilam as músicas de maior sucesso em um CD e vendem nas ruas. O CD custa entre R$ 3 e R$ 4; um DVD, R$ 10. São 400 cds e 100 dvds por ano em um mercado que movimenta cerca de R$ 2 milhões por mês.

Vote na Web

Lançado oficialmente no TED, Vote na Web é uma iniciativa bem bacana, ancorada em um site na Internet, onde você pode ver e votar nas leis em pauta na Câmara e no Senado e comparar suas posições com o resultado da votação dos políticos.

Pode também acompanhar o representante em quem votou e ainda ver o seu grau de afinidade com os políticos. Uma ferramenta incrível para favorecer um voto mais consciente e realmente capaz de representar os interesses de cada um. Vale conhecer

Many Eyes

A pesquisadora brasileira Fernanda Viégas, Ph.D pelo Media Lab, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), acredita que a forma como as pessoas vêem as informações e conseguem estabelecer relações entre elas faz a diferença para o debate público de ideias e para o engajamento dos cidadãos na realidade. Por isso, especializou-se em visualização de dados e fundou, com Martin Waterbarg, o site Many Eyes, mantido pela IBM dos Estados Unidos.
O site é uma experiência colaborativa que analisa os impactos das técnicas de divulgação de informações sobre o debate público. Além de acessar e comentar gráficos que apresentam de forma visual estatísticas tão distintas quanto o índice de desemprego americano por estado e os termos mais associados por homens e mulheres ao assunto suicídio no Google, qualquer pessoa pode criar seus próprios gráficos usando os data sets disponíveis. Na era da chamada 'obesidade da informação', um projeto mais do que pertinente.

NAVE

“A única coisa que pessoas enterradas há meio século no brasil achariam absolutamente normal se revivessem hoje seriam as escolas". Essa frase proferida por Silvio Meira em uma de suas palestras sobre tecnologia da informação reflete o quanto as nossas escolas ainda estão atrasadas em relação ao mundo e aos meios digitais em matéria de educação e modus operandi das dinâmicas escolares.

Pensando nisso, o Governo do Estado do Rio de Janeiro - através de sua Secretaria de Estado de Educação e de Cultura - em parceria com a Oi Futuro (núcleo de responsabilidade social da empresa Oi) iniciaram o projeto NAVE (Núcleo Avançado em Educação) que nada mais é do que o conceito de escola do Futuro.

O NAVE é o Colégio Estadual José Leite Lopes. Na parte da manhã o colégio segue a grade curricular normal do MEC como qualquer outro colégio. Mas à tarde os 600 alunos podem se deliciar com os ensinamentos do mundo digital. Nessa grade, há matérias variadas como Programação de games, Roteiros para Mídias Digitais, Geração Multimídia, TV Digital, etc. Este seguimento do NAVE é chamado de Fábrica de Cultura Digital.

A meta do NAVE é preparar jovens que, no futuro, possam ter facilidade para exercer profissões modernas como, por exemplo, roteiristas, programadores, designers e gestores para atuar em TV digital, internet, celular e jogos eletrônicos. Recentemente, a escola Cícero Dias no Recife também passou a adotar o modelo.

Pedalando e Educando

Em 2001, impulsionado por um desejo em viajar pelo mundo, o arquiteto mineiro Argus Caruso Saturnino desenvolveu um projeto educacional chamado "Pedalando e Educando", que consistia em passar às crianças de escolas públicas o conhecimento e a experiência adquirida nas localidades que percorria.

Através da Internet, as escolas receberam perodicamente um material didático inovador com fotos e textos relatando a aventura de volta ao mundo de bicicleta. Toda a viagem foi elaborada para utilizar-se de rotas que potencializam o interesse pela História, Geografia e o dia a dia dos locais visistados. O objetivo era que o material fosse utilizado em sala de aula para discussão com um profissional de ensino.

Durante três anos e meio, Caruso pedalou por 28 países, percorrendo 35 mil quilômetros pelas rotas tradicionais, como a Inca e a da Companhia das Índias Orientais, registrando em textos e imagens as peculiaridades e as culturas dos países que visitou. Sua aventura começou em dezembro de 2001, em Cordisburgo, no interior mineiro. De lá, a expedição solitária a bordo da "magrela" passou pela Bolívia, Peru, Tanzânia, Quênia, Egito, Jordânia, Síria, Turquia, Líbano, Irã, Grécia, Romênia, Hungria, Croácia, Eslovênia, Itália, França, Inglaterra, Índia, Nepal, Tailândia, Laos, Camboja, Malásia, Indonésia, Timor Leste e Austrália.

Em janeiro de 2010, Caruso inicia a nova fase do projeto, agora denominado "A Escola do Mundo", no qual vai percorrer cidades do Norte e do Nordeste do Brasil, levando esses relatos e fotos para crianças dessas localidades.

Farmácias Vivas

O uso de ervas medicinais, muitas delas cultivadas no fundo do quintal, é uma prática secular baseada no conhecimento popular e transmitido oralmente, na maior parte das situações. É difícil encontrar alguém que não curou a cólica infantil com camomila ou erva-doce ou o mal estar de uma ressaca com chá de folhas de boldo, sem qualquer receita médica.

Numa população com baixo acesso a medicamentos, como a brasileira, agregar garantias científicas a essa prática terapêutica traz variadas vantagens. Esse é o pressuposto que deu origem ao projeto “Farmácias Vivas” que apóia pessoas carentes que não tem condições de comprar medicamentos. Para eles, a única opção é utilizar remédios da natureza ou dos vendedores de ervas.

Nas farmácias vivas, os medicamentos são preparados em laboratório de fitoterápicos sob responsabilidade de um farmacêutico especialmente treinado. Para sua administração, o princípio ativo é mantido nas plantas (e não isolado como faz a indústria farmacêutica) na forma de chás, xaropes, tinturas e cápsulas gelatinosas.

O projeto foi criado no Ceará, mas hoje também está presente em Brasília, no Piauí e no Pará.

Central da Periferia

Para finalizar esse post, não poderia deixar de fora a provocante e entusiasmante palestra da atriz e apresentadora da TV Globo, Regina Casé. Ela trouxe ao palco do TED suas descobertas na produção do programa Central da Periferia, criado em 2006, em que pela primeira vez na história dos veículos de comunicação de massa, a cultura original das favelas e comunidades carentes pôde ser mostrada de fato como é, sem maquiagens ou juízos de valor.

Vale a pena assistir os dois vídeos abaixo que registram os melhores momentos do programa que, como a própria Regina Casé disse em sua apresentação, infelizmente ainda esbarra no nojinho da 'elite pseudo intelectual' pela autêntica produção cultural da periferia.