Os grafites nas ruas de Atenas talvez sejam o melhor espelho do humor geral da população grega diante da crise. Para mostrar isso, o jornalista Kostas Kallergis
acompanhou o trabalho de quatro grafiteiros ao longo dos últimos meses, e
acaba de realizar o documentário The Wake Up Call.
Segundo Kostas, os grafites refletem um estado de ânimo que vai do fatalista ao pessimista de uma maneira quase
pós-apocalíptica. "Trata-se de um cenário em que as pessoas caminham em uma
cidade cinza e as únicas cores que as circundam são as cores da
guerrilha urbana."
Confira o doc logo abaixo, com legendas em inglês:
(via Samuel)
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29 de jan. de 2013
24 de jun. de 2010
Realidade Interrompida
Entre 2001 e 2003, Philip Toledano, famoso atualmente pelas suas inusitadas imagens que procuram materializar o imaginário humano - veja uma bela compilação aqui, construiu um ensaio fotográfico que continua perturbadoramente atual. Bankrupt é um exercício de "arqueologia econômica", diz o fotógrafo, já que é uma compilação de fotografias tiradas no interior de diversos escritórios recém abandonados, onde apenas ficaram os vestígios da atividade extinta e das vidas dos trabalhadores que por lá passaram.
Trata-se de um conjunto impressionante de retratos do vazio, de uma realidade interrompida.
(via Obvious)
13 de jan. de 2010
Restos

Consumismo é o assunto preferido de Brian Ulrich, fotógrafo de Chicago. Suas fotografias percorrem o vazio de grandes espaços.
Shopping centers abandonados, estoques abarrotados, prateleiras desarrumadas e montanhas de equipamentos obsoletos compõem o pano de fundo de seu trabalho, bastante destacado na mídia no ano passado, no auge da crise econômica e financeira mundial.

2 de out. de 2009
Refeições Disfarçadas
Com a crise, muitos dos restaurantes de luxo das grandes metrópoles acabaram sendo impactados, sobretudo agora que as despesas corporativas são acompanhadas de perto. Com este pano de fundo, uma churrascaria mais sofisticada (e cara) de Manhattan, a Maloney & Porcelli decidiu inovar e tentar atrair clientes apelando para o humor.
Criou o site ExpenseASteak.com. Nele você coloca o valor da sua refeição e é então gerado um PDF com uma série de recibos (de táxi, papelaria, refeições de fast food) no mesmo valor. E, para continuar o “disfarce”, o saquinho para viagem do restaurante passou a vir estampado com marcas de lojas de refeições baratas (que não fazem idéia que vem sendo usadas para este fim). A criação é da Walrus.
(via Paula Rizzo)
Com a crise, muitos dos restaurantes de luxo das grandes metrópoles acabaram sendo impactados, sobretudo agora que as despesas corporativas são acompanhadas de perto. Com este pano de fundo, uma churrascaria mais sofisticada (e cara) de Manhattan, a Maloney & Porcelli decidiu inovar e tentar atrair clientes apelando para o humor.
Criou o site ExpenseASteak.com. Nele você coloca o valor da sua refeição e é então gerado um PDF com uma série de recibos (de táxi, papelaria, refeições de fast food) no mesmo valor. E, para continuar o “disfarce”, o saquinho para viagem do restaurante passou a vir estampado com marcas de lojas de refeições baratas (que não fazem idéia que vem sendo usadas para este fim). A criação é da Walrus.
(via Paula Rizzo)21 de set. de 2009
Que tal ser presidente do Banco Central por um dia?
Um jogo on-line para explicar a crise econômica foi desenvolvido pela empresa mineira O2 Games neste mês. Durante a brincadeira, os jogadores recebem um diploma de presidente do Banco Central e precisam tomar decisões de política econômica. Uma delas simula a falência de bancos no país e os internautas podem decidir se oferecem ou não ajuda financeira às instituições.
Acesse aqui
Um jogo on-line para explicar a crise econômica foi desenvolvido pela empresa mineira O2 Games neste mês. Durante a brincadeira, os jogadores recebem um diploma de presidente do Banco Central e precisam tomar decisões de política econômica. Uma delas simula a falência de bancos no país e os internautas podem decidir se oferecem ou não ajuda financeira às instituições.Acesse aqui
14 de set. de 2009
Acampe em quarto de Spa de Luxo por 19 dólares
Com o bicho pegando na economia americana, o Rancho Bernardo Inn, um spa de luxo em San Diego, viu o seu número de reservas cair consideravelmente. As opções mais óbvias seriam fazer alguma promoção, cortar uns custos e divulgar isso comprando bastante mídia, na esperança de seduzir alguns hóspedes. A outra seria usar os seus próprios recursos e investir em criatividade, bolando uma promoção que estimula boca a boca e mídia espontânea.
No pacote denominado Survivor Package, o quarto “deluxe” sai normalmente por $219, mas rola um desconto para $199 se você abrir mão do café da manhã, $179 sem o bar, $159 sem ar condicionado ou aquecimento, $139 sem travesseiros, $109 sem cobertores, $89 sem luzes, $59 sem lençóis, $39 sem roupa de banho e, finalmente, só $19 sem cama.
O repórter Mike Hodgkinson do The Guardian foi conferir na prática a promoção e encontrou um quarto com uma barraca no lugar da cama, nenhuma lâmpada nos abajures e uma fita plástica amarela e preta listradinha isolando a área do ar condicionado. Confira aqui a reportagem completa.
(Referência: Blog de Guerrilha)
Com o bicho pegando na economia americana, o Rancho Bernardo Inn, um spa de luxo em San Diego, viu o seu número de reservas cair consideravelmente. As opções mais óbvias seriam fazer alguma promoção, cortar uns custos e divulgar isso comprando bastante mídia, na esperança de seduzir alguns hóspedes. A outra seria usar os seus próprios recursos e investir em criatividade, bolando uma promoção que estimula boca a boca e mídia espontânea.No pacote denominado Survivor Package, o quarto “deluxe” sai normalmente por $219, mas rola um desconto para $199 se você abrir mão do café da manhã, $179 sem o bar, $159 sem ar condicionado ou aquecimento, $139 sem travesseiros, $109 sem cobertores, $89 sem luzes, $59 sem lençóis, $39 sem roupa de banho e, finalmente, só $19 sem cama.
O repórter Mike Hodgkinson do The Guardian foi conferir na prática a promoção e encontrou um quarto com uma barraca no lugar da cama, nenhuma lâmpada nos abajures e uma fita plástica amarela e preta listradinha isolando a área do ar condicionado. Confira aqui a reportagem completa.(Referência: Blog de Guerrilha)
20 de jul. de 2009

O No Longer Empty é um projeto que procura combater a crise por meio da arte. O movimento toma lugar na cidade de Nova York, e aproveita o espaço vago de lojas e estabelecimentos comerciais que tiveram que ser fechados por dificuldades financeiras e os transforma em galerias de arte improvisadas.
A última intervenção ocupou por um mês o saguão do Chelsea Hotel e contou com trabalhos de vários artistas. Até setembro, estão previstas novas exposições no Crown Plaza Hotel e no Caledonia Building Storefronts.
13 de abr. de 2009

Que toda crise gera oportunidades, a gente ouve. Mas gera, sobretudo, ira e descontentamento em algumas pessoas. Ciente da situação, a Universidade de Harvard acaba de lançar um curso para atender pessoas que trabalham em ou com empresas que estão com problemas, como dívidas, demissões, queda nas vendas e suspensões de contratos, e precisam salvar de algum jeito a sua pele.
Interessou? Dá uma olhada lá.
(via Superinteressante)
17 de fev. de 2009

Se você tivesse sofrido um baque financeiro, público e notório, e tivesse conseguido se reerguer graças a ajuda de um amigo ou de um familiar, você sairia por aí esbanjando em jantares e festas? Acredito que sua resposta, muito provavelmente, seria não. Ou talvez fosse até mais enfático e dissesse 'de maneira alguma'!
Não é o que pensam, no entanto, algumas das instituições e empresas recebedoras do pacote de resgate do governo americano. Vejamos dois casos que aconteceram no início deste mês:
- o Citigroup acertou com o time de beisebol New York Mets o patrocínio com naming rights de seu novo estádio pela cifra de US$ 400 milhões;
- o Bank of America, por sua vez, patrocinou uma festa de cinco dias do lado de fora do estádio onde foi disputado o Super Bowl. O gasto teria sido, segundo a rede americana ABC, de US$ 10 milhões.
Ninguém aqui questiona o valor dos investimentos em marketing, inclusive, no sentido de ajudar essas e outras empresas que foram vítimas da crise financeira a se reerguer. Mas vamos e venhamos, um pouco de bom senso não faz mal a ninguém.
(referência: Advertising Age)
Não é o que pensam, no entanto, algumas das instituições e empresas recebedoras do pacote de resgate do governo americano. Vejamos dois casos que aconteceram no início deste mês:
- o Citigroup acertou com o time de beisebol New York Mets o patrocínio com naming rights de seu novo estádio pela cifra de US$ 400 milhões;
- o Bank of America, por sua vez, patrocinou uma festa de cinco dias do lado de fora do estádio onde foi disputado o Super Bowl. O gasto teria sido, segundo a rede americana ABC, de US$ 10 milhões.
Ninguém aqui questiona o valor dos investimentos em marketing, inclusive, no sentido de ajudar essas e outras empresas que foram vítimas da crise financeira a se reerguer. Mas vamos e venhamos, um pouco de bom senso não faz mal a ninguém.
(referência: Advertising Age)
9 de fev. de 2009

- Megan Petrus, 27 anos, se deu conta da crise econômica quando seu namorado, operador de derivativos financeiros de um grande banco, se mostrou mais preocupado em ajudar um colega demitido do que em consolá-la depois que o pai dela sofreu um ataque cardíaco;
- Christine Cameron percebeu que a recessão se tornara real quando seu namorado, um analista financeiro com quem está junto há um ano, se embebedava e sumia todas as vezes que viajavam, e ainda a acusava no dia seguinte de ter sido ela quem havia fugido;
- Dawn Spinner Davis, 26 anos, diz que os gráficos com as tendências de queda começaram a fazer sentido quando o homem com que se casou em meados de novembro, um gestor de fortunas de 28 anos, disse que queria morrer e parou de sair de casa.
Das experiências relatadas acima surgiu em novembro de 2008 o grupo de apoio Namoradas de Banqueiros Anônimos. O objetivo do grupo, que se reúne semanalmente, é ajudar as mulheres a lidarem com o inevitável efeito colateral produzido no relacionamento pelo colapso do sistema financeiro americano.
O grupo criou um blog batizado de Livre de Fiscalização das Feministas, que convida as mulheres a se associarem se a verba para levar uma vida de 'patricinha' foi cortada pela metade e o tratamento VIP nos clubes noturnos quase desapareceu de suas vidas. Perto de 30 mulheres, na faixa dos 25 aos 29 anos, postam regularmente mensagens no site.
Um tema frequente no grupo é a ligação entre a sala da diretoria e o quarto de dormir. "Há aquele tipo de pessoa que tem um péssimo dia no pregão da Bolsa e quer fazer mais sexo", comenta Dawn Spinner. Christine Cameron, por sua vez, diz que os 'Wall Street Boys' simplesmente não conseguem ficar desconectadom das notícias sobre mercado financeiro que recebem em seus Blackberrys ou dos noticiários dos canais Bloomberg e CNBC.
Mas por que elas simplesmente não se separam? "Não se trata apenas de gastar US$200 em um jantar. Eles são machos alfas, ou seja, agressivos, dinâmicos, não aceitam não como resposta, têm e inspiram confiança. Isso cria uma aura em torno deles", afirma, de queixo erguido, Megan Petrus.
via New York Times
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